NEGOCIAÇÃO EVOLUI E COPEL APRESENTA PROPOSTA

pf-5Após intensa e exaustiva discussão na mesa de negociações, na tarde de 22/09, onde os sindicatos cobraram da empresa que melhorasse sua proposta de modo a garantir a reposição das perdas nos salários e avançasse nos valores dos auxílios, a Copel, com a presença na mesa de negociações do pf-2Diretor de Gestão Empresarial, Gilberto Mendes Fernandes e do Diretor de Finanças e Relações com Investidores, Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani, chegou a sua proposta:

PROPOSTA DA COPEL:

– Reajuste salarial: reposição das perdas pelo INPC (Copel projeta em 9,50%);

– Abono: uma remuneração de setembro, mais uma parcela fixa de R$ 4.450,00;

– Auxílio Alimentação: reajuste pelo INPC Grupo Alimentação e Bebidas;

– Auxílio Lanche: reajuste pelo INPC Grupo Alimentação e Bebidas;

Obs.: INPC Grupo Alimentação e Bebidas projetado em 14,46%;

– Auxílio Portadores de Necessidades Especiais: reajuste pelo INPC;

– Auxílio Educação: reajuste pelo INPC;

– Auxílio Creche: valor de R$ 450,00

– Piso Gratificação de Férias: R$ 2.400,00.

A proposta a que chegou a Copel na negociação contempla também vários outros pontos de caráter administrativo-funcional, que serão posteriormente divulgados na íntegra pelos sindicatos para avaliação dos copelianos em assembleias.

HORA DE AVALIAR NAS ASSEMBLEIAS:

Os sindicatos irão agora submeter a proposta da Copel a avaliação dos copelianos, em assembleias em suas bases de representação. A votação dos copelianos pela aprovação ou rejeição da proposta será computada em abrangência estadual, ou seja, os votos de todas as assembleias serão totalizados.

O calendário com datas, horários e locais das assembleias será divulgado posteriormente. Desde já, convidamos TODOS os copelianos a debater e participar!

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NEGOCIAÇÃO DA PROPOSTA SALARIAL SERÁ INICIADA ÀS 14H

comecaAtenção copelianos:

As negociações do ACT continuam daqui a pouco, as 14 horas de 22/09. No período da manhã foram discutidas reivindicações administrativas. Somente no final da manhã se iniciou a discussão das reivindicações salariais e de benefícios que têm repercussão financeira.

A Copel apresentou apenas um balão de ensaio, que os sindicatos não levam em consideração como proposta acabada. Há ainda muito chão pela frente e especular proposta por enquanto é precipitado.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC, junto com os demais, estarão empenhados agora em lutar para que a negociação evolua. Divulgaremos a proposta apenas no momento em que esteja amadurecida nas discussões.

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CENÁRIO ECONÔMICO DA COPEL FOI TEMA DE DEBATE NA TARDE DE NEGOCIAÇÃO

O início da tarde de negociações desse dia 21/09 entre os sindicatos e a empresa foi marcado por um debate de cenário da situação econômica e financeira envolvendo a Copel e as empresas do setor elétrico, antecedendo a apresentação da proposta salarial pela empresa, que deve acontecer amanhã.

A exposição da Copel foi feita por Adriano Fedalto, responsável pela contabilidade da holding, que abordou o ambiente de negócios em torno da geração, da transmissão e da distribuição, além do universo da Copel Telecom.

O ano de 2016 foi diferente em termos de negócios de geração, com uma retração, onde em 2015 houve faturamento de R$ 2 bilhões com negócios de geração e neste ano não houve faturamento positivo. Há oferta abundante de energia e as termelétricas estão paradas, comentou Adriano Fedalto. O desafio, segundo ele, é buscar ampliar a venda de energia no mercado livre.

Em termos de transmissão, houve a contabilização positiva de R$ 1,355 bilhão (R$ 977,8 milhões na Receita Operacional Líquida e R$ 645,3 milhões no Lucro Líquido), em função da contabilização de recebíveis referentes a indenização pelos ativos de transmissão da Rede Básica de Sistema Existente – RBS, anteriores a maio de 2010. A entrada de receitas relativa a essa contabilização, entretanto é lenta e virá apenas nos próximos anos, alertou o analista da Copel.

Há expectativa de entrada de receitas vindas de geradoras que estavam em construção, consumindo recursos e agora estão entrando em funcionamento, como é o caso das SPE’s de Matrinxã e Guaraciaba, mas essa arrecadação é ainda para o futuro do caixa da empresa.

Em termos de distribuição, houve a renovação dos contratos de concessão da Copel, o que é positivo. No entanto, esse segmento da Copel registrou prejuízo de R$ 100 milhões no primeiro semestre, com queda de receitas. As entradas compensatórias virão no segundo semestre de 2016.

A Copel Telecom, por sua vez, tem crescido como negócio e em sua carteira de clientes. Registrou um aumento de 50 mil consumidores de varejo em 2016.

Adriano Fedalto posicionou em sua exposição também a preocupação com a provisão que a Copel está fazendo para contingências, da ordem de R$ 200 milhões em 2016, que exige a retenção de ativos financeiros. Essas contingências orçamentárias são para gastos com tributos, gastos cíveis com demandas judiciais de consumidores e gastos com ações trabalhistas. As ações trabalhistas ocupam R$ 40 milhões do total.

SINDICATOS COBRAM JUSTIÇA AOS RESULTADOS PRODUZIDOS PELOS COPELIANOS

LOGO CAMPANHA 2Os sindicatos, por seu lado, registraram que a contribuição dos trabalhadores para o crescimento do número de consumidores atendidos, para a satisfação dos consumidores e para a produtividade geral da Copel só faz crescer no correr dos anos. As situações de crescimento ou diminuição temporária de arrecadação não tem a ver com as atividades dos copelianos. Pelo contrário, nesse período todos os trabalhadores da Copel empreenderam grandes esforços para contribuir e melhorar o desempenho da empresa.

Os sindicalistas comentaram que os lucros expressivos e recordes que a Copel tem registrado nos anos recentes, inclusive em 2016, da ordem de R$ 1,132 bilhão no primeiro semestre, precisam ser distribuídos não só aos acionistas, mas transformados em melhor remuneração e benefícios aos trabalhadores.

Com a contribuição de Fabiano Camargo, economista do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, os sindicatos fizeram importantes contrapontos ao cenário apontado pela Copel.

Um dos argumentos é que ganhos com geração de energia não tem como ser constantes, pela sazonalidade de mercado, porém, a diminuição da arrecadação com venda de energia e menores tarifas tem compensação parcial com menores custos de geração, principalmente pelo não acionamento da UEG (cerca de R$ 600 milhões em 2016), que ajudam a aliviar a situação de queda dessas receitas.

Fabiano registra que os dados mais gerais da distribuição mostram crescimento de 12% da receita do fornecimento de energia. Se houve redução do preço das tarifas, ponderou Fabiano Camargo, também há certa compensação porque diminuem os custos da Copel com a compra de energia, que foram expressivos, com redução de R$ 1,3 bilhão no consolidado do grupo, resultando em queda de quase 30% em relação ao primeiro semestre de 2015. Não podemos apenas projetar o lado negativo, ponderou Fabiano, pois a situação geral da Copel é de equilíbrio e crescimento.

O blog do COLETIVO CSEC continuará a fornecer informações do andamento das negociações. Acompanhem.

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INICIARAM-SE AS NEGOCIAÇÕES DO ACT 2016/17

fot-3Nesta manhã de quarta-feira, 21/09, iniciaram-se as negociações visando o ACT 2016/17 entre os sindicatos e a Copel. A agenda prevista para as negociações envolve as manhãs e tarde desta quarta e quinta-feiras e poderão se estender para a sexta-feira, se necessário.

Na abertura das negociações, o Diretor de Gestão Empresarial, fot-2Gilberto Mendes Fernandes, afirmou a disposição em buscar um bom acordo. Para ele, o cenário nacional não está fácil, mas não impede um bom desempenho da Copel, nem um bom acordo.

Os representantes sindicais pontuaram a expectativa de uma boa negociação, afirmando a contribuição dos copelianos no desempenho da empresa. Claudeir Fernandes, coordenador fot-1do COLETIVO CSEC, registrou que a satisfação dos copelianos depende desse reconhecimento se concretizar em uma proposta por parte da Copel para o ACT.

As negociações se iniciaram com uma exposição de cenário econômico e financeiro da Copel, pelos representantes da empresa. Em seguida, começa a discussão das reivindicações dos copelianos, começando pelos itens administrativos. A negociação das questões salariais virá depois.

O blog COLETIVO irá noticiar o andamento das negociações, à medida em que evoluírem e as novidades puderem ser informadas.

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GOVERNISTAS APROVAM VENDA DE AÇÕES DA COPEL E SANEPAR

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Membros do COLETIVO CSEC  e do Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas acompanham a votação no plenário da ALEP.

 

A maioria de deputados governistas aprovou na tarde de ontem, 19/09 a autorização para que o governador Beto Richa venda ações e bens da Copel e da Sanepar, sem prévia autorização da Assembleia Legislativa. Foi aprovado em segunda e terceira votação o Projeto de Lei – PL 435, que fazia parte do pacotaço de medidas enviada pelo governo à Assembleia Legislativa.

vot-3Foram rejeitadas pela maioria de deputados que fecharam com o governo as emendas de oposição que visavam impedir que as ações fossem vendidas excluído do projeto a autorização para a venda de ações da Copel e Sanepar e a autorização para a venda de imóveis das empresas estatais.

Com isso, os deputados aliados ao governo deram a Beto Richa um cheque em branco para vender ações e bens das duas principais estatais paranaenses, apesar, inclusive, de parecer da equipe técnica da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, dada ainda antes da primeira votação, de que não haviam informações e estudos sobre o impacto orçamentário e financeiro desse objetivo. Também houve questionamentos da oposição em relação a falta de informações sobre quais os imóveis das estatais o governador pretendia vender e o que essa venda pode significar.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC, ao lado de outras entidades sindicais e movimentos sociais, acompanharam a votação e se posicionaram contrários a aprovação do pacotaço. Na avaliação do COLETIVO CSEC a luta em defesa do patrimônio das duas empresas não pode parar porque houve a aprovação da venda. O Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas promete denunciar os deputados governistas que votaram a favor da venda de ações e mobilizar a população contra a dilapidação do patrimônio paranaense.

CONFIRA ABAIXO A LISTA DE COMO VOTARAM OS DEPUTADOS:

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NEGOCIAÇÃO DO ACT COM A COPEL SERÁ DIAS 21 E 22/09

logo-campanhaAtenção copelianos

As negociações com a Copel, visando o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2016/17, terão início nos dias 21 e 22 de setembro, próximas quarta e quinta feiras. A agenda de negociações, nos dois dias, envolverá o período da manhã e o período da tarde, indo das 9:00h até as 17:00h, com intervalo para almoço.

As negociações serão com mesa unificada, com participação de todos os sindicatos que representam trabalhadores da Copel. Os dois coletivos, CSEC e CSMEC, reuniram-se hoje, 19/08, chegando a um consenso sobre a condução das reivindicações na negociação.

Os sindicatos chegaram também a um consenso sobre a avaliação da proposta a que chegar a Copel, ao término das negociações. A apuração dos votos colhidos nas várias assembleias sindicais será unificada, ou seja, valerá a decisão da maioria dos copelianos, em nível estadual.

Com a unificação da mesa de negociações, o COLETIVO CSEC chama atenção dos copelianos para a importância de ficarem atentos e mobilizados, de modo a fortalecerem os sindicatos na negociação.

Informaremos as novidades sobre o andamento das negociações. Acompanhem!!

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA RETOMA VOTAÇÃO DO PACOTAÇO HOJE, 19/09

urgenteA Assembleia Legislativa – ALEP retoma na tarde de hoje, segunda, 19/09, a votação dos projetos do pacotaço de medidas enviado pelo governo Beto Richa. Os projetos do pacotaço foram aprovados em primeira votação no dia 12/09. Entre eles está o projeto 435/16, que trata da venda das ações da Copel e da Sanepar.

A equipe técnica da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa chegou a recomendar a rejeição dos projetos do pacotaço aos deputados, antes da primeira votação, por falta de estudo dos impactos financeiros e orçamentários. Porém, os seis projetos do pacotaço foram aprovados na Comissão e depois no plenário pela maioria governista.

Na primeira votação, o projeto teve 28 votos favoráveis e 17 votos contrários. Agora será votado o texto final e 19 emendas apresentadas pelos deputados, entre as quais 10 emendas apresentadas pela oposição, sendo que as principais visam impedir que as ações sejam vendidas. Uma delas exclui a autorização para a venda de ações da Copel e Sanepar. Outra exclui a autorização para a venda de imóveis das empresas estatais.

Deputados da bancada de oposição alertam seus colegas para o fato de estarem votando autorização para a venda de bens das estatais do Paraná, sem nem conhecerem esses bens. “Algum deputado aqui sabe responder quantos e quais são os bens, terrenos e prédios que o governo do Paraná possui? Alguém sabe quais são os imóveis que o governo vai colocar à venda?”, questionou o Deputado Tadeu Veneri, líder da bancada de oposição, a seus pares, dando o clima dos questionamentos que continuarão nesta segunda-feira.

ATO HOJE, 14H, NA ALEP, CONTRA A VENDA DAS AÇÕES

ato-2O Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas estará promovendo hoje, a partir das 14 horas, um Ato Contra a Venda da Copel e da Sanepar, na Assembleia Legislativa, buscando mudar os rumos da primeira votação e evitar que as ações possam ser vendidas.

O COLETIVO CSEC está participando ativamente do movimento, junto com s sindicatos que representam os trabalhadores da Sanepar, os servidores públicos e outros movimentos sociais. O COLETIVO chama os copelianos que puderem para comparecer ao Ato. Aos copelianos das demais localidades, solicitamos que ajudem a esclarecer a população dos riscos de aos poucos ser dilapidado o patrimônio dos paranaenses.

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