COMPRESSÃO PSICOCORPORAL SOBRE O TRABALHADOR GERA EPIDEMIA GLOBAL DE STRESS, ALERTA ESTUDIOSO

arte 4O COLETIVO CSEC realiza no dia 19 de agosto o Seminário “Saúde e Segurança no Trabalho”, com início as 8h30min, na Câmara Municipal de Maringá, debatendo caminhos para melhorar as condições de trabalho na Copel. O Seminário terá como palestrante convidado o professor Giovanni Alves, da Unesp, pesquisador com mais de 28 livros abordando o mundo do trabalho e a precarização da saúde do trabalhador no ambiente da globalização.

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O professor Giovanni Alves, da Unesp, pesquisador do mundo do trabalho

As pesquisas e reflexões do pesquisador são fundamentais para entendermos os riscos à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores na atualidade. Para o estudioso, é como se o mundo atual tivesse se tornado uma imensa fábrica, em escala global, onde a demanda por produtividade formou uma “compressão psicocorporal” constante sobre o trabalhador.

A febre de produção se torna destrutiva quando vem acompanhada de desemprego e precarização dos empregos e direitos dos trabalhadores. É tanta mobilização por produtividade e tanta ameaça, velada ou direta, aos empregos, que os trabalhadores acabam se impondo uma dilaceração e auto-flagelação. Não por acaso, alerta Giovanni Alves, um surto de estresse que atinge hoje a civilização, tornando-se uma verdadeira epidemia, que é uma das maiores ameaças à saúde humana no século XXI.

O professor da Unesp cita que especialistas americanos estimam que cerca da metade das internações diárias nos Estados Unidos, atualmente, vem de distúrbios decorrentes do stress, somando 225 milhões de casos por ano. O ambiente estressante da vida no trabalho, somada a degradação e agitação da vida nas cidades impõe a liberação constante pelo organismo humano, de adrenalina e cortisol, alerta Giovanni Alves, provocando constantemente o stress. No ambiente de trabalho, as pessoas vão perdendo o poder de participação, decisão e ritmo das coisas, o que vem junto com os atuais processos produtivos.

Como se reflete, hoje, essa realidade no ambiente da Copel? Os copelianos se sentem tencionados no trabalho, ou são respeitados? Podem dar opinião, ou precisam seguir modelos “automatizados” de controle das atividades? Trabalham em condições seguras, com equipamentos seguros disponíveis? Sentem-se seguros, estimulados e reconhecidos?

Todos esses problemas estarão em debate no Seminário, inclusive em cima de dados concretos coletados pelos sindicatos do COLETIVO CSEC, na pesquisa “O Trabalho do eletricitário”, realizada entre março e abril deste ano, através de questionário virtual que colheu informações dos copelianos.

Todos os copelianos estão convidados para o Seminário. Os sindicatos do COLETIVO CSEC estarão organizando grupos de suas bases sindicais para participarem em Maringá. As inscrições para participação podem ser feitas junto ao STEEM – Sindicato dos Eletricitários de Maringá e Região pelos telefones (44) 3263-1708 e telefone e WhatsApp (44)99973-4035.

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