ATO DE REPÚDIO HOJE, NA ALEP, A PARTIR DAS 10 HORAS

ato

Os defensores do projeto que dá ao governo Ratinho Jr. autorização para privatizações no Paraná não conseguiram votá-lo ontem na Assembleia Legislativa – Alep, como queriam. Mas o projeto vai à votação hoje e por isso sindicatos e movimentos que defendem o patrimônio público paranaense estarão realizando manifestação de repúdio, a partir das 10h, no plenário da Alep.

Copelianos e saneparianos de Curitiba estão convidados a participar, defendendo o direito da população a um debate decente antes de qualquer medida privatizante, pois nosso patrimônio público não é joguete do interesse de governos temporários.

O ato começa às 10 horas e vai se prolongar pelo período da votação, tentando evitar a aprovação desse “projeto carta branca”. Se você está em Curitiba, venha somar!!

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URGENTE: PROJETO QUE AUTORIZA PRIVATIZAÇÕES PODERÁ VOTADO AINDA HOJE

charge 5Os sindicatos foram informados, há pouco, de uma mudança na agenda de votação da Assembleia Legislativa – Alep, que coloca em votação em plenário, hoje, o projeto de lei enviado pela governadora Cida Borghetti no último dia 11, visando facilitar a privatização das empresas públicas paranaenses, bem como estabelecimento de Parcerias público-privadas, que comprometem o patrimônio público do Paraná.

O projeto foi colocado em tramitação em regime de urgência e já está aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. A maioria governista quer aprová-lo ainda hoje na Comissão de Finanças e em primeira e segunda votação, em plenário. A votação em plenário estava prevista para amanhã, terça, 18/12. Mas foi adiantado às pressas, de modo a evitar uma discussão pela sociedade e mesmo na Alep.

Conforme já informamos na sexta, esse projeto foi encaminhado a pedido do governador eleito, Ratinho Jr, e redigido por sua equipe de transição, segundo divulgado oficialmente pelo Palácio Iguaçu. Como a próxima legislatura de deputados tem renovação de mais da metade dos cargos ocupados, estão considerando mais cômodo e fácil tramitar agora, sem que a população sequer seja informada dos riscos.

O deputado Tadeu Veneri declarou ao jornal Folha de Londrina, na edição de hoje, 17/12, que “o projeto é tão absurdo que permite que, por exemplo, Copel e Sanepar contratem Parcerias Público-Privadas sem o conhecimento do Estado e diz que o Tribunal de Contas não pode fiscalizar e dar parecer contrário penalizando os gestores”.

É muito diferente o interesse político dos governantes de ocasião, bem como o interesse dos investidores privados, do que podemos chamar de interesse social e interesse público. Bilhões arrecadados com a privatização podem facilmente ir para um ralo indistinto, sem que a sociedade seja beneficiada.

O fato é que os paranaenses merecem saber o que pretendem fazer com a joia da coroa, porque ela não é propriedade de um ou outro governo. É bem público.

Os sindicatos que representam os copelianos estão se mobilizando nesse momento para evitar a aprovação goela-abaixo desse projeto que consideram uma “carta branca” ao futuro governo para dispor sobre um patrimônio que é dos paranaenses.

Manteremos todos informados.

Vejam nos links abaixo a matéria da Folha de Londrina e também nossa matéria de sexta-feira sobre esse projeto:

Matéria da Folha de Londrina

Matéria de sexta do blog COLETIVO

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COPEL: QUEM VAI CUIDAR DA JOIA DA COROA?

coroaNa linguagem do universo político, pode-se dizer que a Copel é a “joia da coroa”, em referência aos interesses que desperta.

Não é para menos. Trata-se da maior empresa paranaense. Na geração de energia é destaque por seu parque gerador próprio. Na distribuição, avança atendendo mais de 70 mil novas ligações/ano e cobre quase 100% dos domicílios urbanos e 90% dos domicílios rurais.

A Copel controla um sistema ótico de telecomunicações – a mais veloz tecnologia de transmissão de dados – que abrange todas as cidades do Paraná. Atualmente, 80 municípios dispõem de conexão à internet banda larga provida pela Copel Telecom por essa rede. Como o Paraná tem 399 municípios, só no estado o potencial desse mercado de internet é imenso. Como a transmissão de dados e a internet movimentam muitos outros negócios, o interesse pela Telecom se multiplica.

Além de estrutura de produção, a Copel gera lucros significativos. Nos últimos cinco anos, com exceção de 2016, todos os demais anos o lucro líquido ficou acima de R$ 1 bilhão e 100 milhões de reais. O cenário futuro é de crescimento dessa margem, já que novas usinas passam a operar, deixando de significar gastos para gerar dividendos.

A Copel está no centro das atenções.

Não é por acaso que o governador eleito Ratinho Jr. escolheu como presidente da Companhia Daniel Pimentel Slaviero, ex diretor executivo da Rede Massa, uma das principais afiliadas do SBT, propriedade do apresentador Carlos Roberto Massa – o Ratinho, pai do futuro governador.

Trata-se de um nome “da casa”, com trânsito no mundo do poder e da política. Da família Pimentel, Daniel Pimentel Slaviero é neto do ex-governador Paulo Pimentel e irmão do vice-prefeito da Capital paranaense, Eduardo Pimentel Slaviero. A Copel é tão importante que o irmão Eduardo abriu mão do posto de Secretário Municipal de Obras para que Daniel pudesse ocupar a Presidência da Copel sem que houvesse enquadramento na Lei das Estatais como nepotismo.

Para a Diretoria Financeira, Adriano Rudek de Moura foi indicado pelo futuro governador para permanecer no cargo que atualmente já ocupa. Como ele mesmo se definiu perante os sindicatos no processo de negociação, é uma pessoa com experiência na iniciativa privada. Sua preocupação é colocar a empresa bem posicionada segundo a lógica de mercado.

Para a Copel Telecom o escolhido foi o engenheiro, administrador e executivo de marketing Wendell Alexandre Paes de Andrade de Oliveira, ex-CEO da GE Power Conversion.

Wendell Oliveira foi apresentado pelo site Baguete, especializado em informações ao mundo corporativo, como um executivo “100% de iniciativa privada”, que assume este posto não por acaso, mas “em um momento em que o novo governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), fala abertamente em privatizar a Copel Telecom.”

De fato, no final de novembro, em visita a investidores em Nova York, o governador eleito sinalizou intenção de privatizar a Copel Telecom e a Compagaz. Em entrevista, disse que trataria do assunto “em momento oportuno”. Interessados não faltam. A TIM, em fevereiro deste ano, deixou escapar sua preparação e intenção para adquirir a Copel Telecom.

O mais novo ato do futuro governo no sentido privatizante foi protagonizado pelo atual governo, que enviou para a Assembleia Legislativa, na última terça, 11/12, um projeto que dá ao governo autorização para conduzir privatizações e parcerias com a iniciativa privada, sem dar satisfações aos deputados ao Tribunal de Contas. E outras palavras, é o “projeto carta branca”, que querem votar às pressas na próxima terça, 18.

Percebe-se que o governador eleito, ao falar em “momento oportuno” para anunciar suas intenções privatizantes, não se refere a debater abertamente e com transparência esses assuntos, mas em posicionar as peças e as regras no jogo de xadrez de modo a facilitar sua vida.

É muito diferente o interesse político dos governantes de ocasião, bem como o interesse dos investidores privados, do que podemos chamar de interesse social e interesse público.

Bilhões arrecadados com a privatização podem facilmente ir para um ralo indistinto, sem que a sociedade seja beneficiada.

Outros bilhões que venham a ser gerados de lucros para os futuros controladores privados pouco podem significar em termos de benefícios, custos menores ou serviços melhores para a população.

O fato é que os paranaenses merecem saber o que pretendem fazer com a joia da coroa, porque ela não é propriedade de um ou outro governo. É bem público.

Os copelianos e copelianas, que historicamente dão seu melhor para a Companhia, também merecem saber. E precisam cobrar transparência, junto com seus sindicatos.

Essa é a opinião do COLETIVO CSEC!

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PROJETO ENVIADO ÀS PRESSAS, A PEDIDO DE RATINHO JR., PÕE EM RISCO A COPEL PÚBLICA

ratinhoNos últimos dias de seu mandato, a governadora Cida Borghetti encaminhou para a Assembleia Legislativa, dia 11 de dezembro, um projeto de lei visando facilitar as privatizações e parcerias públicas com o setor privado no Paraná.

O projeto foi encaminhado a pedido do governador eleito, Ratinho Jr, e redigido por sua equipe de transição, segundo divulgado oficialmente pelo Palácio Iguaçu. Ao que tudo indica, a tentativa será aprovar o projeto às pressas, ainda no atual mandato dos deputados da Assembleia Legislativa. Como a próxima legislatura de deputados tem renovação de mais da metade dos cargos ocupados, estão considerando mais cômodo e fácil tramitar agora.

Diz o artigo 1º do projeto enviado que “o Programa de Parcerias do Paraná – PAR é destinado a implementar, no âmbito da administração executiva direta e indireta estadual, medidas de desestatização e de parcerias com a iniciativa privada, com vistas a proporcionar a racionalização dos ativos públicos e a ampliação da eficiência e da qualidade dos ativos públicos e dos serviços estatais e a atração de investimentos para o desenvolvimento do Estado do Paraná”.

O problema é o que, por trás das palavras pomposas, poderá resultar para o futuro dos paranaenses.  O projeto dá ao próximo governo carta branca para privatizar, colocando em risco o futuro das estatais, em especial a Copel, principal empresa pública paranense, premiada como uma das mais eficientes na prestação de serviços de todo setor elétrico brasileiro.

PROJETO PODE SER VOTADO NA PROXIMA TERÇA, 18/12

Na prática, o projeto irá tramitar sem que a opinião pública tenha informações sobre o que se pretende privatizar; sem saber se haverá prejuízos ao patrimônio público; se os investimentos que pretendem atrair serão bons para a população ou só para os poderosos grupos privados.

O projeto tramita em regime de urgência na Alep. Terá que passar primeiro pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças, antes de ir à votação em plenário. Mas tudo poderá ser muito rápido. A intenção será aprovar nas comissões na segunda-feira e na terça, dia 18, submeter ao plenário. Com tramitação assim e em período de final de ano, não haverá condições da população informar-se e formar posição em relação a esse projeto polêmico.

O deputado Tadeu Veneri (PT), do atual bloco de oposição, pediu vistas do projeto na Comissão de Finanças, visando tempo para um mínimo de debate e informação da população sobre ele. O deputado considera que o projeto deveria ser integralmente derrotado, porque pode gerar um desmonte do estado, à medida em que permite privatizar os setores de transporte, energia, gás e saneamento, através de concessões e parcerias público-privadas, sem discussão com a sociedade e autorização prévia da assembleia legislativa.

Para Veneri, “o projeto atropela os prazos estabelecidos em lei federal para tramitação de projetos de parceria público-privadas e é uma aberração constitucional. Nem o Tribunal de Contas do Estado poderá fiscalizar a realização desses projetos de parceria. Suas prerrogativas estão sendo eliminadas”, alerta.

O COLETIVO CSEC é contra as privatizações, ainda mais quando feitas sem debate. As privatizações em curso no setor elétrico estão transferindo para poderosos grupos privados o controle acionário de subsidiárias da Eletrobras a preço irrisório em relação ao valor patrimonial. São bom negócio para investidores privados. Na prática significam um sumidouro do patrimônio do setor elétrico brasileiro. É isso que se pretende também no Paraná?

Os sindicatos acompanharão a tramitação do projeto na Assembleia Legislativa e farão esforço para que não seja votado sem o debate público que deveria acompanhar um assunto tão delicado.

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PROTEJA SEUS DIREITOS; PROTEJA SEU SINDICATO!

sindicato 2Nas negociações do ACT 18/19, a primeira proposta salarial apresentada pela Copel, no dia 13 de setembro, foi de abono de 0,25 da remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27. A proposta inicial corrigia o Auxílio alimentação e o vale-lanche por menos do que o INPC e previa o fim da 13ª parcela do auxílio-alimentação sem abono compensatório.

Já pensou quanto cada copelianos perderia se a proposta ficasse assim?

A proposta inicial foi rejeitada em mesa pelos sindicatos. Só depois de muita insistência das entidades sindicais e da resistência dos copelianos, conseguimos que chegasse onde chegou: 0,6 da remuneração fixa, mais o valor de R$ 4.702, e também o abono linear extra de R$ 860,00 como compensação pela mudança de pagamento do 13º Auxílio-alimentação.

Sem sindicatos, quanto cada um teria perdido?

Não caíram do céu benefícios conquistados em negociações no correr dos anos, como o Auxílio-creche e agora também Auxílio-babá; Adicional de férias; Auxílio-educação; Vale-lanche; Antecipação de 13º salário; Remuneração de horas-extras além do previsto em legislação; Auxílio a pessoas com deficiência; Assistência jurídica aos empregados por situações em serviço; Abono de férias; Direito de fracionamento de férias em até três períodos, a quem desejar, etc. Foram conquistas negociadas pelos sindicatos. Sem eles, não existiriam!

As atividades sindicais têm gastos. São despesas com a realização das negociações (viagens, hospedagem, alimentação), informações aos trabalhadores, assistência jurídica e defesa de direitos quando são ameaçados pela empregadora ou por medidas governamentais. A lista é grande.

Em anos anteriores, a empresa incluía na proposta negociada no ACT o pagamento de um valor equivalente a dois dias de trabalho de cada empregado em favor dos sindicatos. Nessa situação, os sindicatos não descontavam nenhum valor dos copelianos como Contribuição Assistencial. Esse ano isso não entrou na proposta. Por essa razão os sindicatos estarão descontando a Contribuição Assistencial equivalente a um dia de trabalho de cada empregado.

Essa arrecadação vinda de um dia de trabalho de cada um é vital para manter os sindicatos. Já será metade da arrecadação de anos anteriores. Sem ela não há sobrevivência das atividades sindicais.

A Contribuição Sindical será cobrada de associados e de não associados, já que o benefício das negociações realizadas pelas entidades sindicais se estendem à todos.

Há entendimentos no judiciário e no Ministério Público do Trabalho de que só tenha direito aos benefícios oriundos de negociações sindicais o trabalhador que contribuir com as atividades sindicais. Por isso aprovamos esse desconto em assembleias e não será acatado nenhum pedido para que não seja efetuado.

Os sindicatos fazem um apelo à consciência de cada um, em favor da Contribuição Assistencial. Não contribuir significa desvalorizar os sindicatos e deixar de reconhecer sua importância. Mas no futuro pode significar perder muito mais que isso. Basta pensar o quanto já se teria perdido esse ano, sem sindicatos negociando.

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MAIORIA DECIDE PELO FECHAMENTO DO ACT 18/19

Apur 1

Imagens da apuração e dos resultados

Apur 2resultadoOlá copelianos e copelianas

Como todos puderam acompanhar em nossa transmissão da apuração dos resultados das assembleias, dia 14/11, a maioria decidiu pela aprovação da ultima proposta resultante das negociações do ACT 18/19, apresentada pela Copel dia 31 de outubro.

O resultado foi o seguinte:

– 3.828 copelianos e copelianas participaram das assembleias realizadas em todo estado.

– 2.840 votaram SIM, favoráveis à proposta: 64,79%.

– 1.238 votaram NÃO, rejeitando a proposta: 32,34%.

– 2 votos brancos; – 4 votos nulos; – 104 abstenções.

Com essa decisão, a proposta está aprovada. Os sindicatos já comunicaram oficialmente a Copel do resultado, no próprio dia 14. A assinatura do ACT acontecerá na semana que vem, em data que informaremos assim que for confirmada.

Os valores referentes ao reajuste salarial, ao abono e aos demais benefícios serão pagos na folha de novembro/18, dia 25/11, com as diferenças retroativas a outubro.

As diferenças do reajuste do vale alimentação, bem como do 13º auxílio-alimentação, que será incorprado no vale alimentação, ocorrerão no próximo pagamento do vale, em 13 de dezembro de 2018.

UM BALANÇO INICIAL DO ACT 18/19:

Os sindicatos farão avaliação detalhada da negociação e desse ACT nos próximos dias. Mas alguns pontos dessa avaliação já é possível adiantar:

– A proposta não foi boa o suficiente para cobrir a expectativa dos trabalhadores, em especial porque entendem que estão sendo cobrados por um constante aumento de produtividade do trabalho, e estão correspondendo.

– A proposta a que chegou a Copel, no entanto, não ofereceu aumento salarial real e o abono cresceu pouco em relação ao ano anterior, considerado um período bem inferior ao período desse ano em termos de resultados da empresa. Ou seja, os resultados econômico-financeiros melhoraram, mas a proposta da Copel não.

– Não por acaso, 32,34%, uma quantidade significativa de empregados, continuou votando NÃO.

– Se considerado o cenário nacional de negociações, pelo acompanhamento que o DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos realiza, o Acordo negociado com a Copel está entre os melhores, porque repõe perdas inflacionárias no salário e nos benefícios, e também contempla um abono significativo, que representa ganho salarial, embora não seja incorporado aos salários.

– É importante registrar que os negociadores e diretores da Copel estão cada vez mais relutantes em relação ao valor do abono. Foi difícil chegarem a essa proposta, o que só aconteceu depois de muito esforço e resistência dos sindicatos e de tomarem pé do descontentamento dos copelianos.

– O que essa negociação mostrou é que os dirigentes da empresa acham que estão fazendo uma proposta muito boa, considerando a pressão por diminuição dos gastos com pessoal que sofrem da agência controladora de concessões.

– Em resumo: podemos prever um futuro de negociações difíceis. Por um lado produzimos mais e merecemos mais. Por outro, os controladores acham que estamos ganhando acima do mercado. E a Copel, na prática, evoluiu  pouco no atendimento do anseio dos empregados.

– Foi muito positivo ter havido a rejeição da primeira proposta. Tanto porque houve uma evolução quanto porque os dirigentes da empresa tiveram um termômetro da opinião real dos empregados. Essa resistência é fundamental para as negociações futuras.

– Como o quadro jurídico atual é muito difícil aos trabalhadores. Depois da reforma trabalhista, em caso de dissídio, legalmente já nem temos mais garantidos os direitos e benefícios conquistados em negociações anteriores, fechar o ACT agora foi uma decisão madura da categoria. Mas não uma decisão conformada.

VAMOS PROTEGER NOSSOS DIREITOS E NOSSA ORGANIZAÇÃO!

Conforme já informado e aprovado em assembleias sindicais, as entidades sindicais cobrarão de todos os empregados da Copel, como Contribuição Assistencial, o equivalente a um dia de trabalho de cada um.

Essa contribuição cobre custos de mobilização, divulgação, deslocamentos e atividades de negociação e defesa dos direitos dos trabalhadores, bem como de luta por reconhecimento por seu desempenho, PLR e por boas condições de trabalho.

Este ano a Copel não incluiu em sua proposta o repasse de valor equivalente a dois dias de trabalho aos sindicatos, como em anos anteriores. O custeio da representação dos trabalhadores terá que ser feito por eles. E será fundamental para nossa luta e negociações futuras, como podemos perceber pelas tendências atuais do setor energético e do próprio país.

O desconto de um dia será feito tanto de associados quanto de não associados, já que as entidades sindicais representam todos. Algumas decisões jurídicas recentes indicam que caso trabalhadores não contribuam com os sindicatos, poderão não ser considerados representados e não estarem inclusos nos benefícios e proteções negociados em Acordos Coletivos de Trabalho.

 

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APURAÇÃO DO RESULTADO DAS ASSEMBLEIAS SERÁ TRANSMITIDA AO VIVO

ApuraçãoBom dia, copelianos e copelianas

Daqui a pouco, a partir das 9:00h, desta quarta, 14/11, serão apuradas as votações realizadas nas assembleias sindicais que a avaliaram a segunda proposta a que chegou a empresa nas negociações para o ACT 18/19.

A apuração, que acontece no Km 3 da Copel, em Curitiba, terá transmissão ao vivo pela página do COLETIVO no Facebook https://www.facebook.com/Coletivocopel.

As urnas com os votos coletados em todas as assembleias sindicais são apuradas em conjunto.  Cada urna tem seu mapa de urna e lista de presenças verificados. Os votos são contados para verificar se estão de acordo com a quantidade de votantes, sem separá-los em “sim” e “não”, e depositados em uma única caixa. Após todas as urnas serem conferidas, os votos são apurados e sai o resultado final.

ACOMPANHEM!!

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