CENTRAIS SINDICAIS ORGANIZAM “OCUPA BRASÍLIA” PARA DIA 24 DE MAIO

tramitaçãoPara as centrais sindicais que organizam o movimento sindical brasileiro, a única forma de barrar a quebra dos direitos trabalhistas é a mobilização dos trabalhadores. Nesta quarta-feira, 17 de maio, lideranças sindicais realizam em Brasília um mutirão de visitas aos gabinetes de senadores, intensificando a pressão que tem sido feita por email e pelas redes sociais para que a reforma não seja aprovada.

Para 24 de maio está prevista a chegada da Marcha para Brasília, promovida pelas organizações sindicais. O dia 24 está sendo chamado de “Ocupa Brasília”, pela intenção de reunir na capital federal milhares de trabalhadores, de caravanas vindas de todo Brasil.

Juntas, a CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, a CSB Central dos Sindicatos Brasileiros, a CSP Conlutas – Central Sindical e Popular,  a CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil, a CUT – Central Única dos Trabalhares, a Força Sindical, a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, a NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores e a UGT – União Geral dos Trabalhadores e sindicatos a elas ligados, estão chamando os trabalhadores e movimentos sociais a pressionarem os senadores também em cada estado, em defesa dos direitos conquistados em décadas.

GOVERNO CONTROLA COMISSÕES NO SENADO

Conforme já informamos aqui no blog COLETIVO, o projeto de reforma trabalhista agora está tramitando no Senado Federal, depois de ter sido aprovado pela maioria governista na Câmara dos Deputados. No Senado, tramita como Projeto de Lei da Câmara – PLC 38/17. Antes de ser votado em plenário no Senado, o PLC 38/17 deverá ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça, na Comissão de Assuntos Econômicos e na Comissão de Assuntos Sociais.

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o relator da matéria tanto na Comissão de Assuntos Econômicos quanto na de Assuntos Sociais. Na Comissão de Constituição está Romero Jucá (PMDB-RR). Ferraço é empresário defensor do contrato de trabalho intermitente, vice-líder do PSDB e vice-líder do governo Temer no Senado. Romero Jucá é Presidente do PMDB e braço direito do governo Temer no Congresso. Em resumo, o governo tratou de ocupar os espaços nas comissões, de modo a evitar pareceres desfavoráveis aos seus interesses.

Nas comissões, a relatoria do projeto está nas mãos de senadores alinhados com o governo e com empresários. O governo também conta com a maioria dos votos em plenário. Ou seja, no controle estão os interessados na quebra dos direitos dos trabalhadores, o que reforça a necessidade da mobilização popular, única forma de evitar as perdas previstas.

SAIBA MAIS SOBRE A TRAMITAÇÃO, NOS LINKS:

http://www.cut.org.br/noticias/sem-dialogo-com-classe-trabalhadora-qualquer-reforma-trabalhista-e-uma-tragedia-684b/

http://www.diap.org.br/index.php/noticias/noticias/27079-reforma-trabalhista-discussao-no-senado-evidencia-retrocessos-da-proposta

http://www.diap.org.br/index.php/noticias/noticias/27078-senado-debate-reforma-trabalhista-em-sessao-tematica-no-plenario

 

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