SINDICATOS COBRARAM ESCLARECIMENTOS DA COPEL SOBRE UEGA

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Sindicatos ouvem dos representantes da Copel explicações sobre participação na UEGA

Os sindicatos e os representantes da Copel estiveram reunidos ontem, 16/05, tendo como pauta principal a negociação da PLR 18, mas trataram também outros pontos, que não poderiam deixar de ser discutidos, dada a sua urgência e influência na vida da empresa e dos empregados, como o caso UEGA e o adiamento da AGO dos acionistas, que definiria a distribuição de lucros e a PLR/17.

Os sindicatos cobraram dos representantes da empresa informações sobre a participação da empresa na Usina Elétrica a Gás de Araucária – UEGA e esclarecimentos sobre possíveis prejuízos advindos dessa participação.

Adriano Fedalto, da Diretoria de Finanças e Relações com Investidores, relatou aos sindicatos que em setembro de 2017 a Copel recebeu informações de que a não havia a liquidez prometida no empreendimento onde a empresa era investidora. Em outras palavras, o investimento não representava capital real disponível, como registrado em balanço. Uma investigação foi feita e constatou-se que o grupo investidor era na verdade um empreendimento imobiliário.

A investigação realizada pela empresa e concluída em 12/04 deste ano concluiu que a quebra da expectativa de geração de caixa representava para a Copel uma perda contábil de R$ 136 milhões em 2017. Uma auditoria foi realizada, correndo contra o tempo, relativa também ao período de 2015 e 2016, retificando-se também os balanços relativos a esses anos. Constatou-se uma perda contábil de 2015 até 2017, que totalizou R$ 150 milhões

Em razão disso, a Copel, pela primeira vez em sua história, teve que fazer uma correção contábil retroativa, nesse valor, comunicando essa medida ao mercado e a bolsa de valores. Essa correção contábil foi feita reduzindo-se a previsão de lucros do período, sem que isso implique prejuízos ao pagamento de dividendos aos acionistas e da PLR aos empregados.

Os sindicatos questionaram a Copel pelas razões em se demorar  três anos para detectar os problemas no empreendimento da UEGA, bem como a UEGA ter tido autonomia para fazer investimentos de mercado que comprometem a Copel.

Adriano Fedalto reconheceu a falha e informou que uma auditoria está em andamento para detectar como esse processo se deu. Informou que a estrutura da UEGA é formada por um comitê deliberativo onde cinco participantes decidem. Segundo ele, será investigado como se passou esse caso no âmbito da Copel, em desacordo com a política de investimentos da Empresa.

Os sindicatos questionaram se o caso da UEGA tem impacto sobre a expectativa em torno do parque gerador da Copel e Fedalto respondeu que sim, porque a UEGA não está em condições de operar. A usina está parada.

Os sindicatos cobraram aos representantes da Copel que a investigação de responsabilidades no caso UEGA seja rigorosa, bem como a punição de responsáveis. Lembraram casos de empregados que foram punidos por adulterar contas de luz em benefício próprio e exigiram rigor na responsabilização por esse caso de grande monta.

Os representantes da Copel afirmaram haver processo investigatório de responsabilidade em andamento e que os sindicatos serão comunicados quando for concluído.

Valdir Grandini – Jornalista, pela Assessoria de Comunicação do COLETIVO CSEC
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