TEMER SE SALVA DISTRIBUINDO VERBAS E QUER ACELERAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA

tubarõesMichel Temer conseguiu evitar ser afastado e investigado por envolvimento em corrupção, no dia 02/08, graças ao voto da maioria de deputados, muitos deles “conquistados” com liberação de verbas de emendas parlamentares, aprovação de perdões de dívidas e distribuição de cargos.

Matéria do site do jornal Valor Econômico do dia 03/08 relata que de um total de R$ 4,15 bilhões em emendas parlamentares liberados este ano, 95% tiveram a liberação efetuada nesse período em que a possibilidade de afastamento e investigação gerada pela denúncia da Procuradoria Geral da República – PGR contra Temer estiveram em votação na Câmara dos Deputados, primeiro na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ e depois em plenário.  A maior parte foi liberada em agosto, ou seja, na véspera e no dia da votação.

Outra parte do volume de recursos, correspondente a R$ 7,6 bilhões, segundo informa o Valor Econômico, decorre da edição da Medida Provisória 793, proposta pelo governo em 01/08, renunciando a receber multas e juros de mais de 15 anos em dívidas de produtores rurais e da agroindústria, setores de onde provém a “bancada ruralista” da Câmara.

Tudo isso vira um enorme cinismo quando lembramos que, alegando necessidade de conter gastos, o governo congelou investimentos em saúde, educação, segurança, previdência e outros gastos sociais, por 20 anos, através da PEC 55, também aprovada este ano.

AGORA QUEREM RETOMAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Embalado pela vitória em evitar o processo e afastamento de Temer, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, homem forte dos interesses empresariais no governo, anunciou que pretende em 10 dias retomar com todo gás a tramitação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional. Mais uma medida que retira direitos de aposentadoria e abre caminho para o sistema financeiro explorar o mercado das aposentadorias privadas.

Numa prova de que a alta roda empresarial quer aproveitar tudo que pode desse período de governo sem eleição para aprovar seus interesses, o Ministério da Fazenda prepara também um projeto de lei que permite a empresas em situação de quebra tomar crédito junto a seus credores, inclusive bancos controlados pelo governo, como o BNDES e outros. A informação é da coluna Painel, no jornal Folha de S. Paulo de 03/08.

O próprio Michel Temer, após ter salvo sua pele de ser afastado e investigado, declarou que é prioridade do governo não criar obstáculos para a iniciativa privada.

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