PROPOSTA DA COPEL É INSATISFATÓRIA E SINDICATOS QUEREM AVANÇO

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Hoje foi um dia intenso e difícil nas negociações do ACT 17/18, onde foram tratadas as reivindicações salariais e remuneratórias da pauta dos copelianos.

A proposta inicial da empresa, no período da manhã foi, em resumo, a seguinte:

– Nenhum abono salarial.

– Reajuste salarial: apenas o INPC, estimado em 1,95%.

– Abono de férias, Auxílio Educação,  Auxílio Creche,  Vale Lanche e  Auxílio Alimentação nos valores do ano anterior, sem evolução e sem reajuste, nem pelo INPC.

Ao ouvirem a proposta, os sindicatos imediatamente solicitaram uma interrupção para discutirem os caminhos a adotar na negociação, pois a consideraram insuficiente, mesmo para iniciar discussões.

No retorno do intervalo solicitado, os sindicatos se pronunciaram para a Comissão de Negociação da Copel, considerando desumana a proposta e que ela era uma desconsideração para o empenho e dedicação dos copelianos.

Após as colocações dos sindicatos, houve intervalo de almoço e a negociação foi retomada às 13:30h, com os representantes da empresa chamando atenção para que o momento da Copel e do setor elétrico, este ano, não é o mesmo do ano passado, recaindo muito mais riscos para o futuro da Copel.

Uma exposição da situação da Copel foi apresentada por Adriano Fedalto, Superintendente do Departamento Financeiro. Segundo ele, o cenário atual de comercialização de serviços de energia, com o mercado livre, faz com que os ganhos de comercialização sejam menores e a margem de ganho também menores. Realçou também que os reajustes de energia se dão por índices menores que o INPC. Em sua exposição, registrou ainda que despesas como plano de saúde não entram em composição tarifária, onerando o caixa da empresa.

Adriano mencionou que a empresa implantou um Gabinete de Gestão Estratégica, para diminuir custos, que está trabalhando 80 ações de contenção. Elas passam por devolução de prédios locados, diminuição de estoque estratégico, revisão de contratos de prestação de serviços, entre outras medidas. Nesse contexto, segundo ele, estava a dificuldade dessa negociação.

Os sindicatos se contrapuseram argumentando que a posição da empresa na negociação não buscava superar positivamente a realidade, em favor dos empregados. Não haver abono, nenhum reajuste nos benefícios e apenas a reposição da inflação no salário significava um tiro na motivação do trabalho, que criaria um ambiente negativo e contraproducente na Copel.

Fabiano Camargo, economista do DIEESE que assessora os sindicatos na negociação, contrapôs a exposição dos negociadores da empresa criticando a visão da energia apenas como mercadoria dentro do mercado financeiro, sem valorização de sua produção.

Lembrou que há uma perda inflacionária acumulada nos salários dos copelianos desde 1994, de mais de 13%. Lembrou que o abono de férias foi reajustado em apenas 75% num período em que a inflação passou de 100%. Ressaltou que a educação, nos últimos 12 meses, subiu mais de 12%, enquanto a empresa não se propõe a reajustar o benefício nem pela inflação.

Em relação aos lucros, Fabiano apontou que a Copel teve o maior patamar de lucros entre as empresas do setor elétrico no primeiro semestre de 2017, e que os consumidores da Copel no mercado livre cresceram mais de 100%. Desde 2012 a Copel teve uma diminuição de 1.000 empregados de seu quadro, mantendo-se com alta produtividade, o que demonstra que os atuais empregados estão produzindo mais. Por todas essas razões, os sindicatos cobraram da empresa que avançasse na negociação e investisse em fortalecer a relação com seus trabalhadores.

A Copel, então, apresentou como mudança em sua proposta um abono correspondente a 35% da remuneração básica (0,35 da remuneração básica), mais R$ 1.350,00 em valor fixo para todos. Na visão da empresa a proposta deve estar acompanhada por alternativas que ajudem a formar caixa nos próximos três meses para efetuar esse pagamento.

Ao final da tarde, depois desse intenso debate na negociação, ficou decidida por uma nova rodada de negociação na próxima quarta, 27/09. Até a próxima quarta, a Comissão de Negociação da empresa vai buscar alternativas que possam melhorar a proposta. Também até essa data, sindicatos com pauta específica estarão negociando com a Copel suas reivindicações próprias.

Para os sindicatos, é fundamental que existam avanços. Tem que haver uma proposta que seja boa para todos os empregados, sem condicionantes que penalizem parte dos trabalhadores. E o abono deve pelo menos ficar no patamar de 2016.

Até a próxima reunião, os copelianos e copelianas podem ajudar deixando claro que esperam melhoras na proposta.

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NEGOCIAÇÃO, HOJE, DAS REIVINDICAÇÕES SALARIAIS E REMUNERATÓRIAS

A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 17/18 entra hoje no terceiro dia, onde serão discutidos os itens salariais e remuneratórios, chamados de cláusulas econômicas, que sempre são as mais esperadas pelos trabalhadores.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC publicarão após a reunião, no blog COLETIVO, uma matéria contendo a proposta completa a que chegar a Copel e Informações e análise que ajudem os trabalhadores a fazer uma avaliação criteriosa da proposta a que chegar a empresa.

Publicamos abaixo a ata das negociações de ontem, para o conhecimento de todos:

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SEGUNDO DIA DE NEGOCIAÇÕES DO ACT TEVE DISCUSSÃO DAS REIVINDICAÇÕES ADMINISTRATIVAS

neg 6As negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, ACT 17/18, tiveram nessa quarta-feira, 20/09, o segundo dia de reunião, onde foram discutidas as cláusulas administrativas da pauta de reivindicações unificada dos copelianos.

Amanhã de manhã, a partir das 10h, começa a discussão dos itens salariais e remuneratórios, chamados de cláusulas econômicas, que sempre são as mais esperadas pelos trabalhadores.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC publicarão após a reunião de amanhã, aqui no blog COLETIVO, uma matéria contendo:

– A proposta completa a que chegar a Copel;

– A ata completa das negociações;

– Informações e análise que ajudem os trabalhadores a fazer uma avaliação criteriosa da proposta a que chegar a empresa.

Desde já convidamos todos a debaterem a proposta com os colegas e participar das assembleias que irão avaliá-la.

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NEGOCIAÇÃO ONTEM DISCUTIU CENÁRIO DA EMPRESA E REIVINDICAÇÕES ADMINISTRATIVAS

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Diretores comentam o cenário vivido pela empresa

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Sindicatos argumentaram que o trabalhador é investimento

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Fabiano Camargo, do DIEESE, argumenta que realidade da Copel permite uma boa negociação

A negociação do Acordo Coletivo – ACT 17/18, ontem, 19/09, passou pela discussão em torno do cenário vivido pela empresa e pelas expectativas dos trabalhadores copelianos nessa negociação.

Representando a Copel estiveram presentes o Diretor de Finanças e Relações com Investidores, Adriano Rudek de Moura, e o Diretor de Gestão Empresarial, Gilberto Mendes Fernandes, mais os integrantes da Comissão de Negociação.

O Diretor de Finanças fez a apresentação do cenário econômico, financeiro e de gestão vivido pela Copel. Para ele, diante de uma situação econômica difícil, que impacta nos investimentos, a situação da Copel é de recuperação.

Rudek expôs as linhas do plano de ação que está sendo desenvolvida na Copel, focado em diminuir custos e recuperar caixa. Segundo ele, a Copel tem 81 ações nesse sentido em andamento, tratadas como prioridade.

Segundo o Diretor, os desafios da Copel consideram as expectativas do mercado e dos acionistas, buscando ressaltar a capacidade da empresa. A estratégia é mostrar as ações de diminuição de custos e o retorno previsto dos investimentos que estão agora se concretizando. Ele defendeu uma disciplina financeira rígida na definição de investimentos novos.

Pelo lado dos sindicatos, Fabiano Camargo, economista do DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos, lembrou que se houve situações que prejudicaram o caixa da empresa, também houve compensações e a perspectiva em futuro próximo é de retorno dos investimentos que foram feitos. O cenário, para o economista, não impede uma negociação benéfica aos trabalhadores, já que o patamar de lucratividade da Copel nos anos recentes é bom e mostra estabilidade.

Os dirigentes sindicais argumentaram para os diretores da Copel que no passado recente, quando houve diminuição dos direitos e desvalorização da negociação com os sindicatos, isso afetou a expectativa dos empregados, negativamente. Para os sindicatos, a negociação precisa considerar os empregados como investimento, não como custo.

Após a discussão de cenários a negociação entrou nos pontos da pauta de reivindicações unificada apresentada pelos sindicatos, começando pelas cláusulas administrativas. Esses pontos continuam a ser discutidos hoje. Também está previsto para hoje a discussão dos pontos de natureza salarial e remuneratória.

Informaremos as novidades.

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NEGOCIAÇÕES DO ACORDO COMEÇAM NESSA MANHÃ

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Na foto, sindicatos traçam rumos para a negociação

Inicia-se nesta manhã de 19/09 a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 17/18 entre a Copel e os sindicatos que representam os copelianos.

Na tarde de ontem, 18/09, os sindicatos se reuniram, contando com a assessoria do DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos, traçando os rumos que conduzirão suas intervenções na negociação.

O blog COLETIVO manterá os copelianos informados do andamento das negociações, publicando as informações relevantes.

Evitaremos divulgar propostas da empresa enquanto forem apenas “balões de ensaio” e não representem a realidade de onde a Copel se dispõe a chegar.

Para o COLETIVO CSEC é fundamental que essa negociação supere o quadro nacional de quebra de direitos dos trabalhadores e avance, somando direitos aos já existentes. Para isso, a atenção e apoio da categoria aos sindicatos será fundamental.

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PLENÁRIA DEFINE LUTA CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

plenaria 1plenária 4plenária 3Plenária 2Cresce o Fórum Popular Contra a Privatização da Eletrobras, que realizou ontem, 13/09, sua terceira plenária para definição das ações de mobilização, na sede do Sindicato dos Engenheiros – Senge-Pr, em Curitiba. O Fórum é composto de lideranças sindicais, técnicos do setor elétrico, lideranças políticas, artistas e movimentos sociais, abrangendo agora todos estados do Sul e incluindo Mato Grosso do Sul. O COLETIVO CSEC está participando ativamente.

Entre as atividades aprovadas para serem desenvolvidas estão a reunião de informações e análises sobre os riscos da privatização da Eletrobras e do setor elétrico e a produção de materiais de esclarecimento à população. Nesse sentido serão criados fóruns nos principais municípios, de modo que nessas localidades existam atividades organizadas e contínuas de esclarecimento à população.

Outra ação prioritária decidida na plenária é o convencimento de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais e senadores para que tomem posição contrária à privatização, realizando Audiências Públicas nas Assembleias Legislativas estaduais e nas câmaras municipais. O objetivo é debater o assunto das privatizações em sua gravidade para as condições de vida, repercutindo na imprensa e junto à população.

No Paraná, tem Audiência Pública dia 10 de outubro, na Alep

No Paraná a audiência pública foi agendada para o dia 10 de outubro, na Assembleia Legislativa – Alep. Em Santa Catarina, será no dia 04 de outubro. No Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul as datas estão sendo agendadas. Além disso, a plenária do Fórum aprovou realizar Audiências Públicas nas câmaras de vereadores das principais cidades do interior: Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Londrina e Ponta Grossa, contando com a ação dos Sindicatos de Eletricitários do COLETIVO CSEC, que atuam nesses polos.

Além das Audiências Públicas, o Fórum pretende levar o debate para as universidades, faculdades e escolas públicas, esclarecendo e envolvendo estudantes e professores na luta contra a entrega do patrimônio público.

Vários deputados estaduais do Paraná já aderiram ao Fórum na luta contra a privatização da Eletrobras: Nelson Luersen (PDT), Requião Filho (PMDB), Nereu Moura (PMDB), Rasca Rodrigues (PV), Tadeu Veneri (PT), Marcio Pacheco (PPL), Evandro Araújo (PSC), Anibelli Neto (PMDB) e Professor Lemos (PT). Os senadores paranaenses Roberto Requião e Gleisi Hoffmann se posicionaram contrários a privatização do setor elétrico. Também Osmar Dias, importante por sua liderança política, posicionou-se no mesmo sentido.

Para os sindicatos do COLETIVO CSEC, a mobilização contra a privatização da Eletrobras, além de defender esse importante patrimônio, ajuda também a inibir que o governo estadual pense em fazer o mesmo com a Copel.

MOBILIZAÇÃO EM TODO PAÍS

Em nível nacional, a luta contra a privatização da Eletrobras está sendo conduzida pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE e tem uma extensa agenda de ações. Hoje, 13/09, aconteceu em Brasília a “Audiência Pública contra o Desmonte do Estado Brasileiro”, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados e também reunião da Frente Mista em Defesa da Soberania Nacional e defesa do Setor Elétrico Brasileiro, reunindo parlamentares, entidades sindicais e outras entidades que defendem o patrimônio público brasileiro.

Nacionalmente, a mobilização que está sendo definida envolve manifestações, atividades de esclarecimento popular e audiências públicas nas assembleias legislativas.

O blog COLETIVO divulgará a agenda das ações de mobilização.

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ELETROBRAS: O ESCÂNDALO DA PRIVATIZAÇÃO ANUNCIADA

ilustração 6Há cerca de um mês, o governo de Michel Temer anunciou a intenção de realizar um rol de privatizações envolvendo, entre vários setores, a Eletrobras, responsável por 30% da energia gerada e distribuída no país.

É tão evidente, no fundo dessa iniciativa, a pressa em gerar recursos a qualquer custo, que a equipe econômica nem mesmo definiu os parâmetros da privatização dessa empresa considerada por especialistas como de importância estratégica ao desenvolvimento do país. Pouco se sabe como será a privatização, constatou matéria do site da Revista Exame, de 11/09.

Se o governo ainda não sabe bem como vai fazer, os “interesses de mercado” sabem bem que estão com um “negócio da China” pela frente. Desde que houve o anúncio da privatização, as ações ordinárias da Eletrobras subiram 39.9% nas bolsas e as ações preferenciais subiram 30,6%. As informações são também do site da Revista Exame.

A estimativa anunciada pelo governo é de arrecadar entre R$ 20 e R$ 30 bilhões com a venda das ações da Eletrobras. Mas o valor patrimonial da empresa, incluindo usinas, linhas de transmissão e redes de distribuição, é estimado em R$ 170 bilhões. Além disso, a empresa é responsável por 47% das linhas de transmissão do Brasil e 31% da capacidade de geração de energia.

A entrega desse patrimônio do país a preço de meia usina não é tudo. O jornalista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”, em nota publicada em 10/09, levanta o seguinte dado revelador: as empresas do Sistema Eletrobras têm para receber, até 2025, R$ 39,27 bilhões de indenização da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE).

Esses pagamentos, que começaram em julho deste ano, correspondem a investimentos feitos antes de maio de 2000. Quem vai embolsar a restituição desses investimentos que foram feitos pela Eletrobras pública? Os novos controladores pós-privatização, que vão pagar menos pelo controle da empresa do que a dívida que terão para receber.

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