SINDICATOS E COPEL DISCUTIRAM PLR 16 E NEGOCIARAM METAS PARA PLR 17/18

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Olá copelianos (as)

Os sindicatos do COLETIVO CSEC e demais sindicatos que representam os copelianos reuniram-se com a Copel nos dias 06 e 07 de junho, tendo como pauta a PLR. Foram tratadas tanto a PLR 2016 quanto a negociação de metas e critérios para a PLR 17/18.

Os assuntos foram muito debatidos nos dois dias e vamos tratar deles aqui no blog COLETIVO.

 

PLR 2016

Os sindicatos cobraram da Copel explicações e definições sobre a PLR 2016, pois apesar de ter havido um pagamento aos trabalhadores, como adiantamento, faltou explicar  como foi definido o valor, se ele corresponde ao total devido como PLR ou quanto falta pagar, considerando o Acordo firmado com as entidades sindicais.

A Copel fez um demonstrativo da base de cálculo utilizada, explicando o montante final, obtido da aplicação dos critérios previstos no Acordo. Para chegar ao montante, foi considerado o lucro líquido distribuído aos acionistas como base para os cálculos. Sobre o montante foi aplicado o IDG – Índice de Desempenho Geral, que mede o cumprimento das metas negociadas.

Há a expectativa de pagamento de uma parcela restante de PLR aos copelianos, que depende do que for efetivamente pago pela Copel aos acionistas.  Segundo a decisão da Assembleia Geral de Acionistas – AGO, este pagamento depende de fluxo de caixa, ou seja, de haver efetiva disponibilidade financeira.

Se houver a efetivação dos pagamentos previstos, que pode acontecer até dezembro deste ano, cada copeliano teria ainda uma parcela a receber da PLR 2016, no valor base de R$ 955,80.

Veja abaixo a tabela demonstrativa do cálculo da PLR, aplicada pela Copel:

TABELA PLR 1

INGERÊNCIA DO GOVERNO ATRASOU DEFINIÇÃO DA PLR/16

Os sindicatos lamentaram aos representantes da comissão de negociação a demora em se definir e apresentar os cálculos. Porém, compreendem que ela tenha se dado principalmente por razões externas à própria vontade da Copel. A definição da PLR atrasou principalmente por conta da ingerência do governo estadual. Na Assembleia Geral de Acionistas, realizada em 28 de abril, o governo impôs a distribuição de 50% do lucro aos acionistas, passando por cima do próprio Conselho de Administração da Copel – CAD, o que exigiu a revisão das perspectivas da empresa.

 

PLR 17/18: METAS EM DEBATE

Em relação a PLR 17/18, os sindicatos e a comissão de negociação da Empresa discutiram a situação geral dos planos de desenvolvimento e investimentos da Copel no atual cenário, procurando formular metas que ao mesmo tempo contribuíssem com os planos e possibilitassem aos empregados uma PLR que reconhecesse seu desempenho.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC alertam aos copelianos que há fortes fatores de pressão interferindo no contexto das definições da PLR.

AS CONDICIONANTES DO CCEE:

O primeiro desses fatores são as exigências do CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, instituído por Beto Richa através da Lei 18875/2016, que agora está definindo inclusive parâmetros para as metas de PLR e fórmulas de aferição das metas que determinam montante de pagamento, critérios de distribuição e período de apuração. Esses critérios precisam agora ser seguidos pela empresa, obrigatoriamente.

O CCEE definiu para a negociação da PLR algumas condições principais para as metas de PLR:

– As metas deverão sempre buscar resultados melhores que os obtidos no período anterior em termos de indicadores de produtividade, qualidade e lucratividade.

– O valor final a ser distribuído deverá ser calculado com base nos indicadores alcançados e nas metodologias acordadas.

Há três fórmulas colocadas pelo CCEE para as metas e seu cálculo:

– uma delas considera a situação de que quanto maior o índice atingido em relação a meta proposta, melhor. Aplica-se aos casos em que se objetiva crescer o índice. Por exemplo, ampliação de clientes.

– a outra considera a situação em que quanto menor o índice a ser atingido, melhor e aplica-se aos casos onde a meta é diminuir um índice. Por exemplo, gastos e despesas.

– a terceira considera o desempenho institucional, ou seja, aquela metas que fortalecem a imagem e a relação da empresa com os consumidores e a sociedade, mesmo que não impactem direta e imediatamente sobre valores financeiros.

AS EXIGÊNCIAS DA ANEEL:

O segundo fator que pressiona e condiciona a negociação da PLR são as exigências da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, que é reguladora dos serviços e das concessões do setor elétrico brasileiro. Essas condições recaem em especial sobre a Copel Distribuidora – DIS.

A ANEEL tem cobrado que a Copel diminua seus custos de distribuição e ameaça suspender a concessão caso isso não aconteça. A perda da concessão da DIS seria mortal para a Copel como a conhecemos hoje. Na DIS está o emprego da ampla maioria dos copelianos.

O grande desafio e também o grande cuidado a se ter nessa negociação da PLR está nas metas que dizem respeito à DIS, pois os resultados da Ebitda foram negativos em 2016, em relação ao ano anterior. Pelas exigências da ANEEL deveriam ser positivos.

A Ebitda é uma forma de monitoramento das atividades da empresa, que mede o quanto ela gera operacionalmente de recursos em suas atividades e no desempenho de seus setores e também suas despesas financeiras.

Nesta negociação da PLR 17/18, a Copel está propondo três metas que dizem respeito à DIS, pela urgência de melhorar esses indicadores.

AS METAS E INDICADORES QUE ESTÃO SENDO NEGOCIADOS:

A negociação entre os sindicatos e a Copelenvolveu, nos dois dias, as equipes responsáveis da geração, distribuição, Telecom e da empresa como um todo, em seus aspectos financeiros e institucionais. As metas foram desenhadas também considerando as partes e o todo. Foram arroladas as seguintes metas:

1) ISQP – Índice de Satisfação da Qualidade Percebida (Copel como um todo)

2) RPL – Rentabilidade do Patrimônio Líquido (Copel como um todo)

3) PMSQ-ROL Custo total com pessoas, materiais, serviços e outros, divididos pela receita operacional líquida (Copel como um todo, mas tendo a DIS como um problema central)

4) Disponibilidade do Parque Gerador (Geração)

5) SCM4 – Garantia de Velocidade Instantânea Contratada (Telecom)

6) DEC – Duração Equivalente por Consumidor (Distribuidora)

7) FEC – Frequência Equivalente por Consumidor (Distribuidora)

A tabela abaixo mostra o índice que está em negociação para cada meta:

TABELA PLR 2

NEGOCIAÇÃO DIAS 20 E 21 DEVE FECHAR A PROPOSTA

Uma nova reunião de negociação da PLR 17/18 ficou agendada para os dias 20 e 21 de junho. Nessa reunião deve ser fechada uma proposta com os indicadores e as metas, bem como os pesos a serem atribuídos a cada meta no cálculo que levará ao montante final da PLR.

Durante os dias 06 e 07, os representantes da Copel expuseram dados de cada segmento da empresa relacionado às metas, apontando possibilidades e necessidades de alcançá-las. Os sindicatos analisarão melhor esses dados para tomarem posição diante deles, na próxima reunião.

Após o fechamento da proposta, ela será enviada para análise do CCEE e oficializada para a apreciação dos copelianos, nas assembleias sindicais.

No blog COLETIVO, publicaremos na sequência detalhes em torno das metas, dando um panorama sobre elas para o conhecimento dos copelianos.

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