RISCO DE DIVISÃO DA MESA PODE ATRAPALHAR NEGOCIAÇÕES DO ACORDO COLETIVO 2016/17

fortalecer

As negociações do Acordo Coletivo 2016/17 podem ser comprometidas por uma divisão que prejudica seu bom andamento, provocada por sindicatos sem compromisso com a luta dos copelianos, e tendo respaldo da empresa.

Ocorre que o sindicato de Curitiba (Sindenel), junto com o Sindelpar e o Sintec (Técnicos), que formam o coletivo denominado Csmec, estão pleiteando da Copel que faça mesa de negociações em separado do COLETIVO CSEC, e a Copel está aceitando dividir a mesa de negociações.

Os sindicatos do COLETIVO CSEC sempre deixaram claro sua diferença em relação ao outro coletivo, pois temos posição de luta, de independência e de colocar as coisas claras para a decisão dos trabalhadores. Mas defendemos a negociação unificada, como forma de somar forças e obter o melhor resultado.

Em março deste ano, os sindicatos do Coletivo Csmec foram convidados pelo COLETIVO CSEC a participar em Foz do Iguaçu, para uma reunião unificada de planejamento para o ACT 2016/17. Os três sindicatos não se fizeram presentes, nem mesmo informaram que não iriam. Repetiram uma posição de ausência que já tiveram no fechamento e unificação da pauta de reivindicações do acordo coletivo 2015/16.

No dia 28 de julho, os sindicatos do COLETIVO CSEC protocolaram na Copel a Pauta de Reivindicações Unificada dos copelianos de suas bases de representação. Apresentaram uma pauta própria em função do desinteresse dos demais sindicatos em fazer uma preparação adequada para o Acordo Coletivo.

Os sindicatos do chamado Coletivo Csmec só apresentaram posteriormente uma pauta sua para as negociações desse ano com a Copel, e passaram a querer fracionar a mesa de negociações. Como lhe é conveniente, a Copel aceitou ceder a essa pressão e está agendando reuniões de negociação em separado, para iniciar as negociações nos dias 14, 15 e 16/09.

O COLETIVO CSEC, quando apresentou sua pauta, jamais se opôs as negociações unificadas, e reiterou essa posição em favor de mesa única de negociações para a Copel em duas outras oportunidades depois disso. Apesar da solicitação do CSEC, a Copel optou por realizar reuniões em separado e quer priorizar na agenda negociar primeiro com o coletivo Csmec, porque sabe que isso lhe é vantajoso.

Por que querem negociação em separado, se a existência de poucas diferenças nas reivindicações não prejudica a mesa unificada?

O que leva a Copel a “ceder” tratamento diferenciado e a priorizar um determinado grupo, prejudicando toda a categoria?

Por que agendar reuniões primeiro com o Coletivo Csmec, se a pauta protocolada primeiro foi a do COLETIVO CSEC?

A Copel e o Csmec têm algo a esconder dos copelianos?

O COLETIVO CSEC defende a seguinte posição:

1- A mesa de negociações deve ser unificada;

2- O calendário das negociações deve ser público, para amplo conhecimento dos trabalhadores;

3- Se persistir essa posição da Copel e do Csmec de dividir a negociação, o COLETIVO CSEC tomará todas as medidas para garantir que os direitos dos trabalhadores não sejam afetados.

Estaremos informando aos copelianos cada passo desse assunto, para que possam ter clareza do que está acontecendo.

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4 respostas para RISCO DE DIVISÃO DA MESA PODE ATRAPALHAR NEGOCIAÇÕES DO ACORDO COLETIVO 2016/17

  1. quepateta disse:

    Gente,
    O que diz a Lei?
    Se pode ter mais de um ou 50 classes, qual o problema? Cada um defende a sua. Quem perde com isso?
    Alguém conhece como é esta situação em outras empresas como a Copel?
    Tudo deve ser livre e respeitado, a concorrência é benéfica.
    Qual a perda possível para os empregados?(tempo, $$$$, melhores negociações?)
    Técnicos, Secretárias,Médicos,economistas, advogados, engenheiros, quem ganha com isso? Haveria cláusulas específicas para cada caso?
    Vamos conhecer os fatos antes de ‘ir ao contra’.

    • A Lei diz que serão vedadas práticas anti-sindicais por parte do empregador!
      Dividir mesa de negociação, priorizando determinada categoria ou entidade sindical, trata-se de prática anti-sindical!
      É disto que se trata.

      Existem interesses pessoais envolvidos nestas questões, e somente quem convive no dia a dia do movimento sindical, sabe bem quais são estes interesses. Elencá-los aqui, faltaria espaço e tempo para o mesmo!

      Quando se fala em coletivo sindical, há uma unificação de pauta, isto quer dizer, que várias categorias profissionais formam uma só pauta, e nesta pauta unificada, haverão cláusulas específicas para determinada categoria, isto não quer dizer que se está privilegiando algum segmento, mas sim tratando de algo que é específico daquele segmento profissional.
      Fracionar a mesa de negociação, é prejudicial aos trabalhadores, e saudável ´para a empresa.

      Quando se há mais de um coletivo sindical em uma mesa de negociação, as pautas podem ser distintas, mas a empresa deve tratar de todos os pontos em comum e os que são diferentes, discutir na mesma mesa, porém, tratando daquela cláusula em especial com o coletivo que a propôs.

      Para encerrar, esta divisão de mesa foi proposta pelo coletivo CSMEC, e posso afirmar. Trata-se mais de vaidades latentes, do que de verdadeira luta em defesa dos trabalhadores.

  2. pedubradock disse:

    Agora, vindo da diretoria, vi que o Coletivo CSEC é HIPÓCRITA. Após o CSMEC aceitar a mesa unificada, o CSEC foi infantil e recusou. O que vocês falam agora?

    • O CSMEC não aceitou mesa única. Eles impuseram que a pauta fosse unificada para que “nos aceitassem” em mesa única.
      A pauta já havia sido elaborada e protocolada na Copel em separado da deles. Não era possível e nem interessante unificar. Cabe salientar que o CSMEC faltou à reunião que convocamos para iniciar o processo de campanha salarial, e não se dignou a informar os motivos.
      O CSEC manteve a posição tirada em Assembléias com seus representados, de apresentar pauta em separado.
      Até o ano passado a própria Copel solicitava que houvesse mesa única de negociações.
      O que mudou esse ano para que a mesma atenda os pedidos de alguns sindicatos e negue o pedido de outros?
      Alegar que A ou B foi infantil é julgamento prematuro e sem conhecimento dos fatos. Se recusamos, foi porque entendemos que essa atitude é prejudicial para os milhares de empregados da Copel.
      Peço que gaste um pouco mais de tempo lendo o comunicado da diretoria da Copel, a carta que enviamos á copel e a última postagem deste blog. Está bem claro o que motivou a empresa a cancelar a reunião. E te afirmo, com convicção, que não foi infantilidade de nenhum sindicato deste Coletivo. Se há comportamento infantil, é da empresa que prefere privilegiar seus amigos do outro coletivo.

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