SENADO APROVOU ONTEM A REFORMA TRABALHISTA

reforma trabalhista aprovadaO Senado aprovou ontem, em sessão plenária, a reforma trabalhista, por 50 votos favoráveis, tendo 26 votos contrários. A proposta foi aprovada sem qualquer mudança, como desejava o governo Temer, e por isso não precisará voltar para a Câmara dos deputados, dependendo somente da sanção presidencial para entrar em vigor.

As portas estavam fechadas para os representantes dos trabalhadores, ontem, no Senado. Senadoras oposicionistas tentaram bloquear a votação, ocupando a mesa dos trabalhos por mais de seis horas seguidas, suspendendo a sessão e cobrando que sindicalistas pudessem acompanhar as votações. Mas foi em vão. Depois de retomada, antes das 20h a votação foi concluída.

O Senador Paulo Paim, que já foi líder sindical e lutou muito contra a quebra dos direitos trabalhistas, traduziu assim sua decepção com a aprovação no Senado: “Uma parte de mim morre hoje. Vesti a minha melhor roupa, como se fosse o dia da minha morte.”

Com a aprovação da reforma trabalhista já se somam três medidas aprovadas durante o governo Temer que atingem conquistas sociais de décadas.

Primeiro foi a PEC 55, aprovada em novembro do ano passado, que congelou gastos públicos sociais com saúde, educação, políticas de socorro a situações de pobreza, previdência social e outros por 20 anos, podendo ser reajustados apenas pela inflação, o que na prática representa um estrangulamento, já que tais demandas crescem mais que a inflação.

Depois veio a aprovação da terceirização irrestrita, em março deste ano, que passou a poder ser utilizada em qualquer setor das atividades públicas ou privadas. Com essa lei as empresas que terceirizam deixaram de ter responsabilidade subsidiária pelo tratamento que as contratadas dão aos trabalhadores e o contrato temporário foi ampliado de 90 para 180 dias, prorrogável, ainda, por mais 90 dias. Os serviços temporários não precisam mais ter demanda previsível, nem ser extraordinários, podendo servir para qualquer empresa. Foi um verdadeiro presente para o meio empresarial, já que trabalhadores terceirizados ganham 30% menos.

Ontem foi a vez da reforma trabalhista, e ainda tem pela frente a reforma da previdência, tornando difícil ao trabalhador o desfrute da previdência pública, tamanha a dificuldade prevista para chegar ao direito a aposentadoria integral.

Só o fato de que o dinheiro e o interesse empresarial comandam a posição de voto da maioria dos deputados e senadores explica que um governo sem moral e um presidente que está na corda bamba consigam essas votações. Sinal de que para os empresários isso significa muito em termos de geração de lucros e engorda do capital. Já para os trabalhadores…

COMO VOTARAM OS SENADORES:

PELA APROVAÇÃO:

Aécio Neves (PSDB-MG)

Airton Sandoval (PMDB-SP)

Ana Amélia (PP-RS)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Armando Monteiro (PTB-PE)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Benedito de Lira (PP-AL)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Cristovam Buarque (PPS-DF)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Dário Berger (PMDB-SC)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Elmano Férrer (PMDB-PI)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Gladison Carmeli (PP-AC)

Ivo Cassol (PP-RO)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

José Agripino (DEM-RN)

José Maranhão (PMDB-PB)

José Medeiros (PSD-MT)

José Serra (PSDB-SP)

Lasier Martins (PSD-RS)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Omar Aziz (PSD-AM)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Roberto Muniz (PP-BA)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Rose de Freitas (PMDB-ES)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Simone Tebet (PMDB-MS)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Waldemir Moka (PMDB-MS)

Wilder Morais (PP-GO)

Zezé Perrella (PMDB-MG)

 

CONTRA A REFORMA TRABALHISTA:

Álvaro Dias (Podemos-PR)

Ângela Portela (PDT-RR)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Fernando Collor (PTC-AL)

Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Humberto Costa (PT-PE)

João Capiberibe (PSB-AP)

Jorge Viana (PT-AC)

José Pimentel (PT-CE)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Rocha (PT-PA)

Paulo Paim (PT-RS)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Regina Sousa (PT-PI)

Reguffe (Sem partido-DF)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Romário (Podemos-RJ)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

 

ABSTENÇÃO:

Lúcia Vânia (PSB-GO)

 

AUSENTES:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Hélio José (PMDB-DF)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

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