PROPOSTA DA COPEL TEM MUDANÇAS E SERÁ AGORA AVALIADA NAS ASSEMBLEIAS

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Rodadas de negociação chegaram a mudança na proposta da Copel, com a presença, na mesa, ao centro, do Diretor  Rudek de Moura 

Depois da Copel apresentar, ao final da tarde de ontem, 03/10, modificações em sua proposta salarial e remuneratória inicial, as negociações foram retomadas na manhã desta quinta, 04/10, com os sindicatos considerando-a ainda inaceitável.

Com a insistência sindical a proposta evoluiu no período da manhã, mas não o suficiente. Como estavam esgotadas as possibilidades diante da Comissão de Negociação, os sindicatos solicitaram a presença nas negociações, no período da tarde, da Diretoria, visando tratar com ela diretamente.

Com a presença do diretor financeiro Adriano Rudek de Moura no período da tarde, os sindicatos alertaram para a insuficiência da proposta, sentida nitidamente junto aos copelianos. Lembraram que em momentos difíceis os copelianos encararam os sacrifícios, mas agora, em momento de recuperação, não dá para a empresa insistir nos sacrifícios.

O diretor Rudek de Moura defendeu o que chamou de olhar realista para o cenário da empresa, por haver riscos para ela, embora exista uma perspectiva otimista que deverá se evidenciar no segundo semestre de 2019. A responsabilidade, segundo o Diretor, é manter a Copel sustentável.

Ao final do debate, a Copel evoluiu na proposta, nos seguintes pontos:

– Abono salarial de 0,50 de uma remuneração básica, com correção do valor pelo INPC, mais o valor linear de R$ 4.522,94, também com correção pelo INPC.

– Piso de férias com correção pelo INPC pleno e parcelamento de férias para os empregados com mais de 50 anos, nos termos da legislação, bem como adequação das férias dos empregados que laboram por 4 horas, passando de 16 para 30 dias, com os reflexos financeiros correspondentes.

Somam-se a essas novidades, as propostas já apresentadas ontem:

– Reajuste salarial apenas pelo INPC (a empresa estima que o INPC acumulado de outubro/17 até setembro/18 fique em 3,64%. A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%);

– Auxílio Alimentação: correção pelo INPC;

– Vale Lanche: correção pelo INPC;

– 13o Auxílio Alimentação: a empresa não pagará mais o 13  auxílio alimentação. Foi negociada a incorporação do valor da 13a parcela em 12 vezes consecutivas a partir de outubro/2018. Essa incorporação é  uma forma de preservar os valores conquistados, diante da advertência do Ministério do Trabalho para a impossibilidade de mantê-la pela legislação do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT;

– Auxílio Educação reajustado pelo INPC. A empresa pretende, no período do ACT 18/19, alterar as normas do benefício.

MUDANÇAS DEPOIS DE MUITA INSISTÊNCIA

As mudanças na proposta surgiram após muito debate. Os sindicatos abriram o dia de relatando o sentimento, muito evidente, de descontentamento dos copelianos, com a proposta muito aquém do esperado. As entidades sindicais apresentaram uma avaliação em relação aos pontos onde entendiam ser fundamental haver avanços. Foram os seguintes pontos:

ABONO E REAJUSTE SALARIAL:

Em torno desse assunto prioritário, os sindicatos voltaram a bater na tecla da necessidade de recompensar os trabalhadores por sua produtividade cada vez mais exigida e pleitearam da empresa o pagamento dos dois steps a cada trabalhador, além do reajuste pelo INPC.

Colocaram essa alternativa e mais a necessidade um abono melhor do que o de 2017 como condição para uma proposta que pudesse ser aceita pela categoria. A Copel, então chegou a mudança na proposta, já apresentada no início desta matéria.

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO:

Os sindicatos voltaram a esse ponto defendendo a manutenção do 13º Auxílio ainda este ano, promovendo a incorporação da 13ª parcela às outras 12 apenas no próximo ano. O argumento sindical foi a favor de trabalhar junto ao Ministério do Trabalho para que entendesse esse período de adaptação.

A empresa argumentou que o ACT conta por 12 meses e que, desde que a 13ª parcela foi implantada, a empresa antecipa seu pagamento. Por isso, o período contado é o do acordo coletivo, e não o do ano de 2018.

Os sindicatos insistiram em torno do sentimento de perda dos copelianos, solicitando da empresa uma alternativa compensatória.

AUXÍLIO CRECHE:

Os sindicatos se posicionaram contra o congelamento dos valores desse benefício, e pela necessidade de melhorias no valor, que não sofre alterações há três anos. Defenderam como parâmetro mínimo seu reajuste pelo INPC, além de se mostrarem contrários ao intento da empresa de rever o benefício, em razão de ações judiciais que buscam estendê-lo aos pais.

Segundo os representantes da Copel, há uma constante vigilância sobre a empresa, da parte dos órgãos reguladores de suas atividades, questionando procedimentos que possam ampliar passivos trabalhistas, daí a orientação de mudar o Auxílio-Creche.

Depois do debate e da defesa dos sindicatos, a Copel concordou em manter o benefício como está para as mães copelianas com filhos nascidos até 31 de dezembro de 2018. Para as copelianas com filhos nascidos a partir de 1 de janeiro de 2019, o pagamento do benefício se dará mediante comprovação dos valores no efetivo uso dos recursos nas finalidades do benefício.

PISO DE FÉRIAS:

Os sindicatos lembraram que o piso de férias está congelado há anos e seria o momento de atualizá-lo. Argumentaram os muitos casos de copelianos e copelianas que não gozam os trinta dias de férias, pela necessidade de vender 10 dias. Um aumento no valor do piso contribui para o descanso merecido dos trabalhadores. A Copel apresentou, então, a proposta de reajustar o valor pelo INPC dos últimos 12 meses.

HORA DA AVALIAÇÃO E POSIÇÃO DAS ASSEMBLEIAS

A proposta a que chegou a Copel nas negociações será agora submetida a avaliação dos copelianos e copelianas nas assembleias sindicais.

Copelianos e sindicatos esperavam uma proposta melhor, em razão do cenário econômico-financeiro positivo da empresa, e suas boas perspectivas nos anos à frente. A Copel apresentou seus pontos e vista e chegou a essa posição.

A hora, agora, é de debatermos com os colegas e tomarmos nossa posição nas assembleias. A participação é fundamental para que a decisão seja fruto de debate e represente a vontade da maioria.

Vamos divulgar uma visão da negociação ponto-a-ponto, bem como a ata das negociações, para conhecimento detalhado dos copelianos.

O calendário das assembleias será divulgado pelas entidades sindicais, a partir da próxima semana. PARTICIPE!!

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13 respostas para PROPOSTA DA COPEL TEM MUDANÇAS E SERÁ AGORA AVALIADA NAS ASSEMBLEIAS

  1. A proposta de incorporação do 13º alimentação está sendo considerado apenas para o valor desse ano. Não há garantias se esse abono não será excluído em negociações futuras. A hora de garantir esse benefício é agora, colocando esse item como valor agregado e não como benefício separado com validade de apenas 1 ano. Devemos alterar o valor de R$1.104,23 para R$ 1196,25 e em cima dessa valor corrigir com INPC acumulado.

    • tecnicoadm2 disse:

      Inicialmente havia entendido que estava garantido para os próximos anos, porém agora lendo melhor aqui e o próprio NOTES da Copel, realmente me parece que está garantido apenas para o período outubro/2018 a setembro/2019 (vigência do ACT 2018/2019). Concordo que devemos brigar por esse valor ser incorporado definitivamente (ou seja, que o valor do vale-alimentação sofra então um “aumento” definitivo e ao longo dos próximo ACT’s continue garantido sendo reajustado pela inflação). É um risco aprovar dessa forma, pois nada garantirá que nos próximos anos continuará.

  2. sifoes disse:

    Por que não podemos mais compensar as horas extras ?
    Agora vai ser 1 x 1 e antes era 1 x 1,5 ou seja a gente fazia 1 hora extra e compensava 1,5. Não estamos perdendo ?

  3. Na verdade a retirada da compensação de horas extras realizadas previamente não é culpa da reforma trabalhista e sim dos próprios empregados que compensam e entram na justiça pedindo que as mesmas horas fossem também pagas, e pasmem, a justiça acabava acatando. Com isso, para diminuir o passivo trabalhista, a COPEL resolveu cortar do acordo coletivo esta possibilidade.

  4. sifoes disse:

    Ou seja, cada um só pensa em si e em tirar o maior proveito…. Os outros que se f****
    Que nem o caso de empregados que recebem periculosidade (30%) por decisão judicial mas não exercem nenhuma atividade de risco (entregam a CPE em branco).

  5. Maneco Sim disse:

    A dúvida é: No final deste ano não teremos o 13º do Vale Alimentação? Entendi que Não teremos…

    • tecnicoadm2 disse:

      Pelo que entendi, não teremos. Sendo aprovada a proposta, o valor será divido em 13 parcelas distribuídas de outubro/2018 a setembro/2019 (período de vigência do ACT 2018/2019).

  6. tecnicoadm2 disse:

    Coletivo, aguardamos as atas das negociações e minuta da proposta para analisarmos melhor e com maior transparência!!!

  7. quepateta disse:

    Podem disponibilizar toda a proposta. Agradeço.
    as demais clausulas permanecem.
    Isto quer dizer que foi a Coel agou ao sindicato que não conseguiu steps.
    Pro sindicato vale step somente?
    Ta manso este sindicato.
    Se pagou de nada mais adianta fazer. É dizer sim na primeira votação pois o sindicato está amansado,

  8. Fabio Neves disse:

    O 13º alimentação não deveria ser refente a jan até dez de 2018? não deveriam então dividir as parcelas do valor total dele por out, nov e dez, 3 meses?

  9. Vamos protelar a aprovação do acordo até a data de pgto do décimo terceiro.

  10. Oslaf Ekaf disse:

    #ESTENÃO

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