JOÃO CABRAL, TECENDO A MANHÃ

Nessa semana do 1º de Maio, o blog COLETIVO estará publicando uma sequência de grandes poetas, que em seus poemas homenagearam os trabalhadores, chamando atenção para suas lutas e a importância da consciência e da união.

Começamos a sequência com o poema “Tecendo a Manhã”, de um dos grandes poetas brasileiros, João Cabral de Melo Neto.

João Cabral

João Cabral é pernambucano natural de Recife, onde nasceu em 9 de janeiro de 1920, falecendo no Rio de janeiro, em 9 de outubro de 1999, perto de completar 80 anos. Como o pai era dono de engenho de açúcar, quando menino, passou sua infância em torno do engenho, das plantações e das pessoas do lugar. Aos oito anos, tinha satisfação em ler cordéis, de que gostava muito, para os trabalhadores do engenho. Dessa infância veio uma preocupação sempre presente em sua poesia com a vida dos mais pobres e a crítica as gritantes diferenças sociais.

João Cabral foi um diplomata experiente. Começou essa carreira aos 27 anos, em 1947, como vice-cônsul do Brasil em Barcelona, na Espanha. Foi para Londres, três anos depois, período em que teve que enfrentar um processo no Brasil, durante o governo Getúlio Vargas, em que o acusavam de subversão. Foi inocentado e voltou à carreira diplomática, servindo na França e depois voltando à Espanha, dessa vez para trabalhar em Madri. Em 1964 assumiu como conselheiro do Brasil na ONU.

Como poeta, é conhecido pelo preciosismo na escolha e lapidação das palavras  e por ser avesso a sentimentalismos. Sua poesia é marcante pelo querer dizer, sempre a partir de dos sentidos, como a dor, o tato, a sede, os sons, relacionados a vida e aos problemas sociais.

O poema “Tecendo a manhã” foi publicado em 1966, no livro “A Educação pela Pedra”. Ele é um exemplo da poesia de João Cabral, com um trabalho rigoroso das palavras, formando na cabeça de quem lê imagens que reconstituem a atmosfera de som e de paisagem, ao mesmo tempo que tomam uma posição social clara em favor da união e da luta do povo.

Os galos que anunciam o novo dia, o futuro, pela teia de suas vozes, são os trabalhadores. O futuro depende da sintonia, da união e da tomada de posição.

Valdir Grandini – Jornalista da Assessoria de Comunicação do COLETIVO CSEC
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