REUNIÕES DIAS 20 E 21 TRATARAM DA PLR/17 E DA NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL

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Os sindicatos que representam os copelianos e a Comissão de Negociação da empresa estiveram reunidos dias 20 e 21/06, tratando da PLR 2017 e realizando a negociação quadrimestral de assuntos de interesse dos trabalhadores.

O teor dessa negociação e as conclusões pode ser conferido por todos nas atas, cuja cópia reproduzimos ao final da matéria. A ideia de lavrar uma ata no próprio correr da negociação foi um pedido dos copelianos, defendido pelos sindicatos na reunião e acatado pelos representantes da empresa.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC querem também comentar aqui o ambiente da negociação de modo geral, para melhor compreensão dos copelianos, pois as atas não contém estas informações.

PLR 17/18:

Duas coisas preocupam os sindicatos:

A primeira delas é que as metas sejam possíveis de serem atingidas e não fiquem sujeitas a mudanças bruscas de mercado ou oscilações das condições de investimento da empresa. Só assim o esforço dos copelianos não será destruído por circunstâncias imprevisíveis.

A segunda é que se ampliem as possibilidades de crescimento da PLR a ser distribuídas aos empregados, para além dos limites atuais, que impedem na prática que se atinja os 25% dos dividendos distribuídos aos acionistas, limite previsto legalmente. É claro que isso não pode ficar também sujeito ao humor dos governantes que aumentam ou diminuem o repasse aos acionistas, conforme dá na telha. O que os sindicatos defendem é uma possibilidade segura de crescer o montante para os trabalhadores.

As pressões do CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, que exigem sempre crescimento nas metas em relação ao ano anterior, e da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, ameaçando suspender a concessão caso a Copel não diminua seus custos, são fatores que limitam as posições da empresa. Os sindicatos estão pressionando para que a vontade dos dirigentes da Copel não fiquem atadas e intimidadas, possibilitando avanços nas negociações.

NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL:

As negociações quadrimestrais são previstas em Acordo Coletivo, para tratar de assuntos diversos de interesse dos copelianos, muitos deles exigindo acompanhamento do que se passa nos locais de trabalho.

Nesta reunião, foram tratados os seguintes temas:

  1. Locação de Frotas
  2. Política Salarial e pesquisa salarial
  3. Liberação de Dirigentes Sindicais-remuneração
  4. Sistema otimizador
  5. Sobreaviso e reflexo DSR
  6. Sobreaviso
  7. Fundação COPEL (parcelamento em tratamento odontológico)
  8. Fundação COPEL (taxas de empréstimos)
  9. Fundação COPEL (Comunicação)
  10. Punição de empregado multados no trânsito
  11. Convênios bancários (empréstimos consignados/ tarifas de manutenção de contas)

O que o COLETIVO CSEC observa sobre assuntos como o sistema otimizador, o sobreaviso, multas de trânsito e as situações relacionadas com a Fundação Copel é que falta para a empresa uma preocupação com a vida real dos copelianos nos vários pontos do Paraná. Demorou muito até que a empresa admitisse, por exemplo, que na prática muitas vezes o Sistema Otimizador estava piorando a dinâmica de trabalho, até que finalmente atentassem para a vida real.

No que diz respeito ao sobreaviso, coisa parecida acontece: enquanto os responsáveis pela gestão de RH falam em uma situação ideal, onde só acionariam quem estivesse de sobreaviso, na prática acontece coisa diferente.

Do mesmo modo, quando a Fundação Copel deixa de possibilitar tratamento odontológico parcelado, a Copel demora a perceber que na vida real muitos empregados vão enfrentar dificuldades para custeá-los em uma só vez. E providências simples como favorecer convênios prevendo parcelamentos deixam de ser providenciados.

A única forma de fazer o que acontece na Copel real ser levado em conta é insistindo nisso a cada negociação. O COLETIVO CSEC vai seguir firme em seu papel de organizar e apresentar as dificuldades vividas pelos copelianos e lutar por benefícios que reconheçam o papel dos trabalhadores.

CONFIRA ABAIXO AS ATAS DAS REUNIÕES DOS DIAS 20 E 21/06:

 

ATA DA REUNIÃO DA PLR:

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ATA DA NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL:

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VITÓRIA DO STEEM, DE MARINGÁ, EM AÇÃO PELA DUPLA FUNÇÃO

VITÓRIAEm julgamento realizado dia 24/05, o Tribunal Superior do Trabalho – TST decidiu em favor dos copelianos representados pelo STEEM – Sindicato dos Eletricitários de Maringá e Região, na ação pelo restabelecimento do pagamento da Dupla Função. Através deste processo o STEEM e o Ministério Público do Trabalho – MPT buscaram o restabelecimento do pagamento da dupla função, na forma praticada até fevereiro de 2007, e o pagamento retroativo e a devolução dos dias descontados por conta da greve então realizada em defesa desse direito. O STEEM integra o Coletivo CSEC.

Com essa decisão a Dupla Função terá que ser praticada na forma como era até 2007 e a empresa será obrigada ao pagamento retroativo relativo a esse direito para os representados pelo STEEM. O TST decidiu, ainda, pela devolução dos dias que foram descontados por conta da greve realizada pelos trabalhadores na luta para manter este direito. Todos esses pagamentos deverão ser feitos aos trabalhadores da base do STEEM, compreendendo Maringá e região, com as correções devidas.

 Saiba o que está assegurado aos trabalhadores representados pelo sindicato, com essa decisão:

A assessoria jurídica do STEEM aponta o que, em resumo, significa termos ganho a ação pela Dupla Função:

– A justiça determinou que a COPEL se abstenha de utilizar o sistema CDV e que restabeleça a utilização dos RUVs, sob pena de multa diária de R$3.000,00, revertida ao FAT, sendo que

– A COPEL de verá pagar as diferenças de dupla função e reflexos em horas extras, adicional de periculosidade, adicional noturno, 13ºs salários, férias e FGTS, a partir de março de 2007 até o restabelecimento do sistema anterior (RUV). A apuração das referidas diferenças deverá se dar através da média dos 12 (doze) meses anteriores à alteração, abatendo-se, mês a mês, os valores pagos sob os mesmos títulos.

– A COPEL também foi condenada a devolver os descontos efetuados a título de dias parados (greve), em dobro, com reflexos.

O próximo passo no andamento da ação será o retorno do processo à primeira instância, na 19ª Vara do Trabalho de Curitiba, onde se iniciará a execução da decisão.  A primeira medida deverá ser o restabelecimento da forma de apurar a quantidade de horas de dupla função, iniciando depois os cálculos das parcelas atrasadas.

Não há como, no momento, ter uma previsão de tempo até o efetivo recebimento dos valores devidos aos trabalhadores que serão beneficiados. O STEEM fará o esforço necessário para que tudo corra o mais rápido possível.

Luta longa e persistente

A ação foi impetrada pelo Ministério Público do Trabalho – MPT e pelo STEEM. O MPT, na época, considerou justo o pleito do sindicato e assumiu a defesa do direito dos trabalhadores.

O Tribunal Regional do Trabalho – TRT/PR julgou procedente o processo, dando ganho de causa aos trabalhadores e condenando a COPEL ao restabelecimento do pagamento da dupla função. A Copel logo depois interpôs Recurso de Revista ao TST, mas não obteve sucesso nessa medida e o recurso não foi recebido. Por isso a empresa interpôs novo recurso, denominado Agravo de Instrumento. Esse recurso é o que foi julgado agora pelo TST, com nova derrota da Companhia.

Em junho de 2015 o STEEM, através dos advogados que lhe prestam assessoria em Brasília, apresentou pedido de prioridade processual, visando adiantar o calendário do julgamento. O pedido foi aprovado, levando ao julgamento do dia 24/05, onde tivemos nossa vitória.

Uma vitória importante

Na defesa deste direito, o STEEM e os trabalhadores de sua base sindical decidiram pela ação. Em outras regiões os copelianos aceitaram negociar compensação pela perda dos direitos.

O trajeto até essa vitória foi difícil. O Sindicato ouviu críticas de trabalhadores por se manter na luta, porque gostariam de receber a compensação passageira. Ao não fraquejar, o STEEM conseguiu a vitória, que foi uma vitória da persistência

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NOVA VENDA DE AÇÕES PODE DITAR O FUTURO DA COPEL

charge 2bO jornal Valor Econômico divulgou ontem, 08/06, que a Copel está dando andamento a uma oferta de ações cujo objetivo é a captação de R$ 4 bilhões. Essa venda pode comprometer o controle acionário do poder público na empresa, representando na prática uma privatização feita às escuras, sem debate com a sociedade. Segundo as informações do jornal, a Copel tem dívidas de R$ 2,7 bilhões vendendo em curto prazo.

Em nota de esclarecimento divulgada pela Copel também no dia 08/06, assinada pelo Diretor de Relações com Investidores, Adriano Rudek de Moura, a empresa transcreve ofício do Superintendente da bolsa de valores BOVESPA, Nelson Barroso Ortega, onde ele afirma afirma não ter identificado informações sobre essa venda “por meio do Sistema Empresas.NET”, onde a Copel deve prestar esse tipo de informações de interesse de mercado, por obrigações junto a Bolsa de Valores.

Ao final da nota, porém, o diretor da Copel confirma que a empresa “avalia” fazer uma oferta de ações para “otimização de caixa”. Ou seja, as informações do jornal não foram desmentidas.

O blog COLETIVO noticiou ano passado que o governo Beto Richa, com apoio de sua maioria na Assembleia Legislativa, aprovou projeto de lei que autorizou o governo a vender ações ordinárias da Copel, desde que não comprometessem o controle acionário do poder público, ou seja, mantendo 51% das ações ordinárias. O estado do Paraná tem, atualmente, 58,62% dessas ações que dão direito à voto.

Não está claro, pelas informações até agora veiculadas, de que forma o governo pretende vender as ações e até que ponto essa venda pode comprometer o controle da Copel como empresa pública. Também não está claro, em caso de se realizar esta venda, quanto de recursos seriam utilizados na amortização de dívidas, quanto ficaria para investimentos na Copel e quanto iria para o caixa do governo.

O governo estadual não parece muito preocupado com investimentos na empresa, como ficou demonstrado com a decisão imposta goela abaixo do próprio Conselho de Administração da Copel no dia 28 de abril, ampliando a remuneração de acionistas de 25% para 50% dos lucros da empresa no ano de 2016. O repasse aos acionistas aumentou de R$ 283 milhões para R$ 506,2 milhões da noite para o dia, principalmente para engordar o caixa do governo, principal acionista. De uma hora para outra, todo planejamento de investimentos que havia sido preparado pela empresa foi desestruturado.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC alertam os copelianos para a gravidade desse momento. A Copel é historicamente fundamental ao desenvolvimento do Paraná e qualidade de vida da população. O destino não pode ser tratado entre quatro paredes, como mera operação de finanças, de investimento e de interesse de mercado. E o atual governo não pode desmontar e dispor do capital da empresa como se fosse dono privado dela.

Vamos acompanhar e informar as novidades.

 

Leia mais sobre o assunto nos links abaixo:

http://www.valor.com.br/financas/4996798/copel-prepara-oferta-de-acoes-de-r-4-bi?utm_source=WhatsApp&utm_medium=Social&utm_campaign=Compartilhar

http://ri.copel.com/ptb/8856/fr04_17port.pdf

http://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/copel-prepara-oferta-de-acoes-de-r-4-bilhoes/

http://www.infomoney.com.br/copel/noticia/6624093/copel-recua-mais-apos-confirmar-que-estuda-oferta-acoes

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/copel-diz-que-estuda-eventual-oferta-de-acoes.ghtml

https://cbnlondrina.com.br/materias/copel-tem-24-horas-para-enviar-esclarecimentos-a-bovespa-sobre-possivel-venda-de-acoes-da-empresa

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SINDICATOS E COPEL DISCUTIRAM PLR 16 E NEGOCIARAM METAS PARA PLR 17/18

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Olá copelianos (as)

Os sindicatos do COLETIVO CSEC e demais sindicatos que representam os copelianos reuniram-se com a Copel nos dias 06 e 07 de junho, tendo como pauta a PLR. Foram tratadas tanto a PLR 2016 quanto a negociação de metas e critérios para a PLR 17/18.

Os assuntos foram muito debatidos nos dois dias e vamos tratar deles aqui no blog COLETIVO.

 

PLR 2016

Os sindicatos cobraram da Copel explicações e definições sobre a PLR 2016, pois apesar de ter havido um pagamento aos trabalhadores, como adiantamento, faltou explicar  como foi definido o valor, se ele corresponde ao total devido como PLR ou quanto falta pagar, considerando o Acordo firmado com as entidades sindicais.

A Copel fez um demonstrativo da base de cálculo utilizada, explicando o montante final, obtido da aplicação dos critérios previstos no Acordo. Para chegar ao montante, foi considerado o lucro líquido distribuído aos acionistas como base para os cálculos. Sobre o montante foi aplicado o IDG – Índice de Desempenho Geral, que mede o cumprimento das metas negociadas.

Há a expectativa de pagamento de uma parcela restante de PLR aos copelianos, que depende do que for efetivamente pago pela Copel aos acionistas.  Segundo a decisão da Assembleia Geral de Acionistas – AGO, este pagamento depende de fluxo de caixa, ou seja, de haver efetiva disponibilidade financeira.

Se houver a efetivação dos pagamentos previstos, que pode acontecer até dezembro deste ano, cada copeliano teria ainda uma parcela a receber da PLR 2016, no valor base de R$ 955,80.

Veja abaixo a tabela demonstrativa do cálculo da PLR, aplicada pela Copel:

TABELA PLR 1

INGERÊNCIA DO GOVERNO ATRASOU DEFINIÇÃO DA PLR/16

Os sindicatos lamentaram aos representantes da comissão de negociação a demora em se definir e apresentar os cálculos. Porém, compreendem que ela tenha se dado principalmente por razões externas à própria vontade da Copel. A definição da PLR atrasou principalmente por conta da ingerência do governo estadual. Na Assembleia Geral de Acionistas, realizada em 28 de abril, o governo impôs a distribuição de 50% do lucro aos acionistas, passando por cima do próprio Conselho de Administração da Copel – CAD, o que exigiu a revisão das perspectivas da empresa.

 

PLR 17/18: METAS EM DEBATE

Em relação a PLR 17/18, os sindicatos e a comissão de negociação da Empresa discutiram a situação geral dos planos de desenvolvimento e investimentos da Copel no atual cenário, procurando formular metas que ao mesmo tempo contribuíssem com os planos e possibilitassem aos empregados uma PLR que reconhecesse seu desempenho.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC alertam aos copelianos que há fortes fatores de pressão interferindo no contexto das definições da PLR.

AS CONDICIONANTES DO CCEE:

O primeiro desses fatores são as exigências do CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, instituído por Beto Richa através da Lei 18875/2016, que agora está definindo inclusive parâmetros para as metas de PLR e fórmulas de aferição das metas que determinam montante de pagamento, critérios de distribuição e período de apuração. Esses critérios precisam agora ser seguidos pela empresa, obrigatoriamente.

O CCEE definiu para a negociação da PLR algumas condições principais para as metas de PLR:

– As metas deverão sempre buscar resultados melhores que os obtidos no período anterior em termos de indicadores de produtividade, qualidade e lucratividade.

– O valor final a ser distribuído deverá ser calculado com base nos indicadores alcançados e nas metodologias acordadas.

Há três fórmulas colocadas pelo CCEE para as metas e seu cálculo:

– uma delas considera a situação de que quanto maior o índice atingido em relação a meta proposta, melhor. Aplica-se aos casos em que se objetiva crescer o índice. Por exemplo, ampliação de clientes.

– a outra considera a situação em que quanto menor o índice a ser atingido, melhor e aplica-se aos casos onde a meta é diminuir um índice. Por exemplo, gastos e despesas.

– a terceira considera o desempenho institucional, ou seja, aquela metas que fortalecem a imagem e a relação da empresa com os consumidores e a sociedade, mesmo que não impactem direta e imediatamente sobre valores financeiros.

AS EXIGÊNCIAS DA ANEEL:

O segundo fator que pressiona e condiciona a negociação da PLR são as exigências da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, que é reguladora dos serviços e das concessões do setor elétrico brasileiro. Essas condições recaem em especial sobre a Copel Distribuidora – DIS.

A ANEEL tem cobrado que a Copel diminua seus custos de distribuição e ameaça suspender a concessão caso isso não aconteça. A perda da concessão da DIS seria mortal para a Copel como a conhecemos hoje. Na DIS está o emprego da ampla maioria dos copelianos.

O grande desafio e também o grande cuidado a se ter nessa negociação da PLR está nas metas que dizem respeito à DIS, pois os resultados da Ebitda foram negativos em 2016, em relação ao ano anterior. Pelas exigências da ANEEL deveriam ser positivos.

A Ebitda é uma forma de monitoramento das atividades da empresa, que mede o quanto ela gera operacionalmente de recursos em suas atividades e no desempenho de seus setores e também suas despesas financeiras.

Nesta negociação da PLR 17/18, a Copel está propondo três metas que dizem respeito à DIS, pela urgência de melhorar esses indicadores.

AS METAS E INDICADORES QUE ESTÃO SENDO NEGOCIADOS:

A negociação entre os sindicatos e a Copelenvolveu, nos dois dias, as equipes responsáveis da geração, distribuição, Telecom e da empresa como um todo, em seus aspectos financeiros e institucionais. As metas foram desenhadas também considerando as partes e o todo. Foram arroladas as seguintes metas:

1) ISQP – Índice de Satisfação da Qualidade Percebida (Copel como um todo)

2) RPL – Rentabilidade do Patrimônio Líquido (Copel como um todo)

3) PMSQ-ROL Custo total com pessoas, materiais, serviços e outros, divididos pela receita operacional líquida (Copel como um todo, mas tendo a DIS como um problema central)

4) Disponibilidade do Parque Gerador (Geração)

5) SCM4 – Garantia de Velocidade Instantânea Contratada (Telecom)

6) DEC – Duração Equivalente por Consumidor (Distribuidora)

7) FEC – Frequência Equivalente por Consumidor (Distribuidora)

A tabela abaixo mostra o índice que está em negociação para cada meta:

TABELA PLR 2

NEGOCIAÇÃO DIAS 20 E 21 DEVE FECHAR A PROPOSTA

Uma nova reunião de negociação da PLR 17/18 ficou agendada para os dias 20 e 21 de junho. Nessa reunião deve ser fechada uma proposta com os indicadores e as metas, bem como os pesos a serem atribuídos a cada meta no cálculo que levará ao montante final da PLR.

Durante os dias 06 e 07, os representantes da Copel expuseram dados de cada segmento da empresa relacionado às metas, apontando possibilidades e necessidades de alcançá-las. Os sindicatos analisarão melhor esses dados para tomarem posição diante deles, na próxima reunião.

Após o fechamento da proposta, ela será enviada para análise do CCEE e oficializada para a apreciação dos copelianos, nas assembleias sindicais.

No blog COLETIVO, publicaremos na sequência detalhes em torno das metas, dando um panorama sobre elas para o conhecimento dos copelianos.

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NEGOCIAÇÃO DA PLR 17/18 SERÁ RETOMADA AMANHÃ, 06/06

plr 1Olá copelianos (as)

Nesta terça e quarta, 06 e 07 de junho, os sindicatos se reunirão com a Copel, tendo como pauta a negociação da PLR 17/18.

Para esta negociação, os sindicatos do COLETIVO CSEC e os demais sindicatos que representam os copelianos consideram importante reavaliar as metas, evitando que fatores ocasionais, ou externos às ações da empresa atrapalhem que sejam atingidas.

É preciso o cuidado de adotar metas que estejam de acordo com os planos administrativos para os próximos anos e possam ser acompanhadas pelo conjunto dos trabalhadores, estimulando o desempenho.

Em relação à PLR 16/17, os sindicatos querem uma posição clara da Copel quanto ao valor total a ser distribuído, bem como os resultados do Índice de Desempenho Geral – IDG, de modo que os trabalhadores possam conhecer os dados.

Em resumo: os sindicatos querem que as coisas sejam claras, para o conhecimento e acompanhamento dos copelianos.

Aguardem novas informações.

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PERDÃO DE DÍVIDAS EMPRESARIAIS E REFORMA TRABALHISTA NA PAUTA DO CONGRESSO ESTA SEMANA

Temer

Está prevista para ir à votação amanhã, 30/05, na Comissão de Assuntos Econômicos – CAE, do Senado, a proposta de reforma trabalhista PLC 38/16.  No dia 25/05 o parecer favorável do Senador Ricardo Ferraço (PSDB) foi dado com o lido, sem ter sido. Tudo está sendo feito para apressar a votação do projeto esta semana na Comissão, adiantando também a votação em plenário.

Na Câmara dos Deputados, está na pauta de discussões e votações da semana que se inicia, a Medida Provisória – MP 766/17. Com o nome de Programa de Regularização Tributária – PRT, ela institui um perdão tributário para dívidas de empresas com a união. Pela proposta que veio do governo, tanto devedores já processados na Justiça quanto aqueles que estão ainda em cobrança administrativa poderiam pagar 20% à vista e parcelar o resto em 10 anos. Porém, a bancada de deputados que defende os interesses empresariais está querendo tornar a ”regularização” mais abrangente, concedendo perdão de 90% até 99% para os juros, multas e encargos e prazo de até 20 anos para pagamento do restante.

Temos publicado matérias aqui no blog COLETIVO, apontando como as terceirizações, a reforma trabalhista e a reforma previdenciária nasceram do interesse empresarial. Também noticiamos manobras recentes, do início do mês de maio, por meio das quais o governo Temer e sua base de apoio no Congresso vinham se preparando para votar medidas que previam o perdão de dívidas bilionárias de ruralistas e de municípios com a receita federal, com o INSS e com o Funrural, enquanto para os trabalhadores o discurso é de que há déficit na previdência.

Medidas tão prejudiciais aos trabalhadores, e impopulares, precisaram de um governo que não passou pelo voto popular para enfiá-las goela abaixo. Agora que a crise política está deixando Michel Temer em situação insustentável para continuar no governo, nos bastidores em Brasília os interesses se movimentam para que, se ele for substituído, seja por alguém que dê continuidade às reformas trabalhista e da Previdência.

É importante que os trabalhadores conheçam melhor a composição do legislativo, entendendo os riscos que correm de perder seus direitos. O Congresso Nacional é composto por 81 senadores e 513 deputados, somando 594 parlamentares. Deste total, 42% são empresários, incluindo aí os fazendeiros do agronegócio, que compõem a bancada ruralista.

Segundo informações do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap, uma eleição para deputado, em 2014, custou em média R$ 2 milhões e a de um senador em média R$ 5 milhões. Os recursos, na maior parte dos casos, vieram de empresários. Oficialmente, foram doações. Porém, quando se juntam os fatos – a sanha por aprovar reformas que vão prejudicar os trabalhadores e ajudar os empresários e o perdão de dívidas empresariais – percebe-se que não há “doação”: foram investimentos que estão sendo cobrados agora.

O movimento sindical e os movimentos sociais, ao organizar grandes manifestações populares, pretendem que os trabalhadores e a população se unam pela saída de Michel Temer e convocação de eleições diretas para presidente, mas também pela imediata suspensão das reformas trabalhistas e previdenciária, bem como suspensão da concessão de privilégios e perdões aos empresários devedores.

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150 MIL TRABALHADORES OCUPAM BRASÍLIA CONTRA REFORMAS E PELA SAÍDA DE MICHEL TEMER

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Na tarde desta quarta-feira, 24/05, a marcha “Ocupa Brasília”, com cerca de 150 mil trabalhadores está nas ruas da Capital, vindos de caravanas saídas de todo Brasil, caminhando e se concentrando em frente ao prédio do Congresso Nacional. Os trabalhadores protestam contra as reformas trabalhistas e da Previdência e exigem a saída de Michel Temer do governo, com convocação de eleições diretas para a presidência da república.

A marcha foi promovida em comum pelos sindicatos e pelas centrais sindicais. Segundo os organizadores, essa é a maior marcha já realizada pelos sindicatos brasileiros a acontecer em Brasília. Do Paraná, participam da manifestação em Brasília caravanas saídas de Curitiba, Londrina e Maringá. Sindicatos componentes do COLETIVO CSEC engrossam o movimento. As fotos que publicamos aqui foram feitas pelos participantes.

Inicialmente prevista para lutar contra o desmonte dos direitos trabalhistas e das aposentadorias, o movimento incorporou a luta pela saída de Michel Temer, após as revelações recentes que retiraram sua moral para continuar na presidência. O movimento sindical considera que a tramitação das reformas deve ser imediatamente suspensa. Para os sindicatos, é necessário combater o interesse empresarial de aprovar as reformas com ou sem Michel Temer.

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Caravana de Maringá

caravana londrina

Caravana de Londrina

 

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