SINDICATOS APONTAM ABUSO DE PODER E DEMISSÕES ARBITRÁRIAS NA COPEL

pesoNa semana passada, na base de atuação do STEEM, sindicato que representa os eletricitários de Maringá e região, um triste registro: a Copel realizou quatro demissões, sendo três delas por justa causa e uma sem justa causa, caso de um técnico que já foi reintegrado judicialmente.

Na sexta-feira o sindicato recebeu uma homologação de rescisão de contrato de trabalho onde o trabalhador que estava sendo demitido se encontrava afastado por acidente de trabalho, uma ilegalidade flagrante, pois em períodos de afastamento o contrato de trabalho é considerado temporariamente suspenso e não pode haver demissão.

Em outro caso, um copeliano com 24 anos de serviços prestados à empresa recebeu notificação de sua demissão pelo correio, o que não é ilegal, mas é um desrespeito a quem dedicou toda uma carreira profissional à empresa.

O Acordo Coletivo de Trabalho ACT 16/17, prevê, na Cláusula 21, que a empresa somente realize demissões por justa causa depois de apurar fatos com procedimento administrativo, concedendo ao empregado direito de defender-se, podendo ser ouvidas até três testemunhas em sua defesa. O sindicato apurou que o direito de defesa não está sendo respeitado e testemunhas em favor do empregado não estão sendo ouvidas. Esse direito está novamente previsto no ACT 17/18. (Veja abaixo o que diz o ACT)

direito de defesa

AVALIAÇÕES NEGATIVAS PARA RETALIAR AÇÕES NA JUSTIÇA

Já na região de Londrina, o SINDEL, que representa os eletricitários, recebeu denúncias de que copelianos com ações na justiça buscando direitos trabalhistas estão recebendo notas ruins nas avaliações de desempenho em andamento. Depois de receber cópias de dezenas de avaliações, o sindicato já considera haver um procedimento proposital de retaliações. Não se trata de casos isolados, o que caracteriza assédio moral coletivo para amedrontar e inibir os empregados que buscam direitos.

O SINDEL constatou padronização nessas avaliações negativas e apresentou os casos já reunidos ao Ministério Público do Trabalho, em consulta informal, obtendo entendimento de que há abuso caracterizado.  Uma ação coletiva está sendo estudada pelo SINDEL contra essa prática de constrangimento e prejuízo profissional. O sindicato recomenda aos copelianos de sua base que se sentirem prejudicados nas avaliações que não assinem nada que as referende e procurem orientação de sua assessoria jurídica.

Outro ponto em relação às avaliações é o cuidado necessário para que o trabalhador não seja prejudicado irremediavelmente em uma vida de trabalho por conta delas. O Sindicato dos Engenheiros – Senge-Pr, informa caso de um engenheiro com processo administrativo, que foi afastado por 29 dias em função de três avaliações consecutivas por baixo desempenho. Ocorre que as avaliações foram realizadas em período de tratamento médico do profissional e, além disso, as três avaliações foram muito diferentes. Onde em um ano houve critério apontando baixo desempenho, em outro esse desempenho foi apontado como adequado, sinalizando subjetividade nas avaliações, o que reforça a importância do amplo direito de defesa ao empregado, a necessária consideração ao seu histórico geral e o reforço às oportunidades de adequação.

DETER ABUSOS É BRIGA POR UMA COPEL JUSTA

Os sindicatos do COLETIVO CSEC entendem que barrar as arbitrariedades e precipitações que estão acontecendo agora, além de defender os copelianos que estão sendo vítimas diretas, é uma medida fundamental para evitar que os abusos se generalizem, nesse momento em que direitos trabalhistas estão sendo atacados.

Mesmo cometendo deslizes no correr do tempo, a Copel diz ter entre seus valores de gestão a preocupação em ouvir, respeitar e satisfazer os empregados. É grave quando se percebe que isso vai virando um discurso vazio, ao lado de práticas com sentido oposto.

Para os sindicatos, cobrar coerência e tomar medidas que garantam direitos não é lesar a empresa ou desejar aumentar seu passivo trabalhista. É uma medida para que a Copel não perca seus rumos históricos e não venha a ser mais uma das que tratam os empregados como se fossem “mão de obra”, mas não fossem cidadãos com direitos.

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3 respostas para SINDICATOS APONTAM ABUSO DE PODER E DEMISSÕES ARBITRÁRIAS NA COPEL

  1. dark0513 disse:

    ontem não deixavam e nao ouviam as defesas dos acusados petistas na lava jato e no mensalão, e muito copeliano apaudia, hj a copel adotou o estilo do juduiciario e não deixa o empregado se defender. ontem com eles hj conosco.

  2. poisze56 disse:

    Mas não é a melhor no trampo? entre as 150?
    Muito 10 o sindicato fazer bem o seu serviço. defesa do empregado. Assim será prazeiroso contribuir quando pedirem.
    O sindicato tem que se reinventar. O empregado esta vinculado na rotina da empresa, e todos tem o dever legal, moral e ético de comentar.
    Estamos na fase que para muito não é entrevista de avaliação, mas sim de hipocrisia.
    Muitos ficam sem estágios (%) porque aára no gerente. (Aliás tem gerente demais, logo, corroendo o erário publico. A isso o sindicato tem que preocupar pois é também do dinheiro publico que vive e deve zelar pelas boas práticas de economicidade).
    Vejamos: primeiro o empregado faz a auto avaliação e entrega a gerencia. Logo ero, pois subsidia o gerente, o que induz que ele não sabe do empregado. Tem que ser em conjunto na hora. sem entregar antes.
    Segundo: tem que ter garantia de 1 estágio no mínimo, a menos que se tenha graves motivos comprovados.
    terceiro, O gerente não quer se responsabilizar. Ele tem que escrever com os dados no comentário pq o empregado está ótimo ou péssimo, pois há muita troca de gerente e a história do fato não fica bem esclarecida
    4. gerente que mal fala com o empregado não deveria avaliar.
    E assim go on

    Sindicato, queremos atuação interna das coisas que a empresa atua com o empregado no dia dia.
    Dá pra reduzir gerência e distribuir melhor o dinheiro

    • pieter30 disse:

      Vários funcionários de todas as agências -centro , Atuba, Hauer, sítio cercado dentre outras vem relatando a mais de 2 anos que estão recebendo avaliações ruins por conta de reinvindicações de direito na justiça do trabalho! E aí sindicato??? Eletricistas trabalhando com luvas de alta e baixa tensão vencidas a mais de 1 ano e com ciência de gerentes e técnicos!! E aí como fica a segurança do trabalho sindicato??? Gerentes como caso do sítio cercado que obriga funcionário trabalhar além da jornada sem estar de sobreaviso! Manda e desmanda, humilha e acha que é dono da razão! Assistente social convocada para resolver e nada resolveu!!! E aí sindicato??? Belo exemplo das melhores para trabalhar!

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