COMPRESSÃO PSICOCORPORAL SOBRE O TRABALHADOR GERA EPIDEMIA GLOBAL DE STRESS, ALERTA ESTUDIOSO

arte 4O COLETIVO CSEC realiza no dia 19 de agosto o Seminário “Saúde e Segurança no Trabalho”, com início as 8h30min, na Câmara Municipal de Maringá, debatendo caminhos para melhorar as condições de trabalho na Copel. O Seminário terá como palestrante convidado o professor Giovanni Alves, da Unesp, pesquisador com mais de 28 livros abordando o mundo do trabalho e a precarização da saúde do trabalhador no ambiente da globalização.

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O professor Giovanni Alves, da Unesp, pesquisador do mundo do trabalho

As pesquisas e reflexões do pesquisador são fundamentais para entendermos os riscos à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores na atualidade. Para o estudioso, é como se o mundo atual tivesse se tornado uma imensa fábrica, em escala global, onde a demanda por produtividade formou uma “compressão psicocorporal” constante sobre o trabalhador.

A febre de produção se torna destrutiva quando vem acompanhada de desemprego e precarização dos empregos e direitos dos trabalhadores. É tanta mobilização por produtividade e tanta ameaça, velada ou direta, aos empregos, que os trabalhadores acabam se impondo uma dilaceração e auto-flagelação. Não por acaso, alerta Giovanni Alves, um surto de estresse que atinge hoje a civilização, tornando-se uma verdadeira epidemia, que é uma das maiores ameaças à saúde humana no século XXI.

O professor da Unesp cita que especialistas americanos estimam que cerca da metade das internações diárias nos Estados Unidos, atualmente, vem de distúrbios decorrentes do stress, somando 225 milhões de casos por ano. O ambiente estressante da vida no trabalho, somada a degradação e agitação da vida nas cidades impõe a liberação constante pelo organismo humano, de adrenalina e cortisol, alerta Giovanni Alves, provocando constantemente o stress. No ambiente de trabalho, as pessoas vão perdendo o poder de participação, decisão e ritmo das coisas, o que vem junto com os atuais processos produtivos.

Como se reflete, hoje, essa realidade no ambiente da Copel? Os copelianos se sentem tencionados no trabalho, ou são respeitados? Podem dar opinião, ou precisam seguir modelos “automatizados” de controle das atividades? Trabalham em condições seguras, com equipamentos seguros disponíveis? Sentem-se seguros, estimulados e reconhecidos?

Todos esses problemas estarão em debate no Seminário, inclusive em cima de dados concretos coletados pelos sindicatos do COLETIVO CSEC, na pesquisa “O Trabalho do eletricitário”, realizada entre março e abril deste ano, através de questionário virtual que colheu informações dos copelianos.

Todos os copelianos estão convidados para o Seminário. Os sindicatos do COLETIVO CSEC estarão organizando grupos de suas bases sindicais para participarem em Maringá. As inscrições para participação podem ser feitas junto ao STEEM – Sindicato dos Eletricitários de Maringá e Região pelos telefones (44) 3263-1708 e telefone e WhatsApp (44)99973-4035.

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REFORMA TRABALHISTA LEGALIZA A PRESSÃO PATRONAL

pressãoHá trabalhadores acreditando que a reforma trabalhista, recentemente aprovada no Congresso Nacional, pode ajudar a gerar empregos. Outros, descontentes com seus sindicatos, chegam a ficar contentes pela perspectiva de findar o imposto sindical e a contribuição sindical. Ainda não se perceberam que essa reforma foi aprovada dentro de uma lógica empresarial de diminuição de custos com o trabalho, aumentando a competitividade no mercado pela precarização dos empregos.

No médio prazo, ao invés de gerar empregos, há uma tendência a gerar desemprego, pois para os empresários se torna mais atrativo contratar dentro das novas possibilidades previstas pela reforma. Também poderão usar as negociações como forma de chantagear os trabalhadores por direitos menores do que os previstos legalmente. Está aberta a porta para a pressão patronal. Essa é a tendência criada com a aprovação da reforma. Os sindicatos do COLETIVO CSEC apontam porque:

1) A reforma trabalhista prevê que o que for negociado entre patrões e empregados tem força maior que a lei. Com isso legalizou a pressão patronal sobre os trabalhadores, permitindo que os acordos coletivos possam prever menos direitos do que aqueles que a Constituição Federal e a CLT garantem. Chamam isso de “prevalência do negociado sobre o legislado”, mas na prática é uma porta aberta para o interesse dos empresários, unicamente;

2) Outra forma de pressão patronal é a rescisão de contrato por acordo. Por meio dela o trabalhador dispensado recebe apenas metade da indenização e do aviso prévio e do FGTS e pode sacar somente 80% dos depósitos feitos em seu FGTS, além de perder o direito de se habilitar no seguro-desemprego. É um tipo de “acordo” feito para pegar o trabalhador que está no desespero;

3) O termo de quitação anual de obrigações trabalhistas, criado com a reforma, impede o trabalhador de reclamar, através de ação trabalhista, verbas a que teria direito relativas ao período que for abrangido pelo termo. Imaginem o que vai há ver de pressão para que, ano a ano, os trabalhadores assinem termos desse tipo, se quiserem continuar empregados…

4) A reforma trabalhista criou a figura do trabalho intermitente, onde o trabalhador presta seus serviços descontinuamente, podendo ser por períodos determinados do dia ou por dias determinados da semana, alternado prestação de serviço e folgas, independentemente do tipo de atividade. Esse tipo de contratação deixa o trabalhador à mercê da vontade patronal, desorganizando seus horários, vida familiar e vida social, além de criar para ele problemas sérios de transporte, se tiver que atender a dois empregos num mesmo dia, em locais muito distantes. Para o trabalhador intermitente se prevê salário e remuneração exclusivamente pelas horas trabalhadas, excluindo-se férias, 13º salário, despesas de transporte e alimentação.

5) A reforma trabalhista vai facilitar os abusos no ambiente de trabalho, atingindo principalmente as mulheres, principais vítimas desse tipo de abuso. As indenizações por danos morais passam a ser com base no salário da vítima. Ou seja, o crime pode ser grave, mas se o salário for baixo, a indenização fica nivelada por baixo. A reforma trabalhista também abriu as portas para que as mulheres grávidas e amamentando possam ser colocadas para trabalhar em locais insalubres, se a insalubridade for tida como de grau médio ou mínimo.

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SENADO APROVOU ONTEM A REFORMA TRABALHISTA

reforma trabalhista aprovadaO Senado aprovou ontem, em sessão plenária, a reforma trabalhista, por 50 votos favoráveis, tendo 26 votos contrários. A proposta foi aprovada sem qualquer mudança, como desejava o governo Temer, e por isso não precisará voltar para a Câmara dos deputados, dependendo somente da sanção presidencial para entrar em vigor.

As portas estavam fechadas para os representantes dos trabalhadores, ontem, no Senado. Senadoras oposicionistas tentaram bloquear a votação, ocupando a mesa dos trabalhos por mais de seis horas seguidas, suspendendo a sessão e cobrando que sindicalistas pudessem acompanhar as votações. Mas foi em vão. Depois de retomada, antes das 20h a votação foi concluída.

O Senador Paulo Paim, que já foi líder sindical e lutou muito contra a quebra dos direitos trabalhistas, traduziu assim sua decepção com a aprovação no Senado: “Uma parte de mim morre hoje. Vesti a minha melhor roupa, como se fosse o dia da minha morte.”

Com a aprovação da reforma trabalhista já se somam três medidas aprovadas durante o governo Temer que atingem conquistas sociais de décadas.

Primeiro foi a PEC 55, aprovada em novembro do ano passado, que congelou gastos públicos sociais com saúde, educação, políticas de socorro a situações de pobreza, previdência social e outros por 20 anos, podendo ser reajustados apenas pela inflação, o que na prática representa um estrangulamento, já que tais demandas crescem mais que a inflação.

Depois veio a aprovação da terceirização irrestrita, em março deste ano, que passou a poder ser utilizada em qualquer setor das atividades públicas ou privadas. Com essa lei as empresas que terceirizam deixaram de ter responsabilidade subsidiária pelo tratamento que as contratadas dão aos trabalhadores e o contrato temporário foi ampliado de 90 para 180 dias, prorrogável, ainda, por mais 90 dias. Os serviços temporários não precisam mais ter demanda previsível, nem ser extraordinários, podendo servir para qualquer empresa. Foi um verdadeiro presente para o meio empresarial, já que trabalhadores terceirizados ganham 30% menos.

Ontem foi a vez da reforma trabalhista, e ainda tem pela frente a reforma da previdência, tornando difícil ao trabalhador o desfrute da previdência pública, tamanha a dificuldade prevista para chegar ao direito a aposentadoria integral.

Só o fato de que o dinheiro e o interesse empresarial comandam a posição de voto da maioria dos deputados e senadores explica que um governo sem moral e um presidente que está na corda bamba consigam essas votações. Sinal de que para os empresários isso significa muito em termos de geração de lucros e engorda do capital. Já para os trabalhadores…

COMO VOTARAM OS SENADORES:

PELA APROVAÇÃO:

Aécio Neves (PSDB-MG)

Airton Sandoval (PMDB-SP)

Ana Amélia (PP-RS)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Armando Monteiro (PTB-PE)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Benedito de Lira (PP-AL)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Cristovam Buarque (PPS-DF)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Dário Berger (PMDB-SC)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Elmano Férrer (PMDB-PI)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Gladison Carmeli (PP-AC)

Ivo Cassol (PP-RO)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

José Agripino (DEM-RN)

José Maranhão (PMDB-PB)

José Medeiros (PSD-MT)

José Serra (PSDB-SP)

Lasier Martins (PSD-RS)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Omar Aziz (PSD-AM)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Roberto Muniz (PP-BA)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Rose de Freitas (PMDB-ES)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Simone Tebet (PMDB-MS)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Waldemir Moka (PMDB-MS)

Wilder Morais (PP-GO)

Zezé Perrella (PMDB-MG)

 

CONTRA A REFORMA TRABALHISTA:

Álvaro Dias (Podemos-PR)

Ângela Portela (PDT-RR)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Fernando Collor (PTC-AL)

Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Humberto Costa (PT-PE)

João Capiberibe (PSB-AP)

Jorge Viana (PT-AC)

José Pimentel (PT-CE)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Rocha (PT-PA)

Paulo Paim (PT-RS)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Regina Sousa (PT-PI)

Reguffe (Sem partido-DF)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Romário (Podemos-RJ)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

 

ABSTENÇÃO:

Lúcia Vânia (PSB-GO)

 

AUSENTES:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Hélio José (PMDB-DF)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

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CSEC REALIZA EM MARINGÁ SEMINÁRIO PARA DISCUTIR SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO, DIA 19 DE AGOSTO

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O ditado popular diz: “Saúde em primeiro lugar”. Mas no ambiente de trabalho do mundo de hoje isso não é verdade. A saúde do trabalhador anda ameaçada num mundo onde competitividade está na frente de tudo, produtividade é exigência cotidiana e os empregos são constantemente ameaçados por conta disso.

O COLETIVO CSEC, preocupado com a saúde dos copelianos e demais eletricitários, vai realizar no dia 19 de agosto o Seminário “Saúde e Segurança no Trabalho”, começando as 8h30min, na Câmara Municipal de Maringá. A ideia é reunir no Seminário copelianos das várias áreas da empresa e de todas as regiões do Paraná e debater caminhos para melhorar as condições de trabalho.

Para aprofundar o conhecimento do tema o Seminário terá como palestrante convidado um dos mais reconhecidos pesquisadores e pensadores do tema no Brasil, o professor Giovanni Alves, da Unesp, livre-docente em teoria sociológica, pesquisador do CNPq, autor de 28 livros abordando o mundo do trabalho e a precarização da saúde do trabalhador no ambiente da globalização, o último deles, em 2016, “A Tragédia de Prometeu: A degradação da pessoa humana-que-trabalha na era do capitalismo manipulatório”, pela Projeto editorial Praxis.

No Seminário será também apresentado um relatório da pesquisa “O Trabalho do eletricitário”, realizada entre março e abril deste ano, através de questionário virtual, que colheu informações dos copelianos sobre as condições de trabalho e de vida. A proposta do Seminário é aprofundar esse debate e definir caminhos para a atuação sindical junto à Copel no que diz respeito às condições de saúde e de segurança dos copelianos.

Todos os copelianos estão convidados. Os sindicatos do COLETIVO CSEC estarão organizando grupos de suas bases sindicais para participarem em Maringá. As inscrições para participação podem ser feitas junto ao STEEM – Sindicato dos Eletricitários de Maringá e Região, pelo telefone (44) 3263-1708 e telefone e WhatsApp (44)99973-4035.

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URGENTE: REFORMA TRABALHISTA DEVERÁ SER VOTADA HOJE NO SENADO

ChargeEstá prevista para ir à votação hoje, 11/07, em plenário no Senado Federal o Projeto de Lei da Câmara – PLC 38/17, que contém a Reforma Trabalhista destruidora de direitos conquistados em décadas de lutas pelos trabalhadores brasileiros e seu movimento sindical. Caso seja aprovada, a Reforma Trabalhista só dependerá da sanção presidencial para entrar em vigor. Se reprovado, o projeto será arquivado.

O governo tem maioria no Senado para aprovar a Reforma, apesar da aguda crise política e moral que atinge Michel Temer e seu ministério. Isso não tem afetado as votações da reforma trabalhista, assim como não afetou a votação da lei que estabeleceu as terceirizações irrestritas, porque por trás dessas votações está o interesse do empresariado industrial, comercial e rural, que controla a maioria dos deputados e senadores.

Ontem, 10/07, o clima era de indignação na Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde senadores contrários à Reforma Trabalhista se pronunciavam apontando o absurdo de se votar uma reforma pretendida por um governo que, na mesma semana, terá seu destino em votação na Câmara dos Deputados, que vota se autoriza prosseguir-se a denúncia do Ministério Público contra Michel Temer por crime de corrupção passiva. O Senador Paulo Paim, cujo relato aprovado na Comissão de Assuntos Sociais reprovou a Reforma, disse que em seus 32 anos no parlamento jamais viu tanta maldade contra os trabalhadores e o povo brasileiro e pediu a seus pares que não se acovardem e reprovem a Reforma.

A própria Organização Internacional do Trabalho – OIT, agência da ONU, condenou a Reforma Trabalhista proposta por Temer, por ferir as convenções de número 98 (negociação coletiva), 151 (negociação coletiva para servidores públicos), 154 (promoção da negociação coletiva) e 155 (segurança e saúde dos trabalhadores), da OIT, das quais o Brasil assinou e tem obrigação de respeitar. Para a OIT a Reforma está sendo encaminhada sem ouvir os apelos dos interlocutores sociais envolvidos, excluindo os representantes dos trabalhadores.

Em várias capitais e cidades do país o movimento sindical e os movimentos sociais acompanharão a votação em protesto e vigília.

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FUNDAÇÃO COPEL EXPLICA AOS SINDICATOS INTENÇÃO DE NOVO PLANO PREVIDENCIÁRIO

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Uma reunião entre os sindicatos que representam os copelianos e representantes da Fundação Copel aconteceu dia 05/07 em Curitiba, em função de preocupações com a possibilidade de haver inclusão da carteira de participantes da ParanáPrevidência na Fundação Copel, bem como possíveis mudanças no estatuto e em modalidades de planos da Fundação. Representando a Fundação Copel estiveram na reunião o Presidente Lindolfo Zimmer, o Diretor Financeiro José Carlos Lakoski e a Diretora de Administração e Seguridade, Cláudia Cristina Cardoso de Lima, além de membros do corpo técnico da Fundação.

 

Os representantes da Fundação Copel informaram não haver qualquer estudo visando a inclusão da carteira da ParanáPrevidência na Fundação Copel. Segundo eles há, inclusive, impossibilidade jurídica de se fazer tal inclusão, à medida em que a Paranaprevidência opera em regime próprio para servidores públicos, nas modalidades praticadas pela União, estados e municípios, enquanto a Fundação Copel funciona em regime de previdência complementar.

Já em relação a instituir-se novas modalidades de planos e realizar mudanças estatutárias para isso, os representantes da Fundação informaram haver, sim, uma proposta em estudo para ofertar um novo produto, na modalidade de “plano instituído”. A intenção é a Fundação abrir um plano para Convênios de Adesão de novos participantes na Fundação, não vinculados a Copel como patrocinadora. Este novo plano seria ofertado através de “instituidoras”, à parte do plano de previdência da patrocinadora, conforme a legislação preconiza.

Os representantes da Fundação Copel argumentam que existe necessidade de oferecer novos serviços, pela tendência de diminuição dos funcionários próprios da Copel, que pode afetar a arrecadação e a sustentabilidade da Fundação. Com a tendência de ampliação do mercado de planos de previdência, em função da insegurança quanto ao futuro das aposentadorias custeadas pela Previdência Social, argumentam que ofertar a modalidade de plano instituído seria uma boa alternativa, porque a Fundação tem boa estrutura e moral para competir nesse mercado.

Segundo as informações prestadas aos sindicatos, não haveria nenhum risco para a previdência dos copelianos, nem para o plano de saúde, uma vez que estes benefícios permaneceriam separados administrativamente do novo plano. Nesse novo plano, feito para adesão de outros grupos, os recursos aportados e rendimentos obtidos seriam exclusivamente do indivíduo participante, que poderá resgatar todo o investimento assim que queira, e aportar ou gastar tanto quanto ache necessário.

SINDICATOS QUEREM TRANSPARÊNCIA E SEGURANÇA PARA OS COPELIANOS

Na opinião dos sindicatos, é fundamental que mudanças estatutárias e a implantação de novos planos na Fundação sejam propostos e encaminhados com transparência para o conhecimento amplo dos participantes e tomada de posição consistente e democrática pelo Conselho Deliberativo da Fundação.

Os sindicatos cobraram que a abertura da Fundação para novos mercados se faça se houver concordância dos trabalhadores copelianos, sem atitudes de gabinete. Registram que a reunião do dia 05, por exemplo, só ocorreu após boatos sobre mudanças aguçarem a curiosidade e despertarem temor entre os trabalhadores. Foi a pressão pelas redes sociais e a ação dos sindicatos que levou a Fundação Copel a se explicar perante as entidades que efetivamente representam os trabalhadores.

Os sindicatos temem que abrir muito a Fundação para novos participantes (segundo a Fundação, almejam algo em torno de 100 mil pessoas) possa trazer capital, mas também o controle privado e a dependência externa. Por isso consideram importante que as novas participações sejam implantadas de forma controlada e administrável.

Para as entidades sindicais, as mudanças estatutárias devem garantir proteção e independência contra qualquer tentativa de controle sobre a gestão da Fundação por grupos privados que venham a aderir ao Plano. Também cobram formas dos copelianos acompanharem a contabilidade advinda desse novo plano, conhecendo a situação de gestão da Fundação.

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REUNIÕES DIAS 20 E 21 TRATARAM DA PLR/17 E DA NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL

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Os sindicatos que representam os copelianos e a Comissão de Negociação da empresa estiveram reunidos dias 20 e 21/06, tratando da PLR 2017 e realizando a negociação quadrimestral de assuntos de interesse dos trabalhadores.

O teor dessa negociação e as conclusões pode ser conferido por todos nas atas, cuja cópia reproduzimos ao final da matéria. A ideia de lavrar uma ata no próprio correr da negociação foi um pedido dos copelianos, defendido pelos sindicatos na reunião e acatado pelos representantes da empresa.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC querem também comentar aqui o ambiente da negociação de modo geral, para melhor compreensão dos copelianos, pois as atas não contém estas informações.

PLR 17/18:

Duas coisas preocupam os sindicatos:

A primeira delas é que as metas sejam possíveis de serem atingidas e não fiquem sujeitas a mudanças bruscas de mercado ou oscilações das condições de investimento da empresa. Só assim o esforço dos copelianos não será destruído por circunstâncias imprevisíveis.

A segunda é que se ampliem as possibilidades de crescimento da PLR a ser distribuídas aos empregados, para além dos limites atuais, que impedem na prática que se atinja os 25% dos dividendos distribuídos aos acionistas, limite previsto legalmente. É claro que isso não pode ficar também sujeito ao humor dos governantes que aumentam ou diminuem o repasse aos acionistas, conforme dá na telha. O que os sindicatos defendem é uma possibilidade segura de crescer o montante para os trabalhadores.

As pressões do CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, que exigem sempre crescimento nas metas em relação ao ano anterior, e da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, ameaçando suspender a concessão caso a Copel não diminua seus custos, são fatores que limitam as posições da empresa. Os sindicatos estão pressionando para que a vontade dos dirigentes da Copel não fiquem atadas e intimidadas, possibilitando avanços nas negociações.

NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL:

As negociações quadrimestrais são previstas em Acordo Coletivo, para tratar de assuntos diversos de interesse dos copelianos, muitos deles exigindo acompanhamento do que se passa nos locais de trabalho.

Nesta reunião, foram tratados os seguintes temas:

  1. Locação de Frotas
  2. Política Salarial e pesquisa salarial
  3. Liberação de Dirigentes Sindicais-remuneração
  4. Sistema otimizador
  5. Sobreaviso e reflexo DSR
  6. Sobreaviso
  7. Fundação COPEL (parcelamento em tratamento odontológico)
  8. Fundação COPEL (taxas de empréstimos)
  9. Fundação COPEL (Comunicação)
  10. Punição de empregado multados no trânsito
  11. Convênios bancários (empréstimos consignados/ tarifas de manutenção de contas)

O que o COLETIVO CSEC observa sobre assuntos como o sistema otimizador, o sobreaviso, multas de trânsito e as situações relacionadas com a Fundação Copel é que falta para a empresa uma preocupação com a vida real dos copelianos nos vários pontos do Paraná. Demorou muito até que a empresa admitisse, por exemplo, que na prática muitas vezes o Sistema Otimizador estava piorando a dinâmica de trabalho, até que finalmente atentassem para a vida real.

No que diz respeito ao sobreaviso, coisa parecida acontece: enquanto os responsáveis pela gestão de RH falam em uma situação ideal, onde só acionariam quem estivesse de sobreaviso, na prática acontece coisa diferente.

Do mesmo modo, quando a Fundação Copel deixa de possibilitar tratamento odontológico parcelado, a Copel demora a perceber que na vida real muitos empregados vão enfrentar dificuldades para custeá-los em uma só vez. E providências simples como favorecer convênios prevendo parcelamentos deixam de ser providenciados.

A única forma de fazer o que acontece na Copel real ser levado em conta é insistindo nisso a cada negociação. O COLETIVO CSEC vai seguir firme em seu papel de organizar e apresentar as dificuldades vividas pelos copelianos e lutar por benefícios que reconheçam o papel dos trabalhadores.

CONFIRA ABAIXO AS ATAS DAS REUNIÕES DOS DIAS 20 E 21/06:

 

ATA DA REUNIÃO DA PLR:

ata plr 1ata plr 2ata plr 3

 

ATA DA NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL:

ata quad 1ata quad 2ata quad 3

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