CONFIRA A NEGOCIAÇÃO PONTO-A-PONTO

não dá 1

Nos dias 11, 12 e 13 de setembro, a Copel e os sindicatos que representam os copelianos estiveram reunidos negociando a pauta de reivindicações dos trabalhadores, visando o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19.

No dia 13 a Copel apresentou a proposta salarial e remuneratória. Os sindicatos consideraram a proposta ruim e muito abaixo das expectativas, e a rejeitaram em mesa de negociações. Isso quer dizer que discordam dela e não vão levá-la à apreciação dos trabalhadores em assembleias, enquanto não melhorar bastante.

No dia 26, próxima quarta-feira, as negociações serão retomadas.

Apresentamos aqui um relato detalhado sobre todos os pontos negociados até agora e como está a proposta da Copel em relação a cada um deles, para o conhecimento de todos.

É fundamental agora deixarmos claro que esta proposta NÃO NOS SATISFAZ!

Vamos comentar e espalhar: #assimnãodá

 

VEJA COMO A COPEL RESPONDEU CADA PONTO DAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES:

 CLÁUSULAS A SEREM MANTIDAS SEM ALTERAÇÕES

Em relação a esses itens, que tratam dos direitos já conquistados em acordos anteriores, a empresa concorda em manter a maioria, mas há restrições. É bom lembrar que com a reforma trabalhista caiu o direito a ultratividade, ou seja, nenhum direito anteriormente conquistado vale mais, a não ser que esteja confirmado no Acordo Coletivo.

CLÁUSULA PRIMEIRA – ABRANGÊNCIA DO ACT: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA SEGUNDA – DESCONTOS ESPECÍFICOS NO SALÁRIO DO EMPREGADO: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA TERCEIRA – DOS DESCONTOS DIVERSOS EM FAVOR DOS SINDICATOS: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA QUARTA – CRÉDITO DE SALÁRIOS: tendo em vista a lei da portabilidade, que permite ao empregado receber os seus proventos em qualquer instituição bancária, a cláusula se tornou desnecessária.

CLÁUSULA QUINTA – DATA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo o pagamento até o dia 25 de cada mês.

 CLÁUSULA SEXTA – VALOR LÍQUIDO MENSAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante no mínimo 30% da remuneração total bruta do mês.

 CLÁUSULA SÉTIMA – ANTECIPAÇÃO DO 13º SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, ficando garantida  a antecipação em janeiro de 50% da remuneração.

 CLÁUSULA OITAVA – REMUNERAÇÃO DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo remuneração com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal e  100% para as trabalhadas em domingos, feriados, e folgas para aqueles que cumprem expediente em regime de revezamento.

CLÁUSULA NONA – ADICIONAL NOTURNO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA – INSALUBRIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – ADICIONAL DE PENOSIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – ASSISTÊNCIA JURÍDICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante assistência jurídica na defesa de empregado, no exercício regular de suas funções/atividades.

 CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA – REDUÇÃO DE JORNADA E SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, deixando opcional a redução de carga horária de 8 para 6 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO QUADRO FUNCIONAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante que, em caso de alteração do controle acionário majoritário não haja dispensa de empregados sem justa causa pelo prazo de 05 anos.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – JORNADA SEMANAL LEGAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante a jornada semanal de 40 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – COMPENSAÇÃO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E DE SOBREAVISO, MEDIANTE ACORDO INDIVIDUAL: a Copel propôs alteração da cláusula já existente no ACT 17/18, com a extinção do parágrafo primeiro que garantia a possibilidade de compensação de horas extras e de sobreaviso já realizados. Alegou que a medida visava diminuir passivo trabalhista, ondes  ações relativas ao tema são recorrentes. Os sindicatos discordaram enfaticamente dessa proposta e também que isso gere passivos trabalhistas, desde que o que for acordado seja cumprido. O assunto continuará em debate.

 CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA – COMPENSAÇÃO DO EXPEDIENTE MEDIANTE FOLGA: a Copel vai manter a Cláusula que garante compensação de dias úteis com acréscimo de jornada em outros dias.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA – SISTEMA DE REGISTRO DE PONTO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA NONA – ADIANTAMENTO DE FÉRIAS: a Copel vai manter a Cláusula que assegura ao empregadoa concessão de adiantamento de férias de uma remuneração, para desconto em até 10 parcelas.

CLÁUSULA VIGÉSIMA – LICENÇA NOJO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DA AMPLIAÇÃO DA LICENÇA MATERNIDADE E PATERNIDADE: a Copel vai manter a Cláusula que amplia em mais 60 dias a licença maternidade legal de 120 dias.  

 CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – LICENÇA PARA TRABALHADORAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante licença remunerada de 10 dias.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – REUNIÕES QUADRIMESTRAIS: a Copel vai manter a Cláusula. Os sindicatos consideram as negociações quadrimestrais fundamentais para um acompanhamento de efeitos de ações administrativas que interferem nas relações funcionais e no dia-a-dia do trabalho na empresa. Também são tratados assuntos relacionados a saúde dos trabalhadores e a segurança  no trabalho.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO PATROCÍNIO DA COPEL À FUNDAÇÃO COPEL: a Copel vai manter a Cláusula.

 

CLÁUSULAS EXISTENTES A SEREM ALTERADAS

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – VIGÊNCIA E DATA-BASE: a Copel concorda com a cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – AJUSTE SALARIAL: a Copel propõe apenas o reajuste pelo INPC, estimado por ela em 3,64%. A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%. A reivindicação da nossa pauta é que o reajuste seja de 6%, pois há necessidade de ajustes salariais que compensem perdas passadas e recompensem a produtividade dos empregados.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – DA MANUTENÇÃO DA RENDA DE EMPREGADO REABILITADO: a Copel manterá o item como no ACT 17/18. 

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA – ABONO: a proposta da Copel é de abono de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27. É MUITO INFERIOR ao abono de duas remunerações, mais o fixo de R$ 6.000,00, que foi reivindicado pelos copelianos. É inclusive MUITO INFERIOR ao valor pago no ano passado. E a situação financeira da empresa está melhor este ano.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR– PAT:

– Auxílio alimentação: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral,  e ainda excluir a 13ª parcela, em função de questionamentos do Ministério do Trabalho. A reivindicação da pauta dos copelianos é que seja pago o valor mensal de R$ 1.250,00.

– Vale lanche: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral. A reivindicação da pauta dos copelianos é o pagamento de 12 parcelas mensais de R$ 145,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA- AUXÍLIO EDUCAÇÃO: a Copel quer apenas manter valores atuais, sem qualquer reajuste, e ainda diz ser necessário rever o modelo posteriormente, no sentido de restringir o benefício às áreas de estudo de interesse da empresa. A reivindicação da pauta unificada dos copelianos é o pagamento de 100% do valor da mensalidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA- AUXÍLIO CRECHE: a proposta da empresa até agora é manter como ficou no ACT 17/18 (R$ 450,00), sem melhorias. A Copel alega que não vai melhorar, em razão de haver ações judiciais em torno desse benefício. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 550,00 por dependente.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA – PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: a empresa propõe correção do valor pelo INPC. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 880,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA- DISPENSA DE EMPREGADOS: a Copel manterá os termos do  ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA – DAS FÉRIAS e CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA- ABONO DE FÉRIAS: a Copel propõe manter o piso nos termos acordados no ACT 2017-2018 e permitirá o parcelamento das férias em até três períodos (a partir de janeiro de 2019). A reivindicação da pauta dos empregados é 1/3 (um terço) da remuneração a título de terço Constitucional e 2/3 (dois terços) a título de Abono de Férias, e a somatória das duas tendo como piso R$ 3.000,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA- LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE DEPENDENTES: a Copel manterá os termos do ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA – LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL: a Copel propõe a manutenção da do que foi estabelecido no ACT 2017-2018. Os sindicatos buscam atualizar as liberações e insistem nessa necessidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA – ALÍQUOTA DO PLANO PREVIDENCIÁRIO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Empresa não acata a proposta, argumentando que o assunto depende de aprovação do órgão regulador, a Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A reivindicação da pauta dos copelianos é possibilitar  ao empregado a opção de adesão ao desconto da alíquota de 12%  do Plano Previdenciário da Fundação Copel, para todas as faixas, com a correspondente contrapartida do valor pelas Empresas.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA – MULTA – a Copel não altera nada em relação a cláusula, alegando não não pretender descumprir cláusulas do que for acordado.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA – FUNDO ASSISTENCIAL SINDICAL: o assunto continua em negociação. A pauta unificada reivindica que a Copel repasse aos sindicatos o valor de 2/30 trinta avos do salário nominal do mês de setembro de 2018, de modo que a Contribuição Assistencial não precise ser cobrada dos trabalhadores .

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA – MOBILIDADE DE PESSOAL: inicialmente, a Copel propos extinguir essa Cláusula do Acordo. Os sindicatos argumentaram com muita insistência sobre a importância de evitar tansferências de locais de trabalho que desestabilizem a vida pessoal e familiar do (a) copeliano (a). Diante das argumentações, a Copel concordou em manter a cláusula como está no ACT 17/18,  apenas retirando a expressão “processo seletivo interno”, que consta ali, uma vez que não se configura mais uma prática na Companhia.

 

CLÁUSULAS NOVAS:

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA– GARANTIA DE EMPREGO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA– CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL: o assunto está em discussão e depende da negociação do Fundo Assistencial Sindical.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA – PISO SALARIAL DE ENGENHEIRO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA – SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO: a Copel concorda em atender essa reivincidação, realizando reuniões quadrimestrais para tratar o assunto.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA – DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA – ADICIONAL DE INSTRUTORES: a Copel não atende a reivindicação. Diz que a valorização dos instrutores deve ocorrer de outras maneiras dentro de sua política de pessoal.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA – DIÁRIAS DE ALIMENTAÇÃO: assunto ainda em discussão.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA – ALTERAÇÃO NO INTERVALO DE ALMOÇO: não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA – POLÍTICA SALARIAL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA – HOMOLOGAÇÃO: há impasse em torno do assunto, que continuará em discussão na próxima reunião. A Copel quer seguir os termos da reforma trabalhista, que a desobrigam de fazer homologação nos sindicatos. Os sindicatos consideram sua assistência aos trabalhadores nas homologações essencial para garantia de seus direitos e para sua orientação em relação aos prossedimentos nesse sentido.

 CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA – VALE CULTURA: a Copel não concede o benefício, alegando que a natureza fiscal das empresas do grupo não se enquadra na legislação que prevê a possibilidade, mediante benefícios fiscais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA– INCLUSÃO DE DEPENDENTES NO PLANO DE SAÚDE: a Copel não atende a reivindicação.

 CLÁUSULA  QUINQUAGÉSIMA QUARTA– GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO: a empresa não atende a reivindicação de estender o benefício aos cargos de supervisor, coordenador, encarregado, pregoeiro, gestor de contrato e gerente de projetos P&D. Vai efetuar o pagamento somente para as funções gerenciais formais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA – ADICIONAL DE RISCO PARA LEITURISTAS: a Copel não acata a cláusula. Entende que a remuneração da função já está prevista no Plano de Cargos e Salários – PCS.

Anúncios
| 2 Comentários

COPEL APRESENTA PROPOSTA, QUE É REJEITADA EM MESA PELOS SINDICATOS

esc 3

Proposta salarial descontentou os sindicatos

esc2

E DIEESE argumentou que a situação da empresa permite algo bem melhor

As negociações do ACT 18/19 tiveram dia cheio nessa quinta, 13/09, ocupando o período da manhã e da tarde.

No período da manhã foram discutidos itens administrativos e funcionais da Pauta de Reivindicações dos Copelianos. No período da tarde a reunião entrou nos pontos mais aguardados por todos: as itens remuneratórios e salariais.

Pela urgência que copelianos e copelianas dão a saber sobre a proposta salarial da Copel, vamos relatar nessa matéria as informações relativas a esse ponto e em seguida, nos próximos dias, informar em detalhe sobre o conjunto da negociação.

COMO A EMPRESA APRESENTOU O CONTEXTO:

No tratamento da questão salarial, os representantes da Copel  pontuaram que as circunstâncias do cenário regulatório do setor elétrico exigem precauções, porque o modelo persegue resultados que exigem controle de gastos com pessoal, automação de serviços e cumprimento de metas diversas. A renovação da concessão da empresa depende de cumpri-los.

Argumentaram que dentro desse contexto regulatório se preocupam em ajustar os procedimentos da empresa, mantendo os empregos dos trabalhadores. Disseram que sua responsabilidade como gestores é com o que possa ser melhor para todos, incluindo os acionistas e os empregados.

COMO OS SINDICATOS REBATERAM OS ARGUMENTOS:

Os sindicatos posicionaram sua avaliação com base em levantamentos do DIEESE sobre a situação da empresa e o desempenho dos trabalhadores. Diferente dos argumentos da empresa, os dados relatados pelo DIEESE apontaram os lucros crescentes e os bons indicadores alcançados nos últimos anos. Os dados apontam ampliação dos dividendos dos acionistas, enquanto os salários acumulam perdas.

CONHEÇA A PROPOSTA:

Depois de colocadas as avaliações, a Copel apresentou a seguinte proposta:

– Reajuste salarial pelo INPC (estimativa da copel é de 3,64%. Estimativa do DIEESE é que fique em 3,94%;)

– Abono salarial de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27;

– Auxílio alimentação: corrigir pelo INPC-Alimentação e excluir a 13ª parcela, em função de questionamentos do Ministério do Trabalho. Obs.: O INPC-Alimentação está resultando em índice menor que o INPC geral.

– Vale lanche: corrigir pelo INPC-Alimentação. Obs.: O INPC-Alimentação está resultando em índice menor que o INPC geral;

– Auxílio Creche mantido como está (R$ 450,00), sem melhorias. A Copel alega que não vai melhorar, em razão de haver ações judiciais em torno desse benefício;

– Auxílio pessoa com deficiência: corrigir pelo INPC

– Férias: manter o que pratica hoje, sem correções. Está estudando possibilidade de parcelamento das férias em três períodos;

– Auxílio Educação: manter o procedimento e valores atuais. Mas a empresa acena ser necessário rever o modelo posteriormente, no sentido de restringir o benefício às áreas de estudo de interesse da empresa;

– Gratificação de função: manter os valores praticados, corrigindo pelo INPC, sem estender o benefício a outras funções.

SINDICATOS REJEITARAM EM MESA

A proposta da Copel foi rejeitada pelos dois coletivos sindicais em mesa de negociação, tão logo foi apresentada.

Os sindicatos registraram sua posição de que os copelianos sempre se empenharam pela empresa e mais ainda em seus momentos de dificuldade seja diante de problemas de gestão, ou das necessidade de cumprir metas. No ano passado já fecharam um acordo insatisfeitos com uma proposta abaixo do esperado. Esse ano, com boa saúde financeira e boas perspectivas futuras, consideram inconcebível a proposta que foi apresentada.

Os dirigentes sindicais colocaram aos negociadores da Copel que não apenas os acionistas e o mercado precisam ser atendidos, mas também os copelianos, sob pena de começarem a ver a empresa pela qual lutam continuamente se tornar um emprego a mais, sem interesse e sem retorno.

A posição dos sindicatos foi exigir da empresa uma nova reunião, onde a proposta melhore substancialmente.

NOVA REUNIÃO DIA 26

Nova rodada de negociação ficou agendada para 26 de setembro, começando pela manhã. Na opinião dos sindicatos, até lá é hora de copelianos e copelianas deixarem claro seu descontentamento, de modo que isso fique claro aos que dirigem a empresa.

 

DADOS MOSTRAM QUE SITUAÇÃO DA COPEL PERMITE  PROPOSTA BEM MELHOR

Com base nos dados de balanço da Copel, o economista Fabiano Camargo, do DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos socioeconômicos, reuniu para os sindicatos um conjunto de indicadores sobre a situação da Empresa, que mostra ser boa a saúde administrativa e financeira, o que permite uma proposta bem melhor que a apresentada.

Situação do lucro líquido melhorou no cenário recente

O lucro líquido da Copel em 2016 foi de R$ 874 milhões e 472 mil. Foi menor que nos três anos anteriores. Mas em 2017, cresceu para R$ 1 bilhão, 118 milhões e 255 mil. Se no período 2015/2016 houve baixa de -30,90% no lucro líquido, o período 2016/2017 mostrou recuperação de 27,88% na margem de lucro. A situação é de melhora no cenário recente.

Patrimônio líquido vem crescendo ano-a-ano

O patrimônio líquido da Copel em 2016 correspondeu a R$ 14 bilhões, 978 milhões e 142mil. Cresceu 2,70% no período 2015/2016. Já em 2017, o patrimônio correspondeu a R$15 bilhões, 510, milhões e 503 mil. Novo crescimento no período 2016/2017, correspondente a 3,55%. O patrimônio líquido da empresa vem crescendo ano a ano, sem quedas.

Patrimônio líquido é a diferença entre os ativos da empresa, ou seja, seus bens e geradores de divisas, e o passivo, ou seja, suas dívidas e obrigações. Também desse ponto de vista, a Copel vai bem.

Receita operacional cresceu 7,04% em 2017

A receita operacional da empresa, ou seja, suas vendas de energia e outros serviços, foram de R$ 13 bilhões 101 milhões e753 mil em 2016 para R$ 14 bilhões, 024 milhões e 573 mil em 2017. Saíram de um momento negativo em 2015/16, de -11,04%, para um crescimento de 7,04% em 2016/17.

Margem EBITDA cresceu 6,52% em 2017

– O potencial de gerar lucro da Copel (EBITDA/LAJIDA) teve situação negativa em 2016, ficando mais baixa que no ano de 2015 em -3,77%, mas recuperou-se em 2017, ficando 6,52% acima do período de 2016.

A margem EBITDA abreviatura do inglês, ou LAJIDA, abreviatura do português, indica o potencial de lucratividade acima dos fatores que podem diminuí-los. É um  outro indicador de situação positiva.

| 12 Comentários

SINDICATOS ENFATIZAM DEFESA DO BEM-ESTAR DOS TRABALHADORES, NO SEGUNDO DIA DE NEGOCIAÇÕES

esc 1

Nas duas primeiras fotos, visão panorâmica da mesa de negociações

esc 2

esc 3

No detalhe, os representantes da Copel  na negociação

As negociações do ACT 18/19 entre os sindicatos e a Copel continuaram nesta quarta-feira, 12/09, ocupando toda manhã e também o período da tarde. Elas passaram por vários temas da Pauta Unificada de Reivindicações dos Copelianos, mas não adentraram ainda as questões salariais e remuneratórias.

Com a nova realidade criada pela reforma trabalhista, onde não há mais o direito à ultratividade. Direitos anteriormente conquistados não ficam garantidos, a não ser que isto esteja registrado em Acordos Coletivos. Uma das preocupações dos sindicatos é garanti-los. Por isso, 24 itens da pauta de reivindicações visam registrar essa garantia.

Nas negociações, há concordância da Copel em manter sem alterações as seguintes conquistas, como estão previstas: abrangência anual do Acordo Coletivo; descontos específicos no salário do empregado; descontos diversos em favor dos Sindicatos; data de pagamento de salário; garantia do valor líquido mensal nos salários; antecipação do décimo terceiro salário; remuneração das horas extraordinárias; pagamento de adicional noturno; pagamento de insalubridade; pagamento de adicional de penosidade; assistência jurídica ao empregado em situações de serviço; condições de redução de jornada e salário; garantias de manutenção do quadro funcional; jornada semanal legal; compensação do expediente mediante folga; sistema de registro de ponto; adiantamento de férias; licença nojo; condições de ampliação das licenças maternidade e paternidade; licença para trabalhadoras vítimas de violência doméstica; as reuniões quadrimestrais de negociação das condições de trabalho, saúde e segurança e a manutenção do patrocínio da Copel à Fundação Copel.

A Copel já sinalizou que não concorda com algumas das cláusulas da pauta que reivindicam novos direitos: a garantia de emprego contra demissões sem justa causa; o piso salarial mínimo para os engenheiros; a eleição pelos empregados de cargos de direção da Fundação Copel; a alteração do intervalo de almoço e a inclusão de pais como dependentes no plano de saúde.

COMPENSAÇÃO E TRANSFERÊNCIAS, OS PONTOS MAIS DISCUTIDOS

Um dos pontos mais debatidos na negociação até agora está relacionada à mobilidade e transferência de pessoal, o que tem se tornado preocupante atualmente para os copelianos, com a centralização de operações em Curitiba.

A Copel não concorda com a Cláusula 41 da Pauta de Reivindicações, que pretende que a movimentação funcional só aconteça com anuência dos empregados e dos sindicatos, e sugere que a cláusula seja extinta do Acordo. Os sindicatos defendem que a Cláusula atualmente existente no Acordo seja mantida. A Copel concordou em mantê-la com modificações.

A Copel coloca a centralização de operações na Capital como uma necessidade premente de contenção de custos e ajuste a novas tecnologias disponíveis para o setor, o que gera essas exigências da parte dos órgãos reguladores das concessões.

Os sindicatos cobram da empresa que os empregados sejam ouvidos e que se busque evitar que suas vidas sejam desestruturadas pelas transferências. Os representantes da Copel fizeram longa explanações sobre os critérios e formas desses procedimentos, no sentido de considerar critérios que evitem esses transtornos, tanto quanto possível.

O outro ponto dos mais discutidos até agora nas negociações é a reivindicação de Compensação de horas extraordinárias e sobreaviso, prevista na Cláusula 16 da Pauta de Reivindicações. A Copel quer retirar a possibilidade do empregado compensar horas e pretende pagar as horas extras realizadas. A empresa alega necessidade de diminuir passivos trabalhistas, muitos deles relacionados a questão de horas extras.

Os Sindicatos não concordam com a empresa. Consideram que não é o direito a compensação que gera ações trabalhistas, mas o tratamento dado pela empresa ao assunto. Argumentaram na reunião que é possível fazer adequações e garantir o direito, principalmente agora que os acordos coletivos têm força de lei.

Com a argumentação dos sindicatos, a empresa se mostra disposta a discutir uma forma de regulamentar o assunto, com a possibilidade de compensação. Essa questão será retomada na negociação.

Uma preocupação grande dos sindicatos, que se manifesta tanto nesse ponto como em questão de escalas de sobreaviso, é a sobrecarga de trabalho de empregados, em especial eletricistas. Na prática, a sobrecarga vem tirando do trabalhador o direito ao descanso, ao lazer e a convivência familiar. Os sindicatos vão insistir para garantir  a compensação.

As negociações continuarão nesta quinta-feira, desde a manhã. Ao final do dia de reuniões, informaremos as novidades. Os sindicatos lembram aos copelianos que por enquanto não há proposta finalizada e fechada. Os assuntos estão em debate.

| 1 Comentário

COMEÇARAM AS NEGOCIAÇÕES DO ACT 18/19

publi 1publi 2publi 3Olá copelianos e copelianas

O primeiro dia de reuniões em torno do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19, ontem, 11/09, começou com a presença dois diretores da Copel na mesa de negociações, a Diretora Ana Letícia Feller, da DGE e Adriano Rudek de Moura, da DFI.

O Diretor Rudek de Moura demonstrou confiança no trabalho de gestão em andamento na Copel e apontou um quadro financeiro favorável, que já está 23% melhor que no ano passado em termos de lucros, no período decorrido até agora, comparado ao mesmo período de 2017. A entrega e operação de obras que estavam em andamento, segundo ele, aponta um novo patamar de lucratividade.

Os sindicatos colocaram duas expectativas como norteadoras para as negociações: a primeira é a manutenção de direitos já conquistados e a segunda que os copelianos sejam reconhecidos por um desempenho acima da média nas metas e atividades desenvolvidas, na forma de benefícios e ajuste salarial.

As discussões do primeiro dia de reunião correu em torno de itens administrativos da pauta de reivindicações e esclarecimentos sobre os vários pontos reivindicados. Nenhum ponto de reivindicação foi dado como fechado.

A Copel apresentou posição por exclusão da compensação de horas extras, alegando estar havendo aumento de ações e passivo trabalhista em torno do assunto. Os sindicatos consideram que passivos trabalhistas são evitados respeitando os direitos dos empregados. São contrários a qualquer supressão de direitos. O assunto continuará em debate.

As discussões serão retomadas hoje, ainda passando pelos vários pontos da pauta de reivindicações, sem necessariamente dar os pontos por encerrados.

SINDICATOS COBRARAM COPEL SOBRE TRANSFERÊNCIAS NA OPERAÇÃO

Os sindicatos cobraram os representantes da Copel sobre as transferências em função da centralização de operações na Capital e atenção aos empregados cuja vida familiar seja afetada pelas novas medidas.

Os representantes da Copel expuseram a medida de centralização de operações como parte importante da adequação da empresa ao novo modelo de negócios do setor elétrico e a novos padrões tecnológicos, baseados na redução de custos com pessoal.

Para os sindicatos, é importante garantir aos empregados direitos de adequação de atividades, de modo que suas vidas não sejam desestruturadas. O assunto continua em debate.

Informaremos as novidades.

| 1 Comentário

SINDICATOS E COPEL INICIAM NEGOCIAÇÕES DO ACT 18/19 NESTA TERÇA

Olá copelianos e copelianas

Nesta terça e quarta-feiras, 11 e 12 de setembro, os sindicatos que representam os copelianos e a comissão de negociação da Empresa começam as reuniões com vistas ao Acordo Coletivo de Trabalho ACT 18/19.

Nesses dois dias, as reuniões estão previstas para acontecer no período da manhã e da tarde, com objetivo de esclarecer o entendimento sobre a Pauta Unificada de Reivindicações apresentada pelos coletivos CSEC e CSMEC, bem como as expectativas das duas partes em relação a essa negociação. Também deve ser definido e o calendário geral de reuniões até a definição de uma proposta para submeter a avaliação dos copelianos.

SINDICATOS PREPARADOS E UNIDOS

Os sindicatos dos dois coletivos se reuniram na tarde dessa segunda (10/09), na sede do Sindicato dos Engenheiros – Senge-Pr, definindo uma linha unitária de argumentação e atuação na reunião. Além do ACT 18/19, os sindicatos vão levantar junto à Copel problemas que estão acontecendo com o Aplicativo (APP) que permite o registro de ponto e a nova escala de sobreaviso.

esc 1esc 2

PRIMEIRA NEGOCIAÇÃO DEPOIS DA REFORMA TRABALHISTA

act 1Este será o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho depois da entrada em vigência da reforma trabalhista, em novembro de 2017. Duas coisas se destacam nesse novo ambiente de negociações.

A primeira delas é que a legislação e o judiciário trabalhista, agora, não garantem mais aos trabalhadores os direitos que foram conquistados em suas lutas e negociações no correr do tempo, se não forem formalizadas no Acordo Coletivo. Não se assegura mais a ultratividade, ou seja, os direitos antes existentes.

Vai valer como direitos aqueles que estiverem escritos e garantidos no ACT. Por conta disso, a Pauta Unificada de Reivindicações dos Copelianos para o ACT 18/19 tem 24 cláusulas que visam registrar direitos já conquistados em negociações anteriores. Assim eles ficam garantidos.

Além desses 24 itens, a Pauta Unificada de Reivindicações tem 17 pontos que se referem a assuntos já presentes em acordos anteriores, onde se prevê alterações buscando melhorias, e 14 reivindicações visando novos direitos, benefícios e garantias aos trabalhadores.

A nova realidade exige muita atenção dos copelianos e a organização sindical é fundamental, tanto para evitar perder direitos quanto para as conquistas pretendidas.

 

| 1 Comentário

REUNIÕES DE NEGOCIAÇÃO DO ACT 18/19 COMEÇAM DIA 11 DE SETEMBRO

acordo 2Olá copelianos e copelianas

A Copel marcou para os dias 11 e 12 de setembro reunião com os sindicatos que representam os copelianos, para início das discussões relativas ao Acordo coletivo de Trabalho – ACT 1/19.

A reunião se estenderá pela manhã e tarde nos dois dias e terá como objetivo esclarecimentos gerais sobre a Pauta Unificada de Reivindicações apresentada pelos coletivos sindicais e início de negociações dos itens administrativos da pauta.

SINDICATOS QUEREM TRATAR DO APP DE REGISTRO DE PONTO E ESCALA DE SOBREAVISO

Os sindicatos aproveitarão a oportunidade para discutir com a Copel dois problemas recentes, levantados por copelianos:

– O Aplicativo (APP) que permite o registro de ponto por celulares e tablets;

– A nova escala de sobreaviso que a Copel quer implantar e pode prejudicar finais de semana e contagem de horas extras dos trabalhadores.

Os dois coletivos sindicais, CSEC e CSMEC, se reunirão na tarde do dia 10 de setembro, na sede do Sindicato dos Engenheiros – Senge-Pr, preparando-se para a reunião com a Copel, afinando a defesa das reinvindicações dos trabalhadores.

PRIMEIRA NEGOCIAÇÃO DEPOIS DA REFORMA TRABALHISTA

Os sindicatos lembram que essa será a primeira negociação de Acordo Coletivo de Trabalho depois da entrada em vigência da reforma trabalhista, em novembro de 2017. A legislação não garante mais aos trabalhadores os direitos que foram conquistados em suas lutas e negociações no correr do tempo. Vai valer como direitos aqueles que estiverem escritos e garantidos no Acordo.

Por conta dessa nova realidade, a Pauta Unificada de Reivindicações aprovada pelos trabaladores tem ao todo 55 itens, sendo que 24 deles visam garantir direitos já conquistados ao longo dos anos nas negociações. Outros 17 pontos se referem a assuntos já presentes em acordos anteriores, onde se prevê alterações buscando melhorias, e 14 reivindicações visam novos direitos, benefícios e garantias aos trabalhadores.

A nova realidade exige muita atenção dos copelianos e a organização sindical é fundamental, tanto para evitar perder direitos quanto para as conquistas pretendidas.

acordo 1.jpg

| 4 Comentários

SINDICATOS PREPARAM O INÍCIO DAS NEGOCIAÇÕES PARA O ACT 18/19

act 1Olá Copelianos (as)

Como já informado pelos sindicatos, no dia 19 de julho foi protocolada junto à Copel a Pauta Unificada de Reivindicações dos Copelianos para as negociações visando do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19, que agora está sendo analisada pela empresa.

A expectativa dos sindicatos é que no início de setembro aconteça uma reunião entre a comissão negociadora da Copel e as entidades sindicais para esclarecimentos sobre a pauta e definição da agenda de negociações. As reuniões de negociação devem acontecer após a primeira quinzena de setembro.

Vamos iniciar uma série de matérias dedicadas especialmente a informações em torno do ACT 18/19, para que todos possam estar afinados e esclarecidos sobre o contexto das negociações e a importância de nossas reivindicações. Um jornal especialmente dedicado a campanha pelo ACT será distribuído aos copelianos e copelianas, em todo estado.

Acompanhe e participe!

 

| 1 Comentário