MAIORIA DECIDE PELO FECHAMENTO DO ACT 18/19

Apur 1

Imagens da apuração e dos resultados

Apur 2resultadoOlá copelianos e copelianas

Como todos puderam acompanhar em nossa transmissão da apuração dos resultados das assembleias, dia 14/11, a maioria decidiu pela aprovação da ultima proposta resultante das negociações do ACT 18/19, apresentada pela Copel dia 31 de outubro.

O resultado foi o seguinte:

– 3.828 copelianos e copelianas participaram das assembleias realizadas em todo estado.

– 2.840 votaram SIM, favoráveis à proposta: 64,79%.

– 1.238 votaram NÃO, rejeitando a proposta: 32,34%.

– 2 votos brancos; – 4 votos nulos; – 104 abstenções.

Com essa decisão, a proposta está aprovada. Os sindicatos já comunicaram oficialmente a Copel do resultado, no próprio dia 14. A assinatura do ACT acontecerá na semana que vem, em data que informaremos assim que for confirmada.

Os valores referentes ao reajuste salarial, ao abono e aos demais benefícios serão pagos na folha de novembro/18, dia 25/11, com as diferenças retroativas a outubro.

As diferenças do reajuste do vale alimentação, bem como do 13º auxílio-alimentação, que será incorprado no vale alimentação, ocorrerão no próximo pagamento do vale, em 13 de dezembro de 2018.

UM BALANÇO INICIAL DO ACT 18/19:

Os sindicatos farão avaliação detalhada da negociação e desse ACT nos próximos dias. Mas alguns pontos dessa avaliação já é possível adiantar:

– A proposta não foi boa o suficiente para cobrir a expectativa dos trabalhadores, em especial porque entendem que estão sendo cobrados por um constante aumento de produtividade do trabalho, e estão correspondendo.

– A proposta a que chegou a Copel, no entanto, não ofereceu aumento salarial real e o abono cresceu pouco em relação ao ano anterior, considerado um período bem inferior ao período desse ano em termos de resultados da empresa. Ou seja, os resultados econômico-financeiros melhoraram, mas a proposta da Copel não.

– Não por acaso, 32,34%, uma quantidade significativa de empregados, continuou votando NÃO.

– Se considerado o cenário nacional de negociações, pelo acompanhamento que o DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos realiza, o Acordo negociado com a Copel está entre os melhores, porque repõe perdas inflacionárias no salário e nos benefícios, e também contempla um abono significativo, que representa ganho salarial, embora não seja incorporado aos salários.

– É importante registrar que os negociadores e diretores da Copel estão cada vez mais relutantes em relação ao valor do abono. Foi difícil chegarem a essa proposta, o que só aconteceu depois de muito esforço e resistência dos sindicatos e de tomarem pé do descontentamento dos copelianos.

– O que essa negociação mostrou é que os dirigentes da empresa acham que estão fazendo uma proposta muito boa, considerando a pressão por diminuição dos gastos com pessoal que sofrem da agência controladora de concessões.

– Em resumo: podemos prever um futuro de negociações difíceis. Por um lado produzimos mais e merecemos mais. Por outro, os controladores acham que estamos ganhando acima do mercado. E a Copel, na prática, evoluiu  pouco no atendimento do anseio dos empregados.

– Foi muito positivo ter havido a rejeição da primeira proposta. Tanto porque houve uma evolução quanto porque os dirigentes da empresa tiveram um termômetro da opinião real dos empregados. Essa resistência é fundamental para as negociações futuras.

– Como o quadro jurídico atual é muito difícil aos trabalhadores. Depois da reforma trabalhista, em caso de dissídio, legalmente já nem temos mais garantidos os direitos e benefícios conquistados em negociações anteriores, fechar o ACT agora foi uma decisão madura da categoria. Mas não uma decisão conformada.

VAMOS PROTEGER NOSSOS DIREITOS E NOSSA ORGANIZAÇÃO!

Conforme já informado e aprovado em assembleias sindicais, as entidades sindicais cobrarão de todos os empregados da Copel, como Contribuição Assistencial, o equivalente a um dia de trabalho de cada um.

Essa contribuição cobre custos de mobilização, divulgação, deslocamentos e atividades de negociação e defesa dos direitos dos trabalhadores, bem como de luta por reconhecimento por seu desempenho, PLR e por boas condições de trabalho.

Este ano a Copel não incluiu em sua proposta o repasse de valor equivalente a dois dias de trabalho aos sindicatos, como em anos anteriores. O custeio da representação dos trabalhadores terá que ser feito por eles. E será fundamental para nossa luta e negociações futuras, como podemos perceber pelas tendências atuais do setor energético e do próprio país.

O desconto de um dia será feito tanto de associados quanto de não associados, já que as entidades sindicais representam todos. Algumas decisões jurídicas recentes indicam que caso trabalhadores não contribuam com os sindicatos, poderão não ser considerados representados e não estarem inclusos nos benefícios e proteções negociados em Acordos Coletivos de Trabalho.

 

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