Ponderação dos sindicatos garante direito de candidaturas ao Conselho Fiscal da Fundação Copel

cidadaniaA intervenção do Coletivo Sindical foi decisiva para evitar um equívoco e uma injustiça no processo eleitoral para o Conselho Fiscal da Fundação, que acontece em abril. Várias candidaturas haviam sido impugnadas porque os candidatos tinham ações na justiça contra a Copel, pleiteando direitos.

Ao tomarem ciência desse critério e das impugnações que havia gerado, os sindicatos contribuíram para gestionar junto a Comissão Eleitoral, ao Conselho Deliberativo da Fundação e à própria Diretoria da Empresa contra essa exigência. O argumento é simples: o critério fere o direito dos trabalhadores e dos cidadãos em geral de amplo acesso ao Judiciário para se defenderem, previsto no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Ou seja, é um desrespeito ao estado democrático de direito. A partir dessa interferência e ponderação, várias candidaturas antes impugnadas foram validadas.

Trata-se de uma atitude fundamental. Para todos os trabalhadores, a democracia e a cidadania significam acima de tudo o direito a ter direitos e a buscar na justiça a garantia deles, sem sofrer represálias e penalidades por causa disso.

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Sindicatos fizeram reunião com a Copel nos dias 12 e 13/03, discutindo a PLR e avaliando o Acordo Coletivo

neg 1Os sindicatos que representam os trabalhadores da Copel reuniram-se com a empresa, representada por suas várias diretorias, nos dias 12 e 13 de março, para assinatura do   AC/PLR-2014/2015 e avaliação quadrimestral do Acordo Coletivo de Trabalho. Em pauta,  vários assuntos de interesse dos copelianos, como a negociação da PLR 2015/2016, o Auxílio Educação, o Plano de Cargos e Salários e a saúde e segurança no trabalho. Confira os resultados da reunião aqui, ponto a ponto.

REUNIÃO COM AS DIRETORIAS DAS EMPRESAS E FUNDAÇÃO COPEL

No dia 12/03, os Sindicatos tiveram reuniam conjunta com as Diretorias das Empresas e a Fundação Copel, onde apresentaram críticas à demora na discussão e implantação do PCCS, aos métodos de avaliação individual e a discriminação dos trabalhadores que buscam na Justiça do Trabalho seus direitos. Os sindicatos ressaltaram o clima pesado que existe na Copel DIS, no tratamento aos trabalhadores. Por conta das considerações e explanações feitas pelos Sindicatos, o Diretor Presidente da Copel, Luiz Fernando Leone Vianna, propôs que fosse realizada uma nova reunião, onde estarão presente os demais diretores, inclusive o diretor da DIS, buscando solucionar os problemas. A reunião ficou acordada entre as partes e será agendada em breve. Para os assuntos relacionados à Fundação Copel, também será agendada uma nova reunião entre sua Direção, seus Conselheiros, a Direção da Copel e os Sindicatos.

ASSINATURA DO AC/PLR – 2014/2015

No dia 12/03, com a presença das Diretorias das Empresas, os Sindicatos assinaram o AC/PLR–2014/2015, com o valor de R$ 90 milhões previsto para pagamento aos copelianos como Participação nos Lucros e resultados. O pagamento está previsto para o início de maio/2015. Os trabalhadores afastados em Licença Médica receberão a PLR integral, medida que os sindicatos consideram justa.

A Assembleia Geral Ordinária–AGO (Assembleia dos Acionistas), ocorrerá no dia 23/04. Nela será discutido o Relatório Anual da Administração, o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2014, inclusive o pagamento da PLR dos empregados e a distribuição de dividendos dos acionistas.

NEGOCIAÇÃO DA PLR 2015/2016:

plrNa reunião do dia 13, os sindicatos questionaram os representantes da Empresa sobre a agenda de negociação da PLR 2015/201.  Foram informados de que o cronograma está em andamento e que a Comissão Negociadora da Copel está apresentando a proposta de PLR para a nova Diretoria. A expectativa é de que as negociações comecem em breve, no início de abril. Segundo os representantes da Empresa, a intenção é fechar o acordo ainda no primeiro semestre e evitar que se prolongue até próximo ao final do ano.

AUXÍLIO EDUCAÇÃO:

Novidade importante consolidada na reunião do dia 13/03: em relação ao Auxílio Educação, a Copel atenderá uma reivindicação importante dos sindicatos: o Auxílio Educação antes chegava ao máximo de dois créditos para o empregado que, ao entrar na Empresa, não tivesse curso técnico, nem graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado. Agora poderá beneficiar com dois créditos todos os empregados, independentemente do nível de formação que tiverem quando admitidos. Antes, o empregado admitido na Empresa que já possuía alguma formação superior não tinha direito a 02 (dois) créditos, apenas a 01 (um) crédito. A partir de agora, todos terão o direito aos 02 (dois) créditos.

Outra conquista importante no Auxilio Educação é a RENOVAÇÃO DOS CRÉDITOS. Após a utilização dos dois créditos, o empregado pode pleitear novo crédito, para os níveis de especialização, pós-graduação e mestrado, após 04 (quatro) anos da utilização do primeiro crédito, e assim por diante, várias vezes.

Os sindicatos argumentaram aos representantes da Empresa sobre a importância de implantar uma política de aproveitamento da formação do empregado, com melhor enquadramento funcional e salarial, que valorize a formação adquirida. Os representantes da Empresa se mostraram favoráveis a pensar formas de ampliar essas oportunidades, como concurso interno dentro das carreiras, onde a formação seria fator de pontuação e redução de tempo para a passagem de um cargo a outro.

REVISÃO DO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS – PCCS:

pccsNo dia 13, os sindicatos voltaram a tratar com os representantes da Copel sobre a importância de revisão no Plano de Cargos e Salários. A Empresa informou que montou um grupo de trabalho para estudar um novo PCCS, onde dizem que um dos pontos principais será fortalecer o empregado no auge de seu desenvolvimento profissional, combinando a melhoria da formação com a capacidade de inovação e melhoria do enquadramento funcional.

Os sindicatos enfatizaram a necessidade da Empresa provisionar recursos para que um novo PCCS valorize os Copelianos efetivamente, com a destinação de recursos abrangendo todas as localidades e critérios de isonomia, que evitem privilégios. Pleitearam que os recursos para o PCCS sejam institucionalizados de modo a terem destinação assegurada, pois não basta prever as possibilidades de melhorias na carreira funcional e não ter como realizá-las depois. Os sindicatos querem regras claras para os trabalhadores progredirem na carreira.

Uma reunião específica entre a Empresa e os sindicatos para debater e negociar o novo PCCS acontecerá em breve, logo após a Empresa fechar sua proposta.

ASSISTÊNCIA JURÍDICA AOS EMPREGADOS

Os sindicatos reivindicaram à Copel a prestação de assistência jurídica aos empregados que, por questões decorrentes do exercício de suas funções, venham a necessitar desta assistência, pelo período em que perdurar a demanda.

Os representantes da Empresa mostraram-se favoráveis a reivindicação, mas apontaram um empecilho para seu atendimento imediato: os contratos de trabalho dos advogados que fazem assessoria jurídica para a Copel estão relacionados à defesa da Empresa enquanto instituição e não se estendem às pessoas físicas de seus empregados, sendo necessário mudar a configuração desses serviços. A Empresa solicitou um prazo para avaliar os procedimentos necessários ao atendimento da reivindicação.

Os sindicatos sugeriram que nos novos concursos essas atribuições sejam colocadas para a seleção e contratação de advogados. Sugeriram também a contratação terceirizada desses serviços, se necessário, garantindo a defesa dos empregados no exercício de suas funções.

SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO:

segurançaEm relação a esse ponto, os Sindicatos reclamaram de ações e decisões tomadas de cima para baixo em diversos setores e localidades, que apressam procedimentos e desprezam opiniões e experiências dos técnicos de segurança. Afirmaram que reduções de custo não justificam riscos maiores para os trabalhadores. Exemplificaram com o caso dos procedimentos de operação do chão das chaves, ao invés de utilizar as caçambas, que são mais seguras. Para os Sindicatos, é importante reforçar a cultura de segurança nos procedimentos, ao invés de criar mecanismos de controle que impõem regras à distância.

Outro ponto lembrado pelos sindicatos foi que os check-up médicos, realizados através da Fundação não estão funcionando bem, especialmente no interior do estado, e que a responsabilidade de melhorá-los precisa ser assumida pela Empresa. Os representantes da Empresa alegaram dificuldades para fazer a gestão dos exames e descartaram outra via que não através da Fundação para realizá-los, mas reconhecem a necessidade de atuarem para melhorar a gestão da saúde, acompanhando melhor os serviços da Fundação.

Os representantes da Empresa reconheceram a importância dessa cultura de segurança e de qualidade de vida na Holding e buscarão unificar procedimentos, ouvindo os trabalhadores e sindicatos.

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Sindicatos realizam assembleias para votação do PLR

Entre os dias 4 e 18 de dezembro, os sindicatos que compõem o Coletivo Sindical da Copel realizarão, em todo o Paraná, assembleias para votação da proposta da empresa para o acordo específico de Participação nos Lucros e Resultados 2014. Clique aqui e confira a proposta para o acordo da PLR. As assembleias serão unificadas, e as urnas serão abertas no dia 19 de dezembro, às 13 horas, no Km 3, em Curitiba. Continuar lendo

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Nossa honra não se compra. Não queremos os 50 reais!

Os sindicatos que compõem o Coletivo Sindical da Copel informam a todos os seus representados que não aceitarão o pagamento do Fundo Assistencial, previsto na sétima cláusula da minuta do PLR encaminhada pela empresa, na qual a Copel se compromete em repassar às entidades sindicais R$ 50 por empregado da estatal.

As entidades reafirmam, desta forma, que não compactuarão com a atitude da empresa em impositivamente alterar o processo de negociação, ignorando todos os esforços dos Sindicatos em propor um acordo de distribuição da PLR baseada no escalonamento de metas e produtividade.

O acordo “rasgado” pela Copel, possibilitaria a motivação dos trabalhadores, uma vez que os valores a serem recebidos na distribuição da PLR seriam proporcionais aos lucros da empresa, ao contrário da última proposta da Copel.

Nem por 50 reais ou qualquer outro valor os sindicatos do Coletivo Sindical da Copel aceitarão a falta de transparência e compromisso da empresa com os mais de 8 mil funcionários que lutam diariamente para os avanços, sobretudo econômicos, da Copel

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PLR: Mais para os acionista, menos para os trabalhadores

A Copel encaminhou nesta semana a minuta para o acordo específico de distribuição da Participação dos Lucros e Resultados para os trabalhadores da empresa referente ao exercício de 2014. Na proposta, o montante a ser distribuído entre os mais de 8,5 mil trabalhadores é de R$ 90 milhões, com valor aproximado de R$ 10.500 por funcionário.

Até setembro deste ano, o lucro líquido da Copel foi de mais de R$ 1 bilhão, o que representa crescimento de mais de 15% em comparação ao mesmo período de 2013. Em outubro deste ano, o Conselho de Administração da empresa aprovou o pagamento de R$ 380 milhões aos acionistas da empresa, até 21/11, relativos a antecipação de Dividendos e Juros sobre Capital Próprio, correspondente a 50% do lucro líquido da Copel. Em 2012, o repasse para os acionistas era de pouco menos de 40%.

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Trabalhadores da Copel aprovam acordo de trabalho

Por 2.294 votos a favor e 1.805 contra, os trabalhadores da Copel aprovaram a proposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2014/15. Os votos, resultantes das aproximadamente 50 assembleias realizadas pelo Coletivo Sindical da Copel, foram apurados nesta terça-feira (30), em Curitiba, no Km3.

Durante a apuração também foram contabilizados 6 votos nulos, 3 brancos e 65 abstenções. A votação  apertada, com recusa de cerca de 40%, apesar de resultar na aprovação do ACT demonstra a insatisfação dos empregados da Copel com a proposta da empresa e com a pressão para a aprovação do acordo às vésperas das eleições. Continuar lendo

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Atenção! Confira aqui as novas datas e horários das assembleias

Começaram nesta quinta-feira (18) a série de Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) dos sindicatos do Coletivo Sindical da Copel para votação da proposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/15. Confira abaixo, após a minuta do ACT com os reajustes e alterações de itens oferecidos pela Copel nas reuniões de negociação, o calendário com as novas datas e horários da ACEs em todo o Paraná.

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Ontem (18), as entidades promoveram assembleias em Cambé, Curitiba (Sítio Cercado), Rolândia e em Jaguapitã. Nesta sexta-feira (19) serão realizadas votações em Apucarana, Cascavel, Cianorte, Curitiba (agência centro) e Jandaia do Sul. As assembleias são unificadas. A apuração dos votos será realizada em Curitiba, no próximo dia 30 de setembro. Copelianos (as), participem das votações!

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