UNIDAS, CENTRAIS SINDICAIS ANUNCIAM LUTA CONTRA REFORMAS DE TEMER

GARANTIR OS DIREITOSAcima de suas diferenças, as centrais sindicais brasileiras estão somando forças contra a reforma trabalhista pretendida pelo governo interino de Michel Temer. Na manhã desta terça-feira, 26/07, as centrais realizaram em São Paulo uma plenária unificada, definindo uma luta nacional contra as reformas pretendidas pelo governo.

Participaram da mobilização a CUT – Central Única dos Trabalhadores, a NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, a CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros, a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a UGT – União Geral dos Trabalhadores e a FS – Força Sindical. As centrais sindicais anunciaram sua posição comum de não aceitar a retirada de direitos que está prevista na reforma trabalhista e na reforma da previdência.

O próximo ato, anunciado na plenária pelas centrais, será uma Assembleia Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, no estádio do Pacaembu, marcada para 16 de agosto. Essa Assembleia foi pensada para ter uma grande repercussão e ser preparatória para uma greve geral nacional.

O QUE ESTÁ EM RISCO NAS REFORMAS PREVISTAS:

A reforma trabalhista proposta pelo governo Temer tem como foco acabar a principal proteção do direito trabalhista, onde se garante que as negociações entre patrões e empregados só se realizem para ampliar salários, direitos e benefícios, nunca para diminuí-los. Com a reforma, o governo quer que as negociações entre empresas e empregados tenham mais valor do que o que está garantido nas leis, o que chamam de “primado do negociado sobre o legislado”.

A proposta desta reforma nasceu do compromisso de Michel Temer com os empresários, de diminuir custos para ampliar a competitividade das empresas. A fórmula pretendida libera a pressão sobre os trabalhadores, com ameaças de demissão se não aceitarem negociar diminuições em tempo de férias, compensação de horas extras, diminuições de níveis salariais, parcelamento de 13º salário e assim por diante.

Outro objetivo é tornar ilimitado o banco de horas. Desde 1998 foi aprovada uma flexibilização na legislação, permitindo o banco de horas. Antes disso, o trabalhador, para fazer hora extra, deveria receber adicional de 50% sobre cada hora trabalhada. Atualmente, o banco de horas só pode existir se for negociado, e com prazo máximo de um ano para compensação, não podendo exceder duas horas extras diárias. Se for feita a reforma, esses limites deixam de existir.

Já na reforma da previdência, o governo quer aumentar a idade mínima para as aposentadorias, igualar as idades de homens e mulheres para se aposentar e desvincular a aposentadoria do salário mínimo, no caminho de deixá-las em patamares menores.

COLETIVO CSEC QUER COPELIANOS MOBILIZADOS

Para o COLETIVO CSEC, é importante que os copelianos fiquem com um olho no peixe e outro no gato. Ao mesmo tempo, mobilizados para lutar por um Acordo Coletivo que traga melhorias salariais e ampliação de benefícios e participando da luta nacional dos trabalhadores contra a quebra de direitos trabalhistas e previdenciários.

O blog COLETIVO vai manter informações constantes sobre essas lutas.

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