2018 COMEÇA COM INFLAÇÃO BAIXA E CUSTO DE VIDA ALTO

governo pensandoA inflação fechou 2017 acumulada em 2,07% de acordo com o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor e em 2,95%, pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, ambos medidos pelo IBGE. Este é o menor índice anual desde 1998.

Acontece que nas conversas de rua e nas redes sociais o que se ouve nesses primeiros dias de 2018 é gente repetindo a seguinte pergunta: como isso é possível inflação baixa se subiram bem mais o gás e o combustível?

Segundo os dados do IBGE, houve aumento de 30% na safra agrícola em 2017, ampliando a oferta de alimentos. Os alimentos correspondem a 25% nas despesas das famílias brasileiras e tiveram baixa de 4,85% em 2017, segundo os dados. A tendência, entretanto, não é a continuidade de baixa nos preços alimentícios.

Já os itens que puxaram a inflação para cima foram o gás de cozinha, em 16%, os gastos com creche, em 13,23%, água e esgoto em 10,32%, a energia residencial, em 10,35% e a gasolina, em 10,32%. Já os reajustes contínuos de combustíveis foram adotados como regra pela Petrobrás, desde julho.

Vale lembrar que o índice de inflação, mesmo baixo, significa que houve aumento médio nos preços, ou seja, em geral o custo de vida aumenta. Para famílias cujo orçamento é influenciado pelos preços que mais aumentaram, o peso é maior.

Para o professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Sicsú, o Brasil está vivendo um momento de depressão econômica, provocado por juros altos, retração do crédito, corte de investimentos públicos e aumentos de tarifas de energia e combustíveis. O governo alardeia esperar aumento na produção industrial e na oferta de serviços, mas o economista lembra que para haver recuperação econômica é preciso aumentar a massa salarial, os empregos e o rendimento dos trabalhadores, o que não está no horizonte.

O que está acontecendo é o contrário. O salário mínimo foi corrigido em 1,81%, correção que ficou abaixo do INPC, de 2,07%. O Dieese – Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos, considera a desvalorização do salário mínimo um sinal negativo, já que ele forma a base de remuneração de uma parcela significativa dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, além de ser um farol que serve de base para o mercado de trabalho.

Esse será um ano onde os trabalhadores e o movimento sindical precisam colocar em pauta suas necessidades e sua visão para a economia, lembrando que ela não anda sozinha, mas depende de interesses e decisões. A condição de vida não pode ficar de fora.

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Uma resposta para 2018 COMEÇA COM INFLAÇÃO BAIXA E CUSTO DE VIDA ALTO

  1. poisze56 disse:

    Sobre a Copel? Algo a publicar?
    A Promoção prevista para 2017, Como fato não consumado.

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