CÂMARA DOS DEPUTADOS VOTA HOJE, 22/03, PROJETO QUE PERMITE TERCEIRIZAÇÃO IRRESTRITA E PRECARIZA O TRABALHO

URGENTEEstá em votação hoje, quarta-feira, 22/03, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4.302/98, que, se aprovado, irá diretamente para sanção de Michel Temer, passando a prever a possibilidade de terceirização irrestrita nas empresas, inclusive em suas atividades-fim, bem como a ampliação do tempo do contrato temporário dos atuais 90 para até 270 dias. Esse projeto é uma das ambições do governo e dos empresários.

Se o projeto for aprovado hoje pelos deputados, poderá ser sancionado e passar a vigorar em seguida, porque já foi aprovado no Senado em 2001, depois ficou engavetado na Câmara, até ser sacado novamente agora, por ser interesse do atual governo. No Senado ele recebeu clausulas admitindo a quarteirização e excluindo a necessidade de que os trabalhadores terceirizados tenham os mesmos direitos previstos em acordos e convenções coletivas para os trabalhadores efetivos das empresas. O projeto prevê inclusive a contratação de trabalhadores sem qualquer vínculo empregatício, através da chamada “pejotização”.

As centrais sindicais estão presentes acompanhando a votação e tentando evitar a aprovação do projeto, mas ontem, 21/03, não conseguiram que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) adiasse a votação e abrisse negociações sobre os pontos prejudiciais do projeto.

 As centrais sindicais alertam aos trabalhadores que a aprovação desse projeto vai piorar as já precárias condições de trabalho no Brasil, golpeando os trabalhos protegidos pela CLT e colocando no lugar contratações que não protegem o trabalhador, pois não estarão obrigadas a pagar custos com o fim do aviso prévio e da multa dos 40% ao FGTS, além de não haver para essas contratações garantias de direitos sociais como o seguro desemprego de até 6 meses em demissões sem justa causa.

Vamos manter todos informados da votação. Fiquem atentos!

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COLETIVO CSEC MOBILIZA PARA DEBATES SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Os sindicatos do COLETIVO CSEC estão atuando para valer contra a reforma da previdência de Temer, que pode acabar com o direito à aposentadoria.

Uma das formas dessa luta foi ajudando a organizar as manifestações de rua, que mostram o descontentamento popular, como foi feito no dia 15 de março, onde os sindicatos realizaram o Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência, com grandes manifestações no Paraná e no Brasil.

A outra forma de lutar é colaborando para fornecer aos trabalhadores e à sociedade os argumentos escondidos pela grande mídia, que mostram os interesses e a manipulação do governo em torno da reforma. O COLETIVO CSEC vem se destacando também nessa atuação, realizando audiências públicas e ajudando a mobilizar e realizar os debates da Jornada Nacional de Debates sobre a Reforma da Previdência, organizado pelas centrais sindicais e pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

No dia 14 de março, em Curitiba, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná – Senge-Pr, sediou um dos debates da jornada nacional.

No dia 16 de março o Steem – Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia Elétrica de Maringá e Região Noroeste do Paraná, foi um dos principais mobilizadores pela audiência pública realizada na Câmara de Vereadores, que discutiu o assunto.

No dia 20 de março foi a vez do Sindel – Sindicato dos Trabalhadores em Concessionárias de Energia Elétrica e Alternativa de Londrina e Região sediar o debate da jornada nacional em sua sede, em Londrina, com a colaboração do Stiecp, que representa os eletricitários de Cornélio Procópio e região.

DIA 22/03, DEBATE EM PONTA GROSSA

debate prevNo dia 22/03, o debate da Jornada Nacional será em Ponta Grossa, no Grande Auditório da UEPG, na Praça Santos Andrade, 1. Entre os sindicatos que ajudam a mobilizar para o debate está o Sinel – Sindicato dos Eletricitários de Ponta Grossa.

 

Os eletricitários da região de Ponta Grossa estão convidados a participar!

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VAMOS LEVANTAR A REALIDADE DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

publi 3As últimas décadas do século XX e essas primeiras décadas do século XXI são marcados por mercados internacionalizados e especulativos, onde as empresas procuram competir no cenário internacional diminuindo custos para aumentar os lucros e condições de concorrência.

Nessa lógica, a precarização do trabalho se torna uma prática exacerbada, na forma de exigência constante de aumento da produtividade; sujeição do dia-a-dia do trabalho à sistemas programados, que não conhecem os problemas reais; comportamentos gerenciais autoritários; terceirizações de atividades fins, etc.

É importante que os trabalhadores e os sindicatos façam valer o respeito ao ser humano, nos ambientes de trabalho, garantindo que sejam seguros e sadios.

O COLETIVO CSEC iniciou no dia 08 de março uma pesquisa para mapear como andam as condições de trabalho na Copel, ouvindo os maiores interessados: os copeliano. Os resultados orientarão e ajudarão os sindicatos nas negociações com a Copel, relativas ao assunto, com dados concretos.

A pesquisa deverá ser respondida até o dia 08 de abril pelos copeliano, através do Google Forms, pela internet. Não é necessário que o trabalhador se identifique.

Para responder a pesquisa, basta clicar no link abaixo. Contribua!

Para responder a pesquisa, clique aqui:

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GRANDES MEIOS DE COMUNICAÇÃO ESCONDEM AS MANIFESTAÇÕES DE 15/03

manipulaçãoPara nós, trabalhadores, entendermos como manobram contra nós os interesses do governo Temer e a vontade empresarial, basta ver como se comportaram os grandes meios de comunicação em relação ao Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência.

A reportagem do blog Coletivo fez um rastreamento, das vésperas, do dia, e do dia seguinte, que vamos relatar aqui.

No domingo anterior, 12/03, o Fantástico mostrou com destaque uma das aeromoças mais velhas em atividade no mundo, a americana Bette Nash, sorridente e feliz, sem pensar em se aposentar. No programa de Ana Maria Braga, entrevista com pessoas em torno de 80 anos, que continuam a trabalhar…

Exemplos de vida a serem seguidos? Coincidências? Ou seria uma forma de acomodar os brasileiros com o que os espera, se vier a reforma do Temer?

Na Folha de S. Paulo, na véspera, o destaque dado era que em São Paulo o metrô e os ônibus podiam parar no dia seguinte.

No “Estadão” (O Estado de S. Paulo), o título era “Justiça manda ônibus circular durante paralisação”, com foto destacando o prefeito João Dória dentro de um ônibus do transporte coletivo, cumprimentando passageiros. Note-se, que o prefeito, do PSDB, foi que entrou com medida judicial contra a paralisação dos ônibus e metrôs, antes de acontecerem.

No site de notícias Uol, a matéria, originada do “Band.com.br”, falava da liminar dada pela justiça contra a paralisação dos ônibus e metrôs em São Paulo.

No site Globo.com, não havia matéria sobre a paralisação. A Globo evitava de toda forma que a população se relacionasse com o assunto.

Em todos os casos, as matérias de véspera estavam escondidas na programação visual dos sites. O que tinha maior destaque era a foto do prefeito João Dória. Praticamente uma propaganda para ele.

Em todos os casos aqui relatados, tratavam a greve localmente, apenas em São Paulo, e apenas focando o risco de que não houvesse transporte para a população.

Em nenhum caso falavam dos motivos do movimento. Nem que aconteceria em todo país. Nenhum líder sindical ou especialista em previdência que questionasse a reforma foi entrevistado. Não se falava em expectativa de adesão ao movimento. Não se entrevistou trabalhador ou popular para dizerem o que pensavam sobre reforma ou o movimento.

Ontem, no dia da paralisação, as imagens das TVs abertas não pegavam as multidões que foram para as ruas nos principais centros urbanos do país. Focavam pequenas confusões e problemas decorrentes dos transportes não funcionarem.

Hoje, 16/03, no dia seguinte à paralisação, não há uma única foto em destaque dos rios de gente nas ruas, enchendo completamente a Avenida Paulista, em São Paulo, ou as ruas em Curitiba, Londrina e Maringá, nem no Globo.com, nem no Uol.

Mas é um fato: as ruas estavam cheias. E a opinião pública vai tomando pé de que a reforma da previdência é muito ruim.

Toda a omissão de informação dos grandes meios de comunicação mostra que estão ligados ao poder do dinheiro e ao governo que joga nas costas do trabalhador os problemas. Os trabalhadores devem buscar informações em outras fontes, também. Essas estão viciadas.

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RIOS DE GENTE, NO PARANÁ, NAS MANIFESTAÇÕES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Os grandes meios de comunicação não divulgam as imagens e preferem dizer que a paralisação dos transportes prejudica as pessoas. Mas estão só fingindo não ver, porque as pessoas estão nas ruas hoje, Brasil afora, contra a Reforma da Previdência, que fere os direitos de aposentadoria dos trabalhadores.

Nós mostramos aqui uma parcial da manhã de hoje, pelos principais polos do Paraná. As fotos mostram rios de gente. São motoristas, professores, metalúrgicos, eletricitários, funcionários dos correios, estudantes. Povo, enfim.

Vejam as fotos:

mani ctba

Em Curitiba…

esc 3

Em Londrina…

manimga 3

Em Maringá…

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A HORA DA LUTA É AGORA!!

O boletim que reproduzimos abaixo está sendo divulgado hoje aos copelianos por email e watsapp, reforçando a importância dos eletricitários entrarem na luta nacional dos trabalhadores contra a Reforma da Previdência.

É importante ler e divulgar.

BOL 03 1

BOL 03 2

 

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COLETIVO CSEC QUER OS COPELIANOS NA PARALISAÇÃO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

ilus 3Dia 15 de março, próxima quarta-feira, tem Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência e também contra a quebra de direitos trabalhistas, propostos pelo governo Temer. O movimento é organizado por TODAS as centrais sindicais, com apoio dos movimentos sociais urbanos e rurais.

No Paraná, nas principais cidades o movimento se organiza para contar com adesão dos trabalhadores e da população, com participação ativa dos sindicatos do COLETIVO CSEC, que representam trabalhadores da Copel.

Em Curitiba, o dia de paralisação começa com manifestação na Praça Santos Andrade, logo no início do dia, as 9h. Professores, servidores e trabalhadores do transporte coletivo prometem engrossar o movimento.

Em Londrina, uma intersindical com mais de 12 entidades sindicais, ligadas a diferentes centrais sindicais, está organizando o movimento e a concentração da manifestação começa às 9 horas na Concha Acústica, no miolo da área central.

Em Maringá, onde no dia 08 de Março já houve manifestação em frente ao prédio da previdência com cerca de 5000 participantes, a proposta do movimento será ocupar a Avenida Colombo, uma das principais da cidade. Nas demais cidades-polo os sindicatos também organizam manifestações.

reunião londrina

COLETIVO CSEC reunido na sede do Sindel, em Londrina, na manhã de 13/03, define ações para a luta contra a reforma da previdência

Os sindicatos do COLETIVO CSEC, em reunião realizada em Londrina na manhã dessa segunda, 13/03, avaliaram o andamento da mobilização e organizaram a ação para ampliar a convocação aos copeliano.

Os sindicatos chamam atenção dos eletricitários paranaenses para se somarem à luta, já que a reforma da previdência e a reforma trabalhista vão atingir aos trabalhadores indistintamente, se forem aprovadas.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC alertam que essa luta não é contra a empresa. É contra a sangria nos direitos dos trabalhadores, que o governo federal está propondo. Mas tem que ser agora, quando ainda se pode influenciar a votação no Congresso Nacional.

ENTENDA OS MOTIVOS DA PARALISAÇÃO:

A Reforma da Previdência, proposta pelo governo Temer através de Projeto de Emenda Constitucional – PEC 287, ataca os direitos de aposentadoria e prevê que o trabalhador trabalhe por 49 se quiser aposentadoria integral, iguala a aposentadoria de homens e mulheres e extingue a aposentadoria sem contribuição para o trabalhador rural e a aposentadoria especial de professores, entre outros malefícios.

A Reforma Trabalhista, proposta pelo governo Temer através do Projeto de Lei 6.787/16, abre a possibilidade de pressão patronal sobre os trabalhadores para reduzir direitos garantidos. Permite que o que for negociado tenha mais valor legal do que o que está previsto em lei. Atualmente, negociações só podem ser feitas para ampliar direitos, nunca para diminuí-los.

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