CONFIRA A NEGOCIAÇÃO PONTO-A-PONTO

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Nos dias 11, 12 e 13 de setembro, a Copel e os sindicatos que representam os copelianos estiveram reunidos negociando a pauta de reivindicações dos trabalhadores, visando o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19.

No dia 13 a Copel apresentou a proposta salarial e remuneratória. Os sindicatos consideraram a proposta ruim e muito abaixo das expectativas, e a rejeitaram em mesa de negociações. Isso quer dizer que discordam dela e não vão levá-la à apreciação dos trabalhadores em assembleias, enquanto não melhorar bastante.

No dia 26, próxima quarta-feira, as negociações serão retomadas.

Apresentamos aqui um relato detalhado sobre todos os pontos negociados até agora e como está a proposta da Copel em relação a cada um deles, para o conhecimento de todos.

É fundamental agora deixarmos claro que esta proposta NÃO NOS SATISFAZ!

Vamos comentar e espalhar: #assimnãodá

 

VEJA COMO A COPEL RESPONDEU CADA PONTO DAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES:

 CLÁUSULAS A SEREM MANTIDAS SEM ALTERAÇÕES

Em relação a esses itens, que tratam dos direitos já conquistados em acordos anteriores, a empresa concorda em manter a maioria, mas há restrições. É bom lembrar que com a reforma trabalhista caiu o direito a ultratividade, ou seja, nenhum direito anteriormente conquistado vale mais, a não ser que esteja confirmado no Acordo Coletivo.

CLÁUSULA PRIMEIRA – ABRANGÊNCIA DO ACT: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA SEGUNDA – DESCONTOS ESPECÍFICOS NO SALÁRIO DO EMPREGADO: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA TERCEIRA – DOS DESCONTOS DIVERSOS EM FAVOR DOS SINDICATOS: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA QUARTA – CRÉDITO DE SALÁRIOS: tendo em vista a lei da portabilidade, que permite ao empregado receber os seus proventos em qualquer instituição bancária, a cláusula se tornou desnecessária.

CLÁUSULA QUINTA – DATA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo o pagamento até o dia 25 de cada mês.

 CLÁUSULA SEXTA – VALOR LÍQUIDO MENSAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante no mínimo 30% da remuneração total bruta do mês.

 CLÁUSULA SÉTIMA – ANTECIPAÇÃO DO 13º SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, ficando garantida  a antecipação em janeiro de 50% da remuneração.

 CLÁUSULA OITAVA – REMUNERAÇÃO DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo remuneração com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal e  100% para as trabalhadas em domingos, feriados, e folgas para aqueles que cumprem expediente em regime de revezamento.

CLÁUSULA NONA – ADICIONAL NOTURNO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA – INSALUBRIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – ADICIONAL DE PENOSIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – ASSISTÊNCIA JURÍDICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante assistência jurídica na defesa de empregado, no exercício regular de suas funções/atividades.

 CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA – REDUÇÃO DE JORNADA E SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, deixando opcional a redução de carga horária de 8 para 6 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO QUADRO FUNCIONAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante que, em caso de alteração do controle acionário majoritário não haja dispensa de empregados sem justa causa pelo prazo de 05 anos.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – JORNADA SEMANAL LEGAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante a jornada semanal de 40 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – COMPENSAÇÃO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E DE SOBREAVISO, MEDIANTE ACORDO INDIVIDUAL: a Copel propôs alteração da cláusula já existente no ACT 17/18, com a extinção do parágrafo primeiro que garantia a possibilidade de compensação de horas extras e de sobreaviso já realizados. Alegou que a medida visava diminuir passivo trabalhista, ondes  ações relativas ao tema são recorrentes. Os sindicatos discordaram enfaticamente dessa proposta e também que isso gere passivos trabalhistas, desde que o que for acordado seja cumprido. O assunto continuará em debate.

 CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA – COMPENSAÇÃO DO EXPEDIENTE MEDIANTE FOLGA: a Copel vai manter a Cláusula que garante compensação de dias úteis com acréscimo de jornada em outros dias.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA – SISTEMA DE REGISTRO DE PONTO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA NONA – ADIANTAMENTO DE FÉRIAS: a Copel vai manter a Cláusula que assegura ao empregadoa concessão de adiantamento de férias de uma remuneração, para desconto em até 10 parcelas.

CLÁUSULA VIGÉSIMA – LICENÇA NOJO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DA AMPLIAÇÃO DA LICENÇA MATERNIDADE E PATERNIDADE: a Copel vai manter a Cláusula que amplia em mais 60 dias a licença maternidade legal de 120 dias.  

 CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – LICENÇA PARA TRABALHADORAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante licença remunerada de 10 dias.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – REUNIÕES QUADRIMESTRAIS: a Copel vai manter a Cláusula. Os sindicatos consideram as negociações quadrimestrais fundamentais para um acompanhamento de efeitos de ações administrativas que interferem nas relações funcionais e no dia-a-dia do trabalho na empresa. Também são tratados assuntos relacionados a saúde dos trabalhadores e a segurança  no trabalho.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO PATROCÍNIO DA COPEL À FUNDAÇÃO COPEL: a Copel vai manter a Cláusula.

 

CLÁUSULAS EXISTENTES A SEREM ALTERADAS

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – VIGÊNCIA E DATA-BASE: a Copel concorda com a cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – AJUSTE SALARIAL: a Copel propõe apenas o reajuste pelo INPC, estimado por ela em 3,64%. A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%. A reivindicação da nossa pauta é que o reajuste seja de 6%, pois há necessidade de ajustes salariais que compensem perdas passadas e recompensem a produtividade dos empregados.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – DA MANUTENÇÃO DA RENDA DE EMPREGADO REABILITADO: a Copel manterá o item como no ACT 17/18. 

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA – ABONO: a proposta da Copel é de abono de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27. É MUITO INFERIOR ao abono de duas remunerações, mais o fixo de R$ 6.000,00, que foi reivindicado pelos copelianos. É inclusive MUITO INFERIOR ao valor pago no ano passado. E a situação financeira da empresa está melhor este ano.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR– PAT:

– Auxílio alimentação: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral,  e ainda excluir a 13ª parcela, em função de questionamentos do Ministério do Trabalho. A reivindicação da pauta dos copelianos é que seja pago o valor mensal de R$ 1.250,00.

– Vale lanche: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral. A reivindicação da pauta dos copelianos é o pagamento de 12 parcelas mensais de R$ 145,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA- AUXÍLIO EDUCAÇÃO: a Copel quer apenas manter valores atuais, sem qualquer reajuste, e ainda diz ser necessário rever o modelo posteriormente, no sentido de restringir o benefício às áreas de estudo de interesse da empresa. A reivindicação da pauta unificada dos copelianos é o pagamento de 100% do valor da mensalidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA- AUXÍLIO CRECHE: a proposta da empresa até agora é manter como ficou no ACT 17/18 (R$ 450,00), sem melhorias. A Copel alega que não vai melhorar, em razão de haver ações judiciais em torno desse benefício. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 550,00 por dependente.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA – PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: a empresa propõe correção do valor pelo INPC. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 880,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA- DISPENSA DE EMPREGADOS: a Copel manterá os termos do  ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA – DAS FÉRIAS e CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA- ABONO DE FÉRIAS: a Copel propõe manter o piso nos termos acordados no ACT 2017-2018 e permitirá o parcelamento das férias em até três períodos (a partir de janeiro de 2019). A reivindicação da pauta dos empregados é 1/3 (um terço) da remuneração a título de terço Constitucional e 2/3 (dois terços) a título de Abono de Férias, e a somatória das duas tendo como piso R$ 3.000,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA- LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE DEPENDENTES: a Copel manterá os termos do ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA – LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL: a Copel propõe a manutenção da do que foi estabelecido no ACT 2017-2018. Os sindicatos buscam atualizar as liberações e insistem nessa necessidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA – ALÍQUOTA DO PLANO PREVIDENCIÁRIO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Empresa não acata a proposta, argumentando que o assunto depende de aprovação do órgão regulador, a Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A reivindicação da pauta dos copelianos é possibilitar  ao empregado a opção de adesão ao desconto da alíquota de 12%  do Plano Previdenciário da Fundação Copel, para todas as faixas, com a correspondente contrapartida do valor pelas Empresas.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA – MULTA – a Copel não altera nada em relação a cláusula, alegando não não pretender descumprir cláusulas do que for acordado.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA – FUNDO ASSISTENCIAL SINDICAL: o assunto continua em negociação. A pauta unificada reivindica que a Copel repasse aos sindicatos o valor de 2/30 trinta avos do salário nominal do mês de setembro de 2018, de modo que a Contribuição Assistencial não precise ser cobrada dos trabalhadores .

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA – MOBILIDADE DE PESSOAL: inicialmente, a Copel propos extinguir essa Cláusula do Acordo. Os sindicatos argumentaram com muita insistência sobre a importância de evitar tansferências de locais de trabalho que desestabilizem a vida pessoal e familiar do (a) copeliano (a). Diante das argumentações, a Copel concordou em manter a cláusula como está no ACT 17/18,  apenas retirando a expressão “processo seletivo interno”, que consta ali, uma vez que não se configura mais uma prática na Companhia.

 

CLÁUSULAS NOVAS:

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA– GARANTIA DE EMPREGO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA– CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL: o assunto está em discussão e depende da negociação do Fundo Assistencial Sindical.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA – PISO SALARIAL DE ENGENHEIRO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA – SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO: a Copel concorda em atender essa reivincidação, realizando reuniões quadrimestrais para tratar o assunto.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA – DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA – ADICIONAL DE INSTRUTORES: a Copel não atende a reivindicação. Diz que a valorização dos instrutores deve ocorrer de outras maneiras dentro de sua política de pessoal.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA – DIÁRIAS DE ALIMENTAÇÃO: assunto ainda em discussão.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA – ALTERAÇÃO NO INTERVALO DE ALMOÇO: não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA – POLÍTICA SALARIAL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA – HOMOLOGAÇÃO: há impasse em torno do assunto, que continuará em discussão na próxima reunião. A Copel quer seguir os termos da reforma trabalhista, que a desobrigam de fazer homologação nos sindicatos. Os sindicatos consideram sua assistência aos trabalhadores nas homologações essencial para garantia de seus direitos e para sua orientação em relação aos prossedimentos nesse sentido.

 CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA – VALE CULTURA: a Copel não concede o benefício, alegando que a natureza fiscal das empresas do grupo não se enquadra na legislação que prevê a possibilidade, mediante benefícios fiscais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA– INCLUSÃO DE DEPENDENTES NO PLANO DE SAÚDE: a Copel não atende a reivindicação.

 CLÁUSULA  QUINQUAGÉSIMA QUARTA– GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO: a empresa não atende a reivindicação de estender o benefício aos cargos de supervisor, coordenador, encarregado, pregoeiro, gestor de contrato e gerente de projetos P&D. Vai efetuar o pagamento somente para as funções gerenciais formais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA – ADICIONAL DE RISCO PARA LEITURISTAS: a Copel não acata a cláusula. Entende que a remuneração da função já está prevista no Plano de Cargos e Salários – PCS.

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3 respostas para CONFIRA A NEGOCIAÇÃO PONTO-A-PONTO

  1. Vitor Mendes disse:

    Sobre CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA- AUXÍLIO CRECHE… vai precisar apresentar ‘recibo’ da escola??? E nos casos onde as avós ficam com o dinheiro para cuidar dos netos?

  2. Cláusula 29: Que seja aumentado para R$ 1250 e ainda que o décimo terceiro seja mantido como está, ou fracionado e pago em doze vezes, se necessário para burlar a burocracia. A empresa comprovou que está sofrendo questionamentos. Logo, vocês têm que enfatizar essa alternativa como uma possibilidade de a diretoria demonstrar que não está usando a burocracia do governo como pretexto para eliminar um benefício. Todos os copelianos com quem eu falei a respeito disseram que preferem na forma de décimo, mas entenderiam se fosse dividido em doze vezes. Eliminar, em hipótese nenhuma. Quero que vcs demonstrem que fazem jus à minha escolha de ter decidido contribuir voluntariamente esse ano, e que ao mesmo tempo estimulem mais copelianos à contribuição nos anos seguintes.

  3. Leo Motta disse:

    Referente ao PAT…. Interessante como ele é restrito… Outras empresas do governo mantém o benefício há algum tempo já…. A exemplo disso a Caixa Econômica Federal que em 2017 mantinha em seu quadro mais de 80 mil funcionários… Então…, a caixa mantém o 13º do vale alimentação que já excede os 1200 Reais há mais tempo que a Copel…, e curiosamente, até então, não foi ainda notificada por ferir os critérios de enquadramento no programa PAT…. Por que será?

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