DESFECHO FELIZ: COPELIANO É REINTEGRADO EM CAMPO MOURÃO

reintegraçãoHá momentos na vida em que a organização e a atitude solidária proporcionam finais felizes, que recompensam nossas lutas. Na manhã da última quinta-feira, 04 de fevereiro, tivemos a felicidade de ver reintegrado ao trabalho o copeliano Jonas D’Ark da Silva, no administrativo-financeiro da Copel de Campo Mourão.

Jonas D’Ark havia sido dispensado por problemas decorrentes do alcoolismo e seu retorno ao trabalho é resultado de duas lutas vitoriosas. A primeira luta foi a dele próprio, que se dispôs a fazer os tratamentos necessários e superar a doença. A segunda luta foi a de seu sindicato, o STEEM – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Energia Elétrica de Maringá e Região, para que ele pudesse ter garantido seu direito ao emprego. Hoje a justiça compreende que o alcoolismo é uma doença e que o trabalhador vítima dela merece ter garantido um tratamento adequado, que respeite a dignidade humana e o direito.

O STEEM fez o que é de sua obrigação: provou que Jonas D’Ark estava se tratando e que a dispensa por justa causa praticada pela Copel era precipitada, injusta e contrária ao que diz a Constituição Federal. Na foto, feita logo após a reintegração, estão o advogado Marino Elígio Gonçalves, da assessoria jurídica do STEEM, o copeliano Jonas D’Ark da Silva e o sindicalista e diretor do STEEM, Jonas Braz, todos contentes com o bom desfecho e a boa recepção que Jonas teve no retorno ao trabalho.

Registre-se que essa não é a primeira reintegração que o STEEM consegue na justiça. Em fevereiro de 2014, o Sr. Milton de Carvalho Junior foi também reintegrado na Agência de Umuarama. Sinal de que o tratamento aos trabalhadores dado pela Copel – tema de discussões entre os sindicatos e a empresa nas negociações da PLR – precisa melhorar.

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DOCUMENTÁRIO MOSTRA AUMENTO DO RISCO DE VIDA NO SETOR ELÉTRICO

acesse e assistaAtenção copelianos:

O COLETIVO CSEC recomenda que todos acessem o link https://www.youtube.com/watch?v=fdigdml-UdY&feature=youtu.be e assistam a esse vídeo documentário de 2015 sobre os riscos do trabalho no setor elétrico brasileiro. O documentário aborda as causas do aumento de acidentes que está se registrando nacionalmente.

O vídeo foi produzido por José Roberto Novaes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Alessandro José Nunes da Silva, do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Secretaria Municipal de Saúde – CEREST, do município de Piracicaba, SP.

Quem trabalha no setor elétrico brasileiro, inclusive na Copel, vai perceber que qualquer semelhança NÃO É mera coincidência. Os dramas humanos, a falsa busca de eficiência que move os interesses privados, a terceirização que precariza as relações de trabalho e compromete a segurança, tudo está nesse documentário, muito bem comentado.

ASSISTAM E DIVULGUEM!!

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AGENDA POLÍTICA COMEÇA COM DIREITOS TRABALHISTAS SOB AMEAÇA

rasg direitos 2

No horizonte das decisões sobre a economia e a política no país, 2016 será um ano de dificuldades e lutas para a classe trabalhadora. Políticos conservadores, empresários e o próprio governo estão defendendo medidas que ameaçam direitos. Essas medidas vão ganhar força na agenda de decisões logo depois do carnaval, quando acaba o recesso parlamentar e retornam os trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Conheça as duas principais ameaças.

TERCEIRIZAÇÕES SEM LIMITES

Uma das maiores ameaças aos trabalhadores é o PLC 30/2015, já aprovado na Câmara, onde tramitou como PL 4330. Este projeto, originalmente, é de autoria do Deputado Sandro Mabel (PR-GO), que prevê as terceirizações do trabalho nas empresas, inclusive nas atividades fins. O projeto, que tramita sob o pretexto de regulamentar a terceirização, irá aumentar a exploração dos trabalhadores, permitindo a troca de trabalhadores protegidos por direitos e por organizações sindicais por outros onde os direitos são menores e o trabalhadores estão desorganizados.

Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP, que presta assessoria ao movimento sindical de trabalhadores acompanhando o Congresso Nacional, o presidente do Senado, Renan Calheiros, desistiu de dar ao debate do assunto o tempo que se imaginava e há possibilidade de o Senado aprovar as terceirizações em atividades fins das empresas, mesmo contrariando o parecer do Deputado Paulo Paim (PT – RS) que é contra essa medida. Se houver mudanças no Senado e o texto voltar à Câmara dos Deputados o cenário também não é bom, pois há muitos deputados eleitos com recursos empresariais, que defendem as terceirizações em todas as atividades.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O governo pretende enviar uma proposta de reforma previdenciária este ano para o Congresso Nacional, com objetivo principal de reduzir gastos com as aposentadorias, aumentando a idade para o trabalhador se aposentar. Segundo informações, o governo pretende, ao longo de duas ou três décadas, unificar as regras de aposentadoria do setor público e do setor privado, mudando a regra apenas para trabalhadores que estiverem ainda longe de se aposentar.

Atualmente, os servidores públicos homens aposentam com idade mínima de 60 anos e mulheres com 55 anos. Já para os demais trabalhadores a regra de cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição foi estabelecida pela Lei 13.183 e o cálculo leva em consideração o número de pontos alcançados somando a idade e o tempo de contribuição do segurado – a chamada Regra 85/95 Progressiva.

Até 30 de dezembro 2018, para se aposentar por tempo de contribuição, sem incidência do fator previdenciário, o segurado terá de somar 85 pontos, se mulher, e 95 pontos, se homem. A partir de 31 de dezembro de 2018, para afastar o uso do fator previdenciário, a soma da idade e do tempo de contribuição terá de ser 86, se mulher, e 96, se homem. A lei limita esse escalonamento até 2026, quando a soma para as mulheres deverá ser de 90 pontos e para os homens 100 pontos.

O movimento sindical não concorda com a intenção do governo. Consideram que está sendo criado um artifício ao dizer que a reforma da previdência seria uma das tábuas de salvação da crise econômica. Na visão do movimento sindical deveria haver uma pauta positiva, baixando juros, investindo em infraestrutura e na construção civil, e facilitando créditos, de modo a ativar a economia e gerar empregos formais, que contribuem com o caixa da previdência. Ainda em relação a previdência, os sindicatos entendem que deve ser combatida a informalidade, pois são milhões de empregos onde não há contribuição para o regime de aposentadorias.

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PLR 2016: COPEL APRESENTA METAS. SINDICATOS QUEREM AVANÇOS EFETIVOS

plr 2016 2As negociações entre os sindicatos que representam os copelianos e a Copel para a PLR 2016 começaram nesta quinta-feira, 28 de janeiro, e tem continuidade já agendada para o dia 11 de fevereiro.

Os representantes da Copel iniciaram a reunião dizendo que estão se esforçando junto ao Conselho de Controle das Empresas Estaduais – CCEE, para que a Copel possa ter autonomia e independência para definir sua política de salários, participação nos lucros e gestão de pessoal, considerando que seu papel no estado e seus resultados são diferenciados. O CCEE foi criado pelo governo Beto Richa para controlar assuntos relacionados aos gastos das estatais paranaenses.

Outro ponto abordado pelos representantes da empresa foi a intenção da Copel de melhorar o nível de satisfação dos empregados, depois da constatação que em 2015 a Copel não ficou entre as 150 empresas brasileiras consideradas melhores para se trabalhar. Segundo disseram na reunião, estão preocupados em que o trabalhador se sinta bem em trabalhar na Copel, tanto no que diz respeito a remuneração quanto aos benefícios, ao ambiente de trabalho e ao relacionamento entre os trabalhadores e as gerências.

Os sindicatos, por seu lado, posicionaram-se dizendo que as posições da empresa precisam se tornar concretas nas negociações da PLR e nas negociações do Acordo Coletivo. Lembraram que o atendimento as pautas de reivindicações dos trabalhadores são a forma mais efetiva de valorizar os empregados. Pontuaram que ações gerenciais autoritárias e cobrança desmedida de produtividade, mesmo com redução do quadro, junto com medidas negativas, como limitar a 5% do quadro o gozo das férias no período de final e início de ano, são fatos que ampliam o descontentamento.

A Copel apresentou um esboço de proposta, englobando metodologia e metas para a PLR 2016/17. As metas contemplam os seguintes fatores: Satisfação da Qualidade Percebida – ISQP; Rentabilidade do patrimônio líquido; PMSO/Receita Operacional Líquida; Rentabilidade do Parque Gerador e Receita Operacional Bruta – ROB. No que diz respeito ao montante a ser distribuído, a Copel sinalizou, inicialmente, com uma projeção de distribuição de 50% de dividendos do lucro líquido aos acionistas, com a ideia de distribuir aos empregados um montante relacionado a esse percentual. Em 2015, esse montante ficou limitado a 15%.

foto colNa visão dos sindicatos do COLETIVO CSEC, colocada na reunião, a proposta da PLR 2016 não pode refletir apenas as metas que a Copel entende sejam oportunas, ou ficarem limitadas ao percentual de 15%. Precisam garantir recompensar a produtividade dos trabalhadores, ou seja, sua contribuição efetiva para o desempenho da Copel. Os copelianos merecem uma proposta que lhes garanta uma boa base mínima de distribuição de recursos, independente de alcançar o total das metas, e que seja ousada para crescer em função do cumprimento delas, com a perspectiva de alcançar 25% do montante distribuído aos acionistas, teto previsto na legislação, sem o limite de teto de duas folhas de pagamento.

No dia 11 de fevereiro as negociações continuam. É importante que os trabalhadores apoiem o esforço dos sindicatos do COLETIVO CSEC para fazer avançar a proposta.

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PLR 2016: NEGOCIAÇÕES COMEÇAM NESSA QUINTA, DIA 28

plr 2016Os sindicatos que representam os copelianos e os representantes da empresa reúnem-se nesta quinta e sexta feiras, dias 28 e 29 de janeiro, para dar início às negociações da proposta da PLR – Participação nos Lucros e Resultados, relativa ao ano de 2016.

As negociações da PLR 2016 começam antes mesmo de finalizar as assembleias que avaliam a proposta da PLR 2015, por conta do calendário determinado pelo Conselho de Controle das Empresas Estaduais – CCEE, criado pelo governo Beto Richa. Este Conselho vem ditando condições e prazos para trato de assuntos relacionados aos gastos das estatais paranaenses. Em função disso, a Copel  convidou os sindicatos para início das negociações da PLR, com objetivo de construir uma proposta para levar ao CCEE.

Manteremos os copelianos informados.

NÓS CONSTRUÍMOS A COPEL. QUEREMOS RECONHECIMENTO!

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PARA OS COPELIANOS AVALIAREM NAS ASSEMBLEIAS, RELEMBRAMOS A PROPOSTA DA PLR 2015/16

decidir plr 2Até o dia 24 de fevereiro acontecem, em todo Paraná, as assembleias onde os copelianos vão deliberar sobre a proposta resultante das negociações entre os sindicatos e a Copel, para a PLR do período 2015/16. As negociações que resultaram na proposta tiveram a última reunião no dia 30 de julho de 2015. No entanto, somente no dia 23 de dezembro do ano passado a proposta foi oficializada, porque teve que esperar o aval do Conselho de Controle das Empresas Estaduais – CCEE, criado pelo governador para controlar gastos das estatais paranaenses. O CCEE tem poder de veto sobre as propostas de negociações de salários e outros benefícios. A dificuldade e a demora em obter seu aval tem atrasado e dificultado as negociações.

Vamos relembrar abaixo qual é a proposta, para conhecimento de todos.

METAS PARA A PLR 2015:
– Rentabilidade do patrimônio líquido: 8,50%
– PMSO/Receita Operacional Líquida: 15%
– Satisfação da Qualidade Percebida – ABRADEE: estar entre as classificadas
– Rentabilidade do Parque Gerador: 92,90
– Números de Circuitos Totais de Telecomunicações: 58,2

PROPOSTA DE MONTANTE A SER DISTRIBUÍDO:

Pela proposta da empresa, o montante a ser distribuído aos empregados poderá chegar até 15% do valor a ser pago aos acionistas. A distribuição será linear, ou seja, o mesmo valor para cada trabalhador, independente da faixa salarial. De acordo com a oscilação no cumprimento das metas, o montante a ser distribuído poderá ficar entre 10,5% e 15% do montante a ser distribuído aos acionistas. Em 2013, o montante da remuneração distribuída aos acionistas foi de 52,26% do lucro líquido. Em 2014, esse montante foi de 51,62%. A expectativa é que em 2015 fique novamente em torno de 50%.

Quanto ao montante geral, o histórico do lucro líquido é o seguinte:
2013: R$ 1.072.559.550,70
2014: R$ 1.205.950.340,45

Outro dado importante para avaliar a proposta, comparativamente, é o percentual distribuído aos empregados, em relação a remuneração dos acionistas, nos últimos quatro anos:
2011: 11,16%
2012: 10,59%
2013: 13,92%
2014: 14,46%
Média dos quatro anos: 12,5%

CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO:

A proposta de PLR apresentada pela Copel prevê também os seguintes critérios para a distribuição do montante aos empregados:

Pagamento integral: empregados que trabalharem de 01 de janeiro a 31 de dezembro; Afastados por acidente de trabalho; Afastados por enfermidade e/ou auxílio doença; Afastados temporariamente à disposição da justiça; Afastados por licenças legalmente previstas, como férias, licença maternidade, paternidade, doação de sangue e outras.

Pagamento proporcional: admitidos, desligados e licenciados sem vencimento, no ano; Empregados com atrasos (mais de 5 minutos por expediente e mais de 59 minutos por mês), faltas não justificadas e suspensões.

Sem pagamento: empregados que forem demitidos por justa causa no período de vigência do Acordo coletivo da PLR.

Os sindicatos do COLETIVO ressaltam a importância do debate e da participação de todos nas assembleias.

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ASSEMBLÉIAS PARA DECIDIR SOBRE A PLR ACONTECEM ATÉ 24/02

DECIDIRReunidos com a Copel na tarde do dia 21 de janeiro, os sindicatos que representam os copelianos questionaram o prazo colocado pela empresa para o posicionamento dos trabalhadores sobre a PLR 2015/16, definido por ela para o dia 15 de fevereiro.

Os sindicatos argumentaram que o prazo é pequeno, porque pegou o período das festas e das férias de boa parte dos empregados, dificultando a participação na tomada de decisões.

A Copel, por seu lado, argumentou que não poderia esperar muito mais tempo pela definição das assembleias, porque precisa de um prazo para fazer a previsão orçamentária e enviá-la para aprovação no CAD, necessários para efetivação do pagamento da PLR.

Buscando equilibrar um pouco as coisas, a Copel admitiu ampliar o prazo para a resposta das assembleias até o dia 25 de fevereiro, ampliando em 10 dias a previsão inicial. Os sindicatos irão agendar as assembleias de avaliação da proposta tendo como data limite o dia 24 de fevereiro, deixando o dia 25 apenas para comunicação dos resultados.

Publicaremos novamente aqui no Blog a proposta, na segunda-feira, dia 25/01, para avaliação de todos.

PLR 2016/17: NEGOCIAÇÕES COMEÇAM DIAS 28 E 29/01

Considerando que desde o ano passado todas as negociações de salários e PLR das estatais paranaenses têm que passar pelo crivo do Conselho de Controle das Empresas Estaduais – CCEE, criado pelo governo Beto Richa, a Copel e os sindicatos começarão mais cedo as discussões sobre a proposta de PLR para o período 2016/17. A primeira rodada de conversas sobre o assunto acontecerá nos dias 28 e 29 de janeiro, próximas quinta e sexta-feira, em Curitiba. O blog COLETIVO manterá todos informados.

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