DIA 29 TEM REUNIÃO QUADRIMESTRAL E SINDICATOS COBRARÃO DA COPEL SOLUÇÃO PARA PONTOS PENDENTES

Dia 29 de junho teremos nova reunião quadrimestral entre os sindicatos e a Copel para tratar de questões de interesse dos copelianos. O COLETIVO CESEC está de olho em providências que, na última reunião quadrimestral, dia 29 de março, a empresa ficou de tomar. Vamos apresentar aqui um relato desses casos, para todos poderem acompanhar, cobrar e ajudar os sindicatos a monitorar.

robo (1)SISTEMA OTIMIZADOR:

Os sindicatos pontuaram as reclamações que tem recebido dos trabalhadores, apontando que o sistema não permite ao empregado a condição de reprogramar as atividades, terminando que o que deveria ser otimização se torna o contrário.

Ocorre que há vários casos onde o empregado ir executar um procedimento em uma longa distância para depois retornar praticamente ao local onde estava, porque a ordem das atividades não pode ser alterada. Houve também casos onde equipes se cruzaram desenvolvendo atividades no mesmo local e ainda casos onde os trabalhadores não podem executar atividades mais pesadas em horários com temperaturas mais amenas. Tudo com o agravante de que o não cumprimento da rota acarrete baixa produtividade, transformando-se o sistema de otimização num sistema sem inteligência, comandado pela pressão para atender de forma rigorosa o determinado no “Otimizador”.

Outro sério problema levantado pelos sindicatos é que o sistema otimizador não está atualizado com o tempo de segurança para a execução das tarefas, levando a uma distorção perigosa que é os empregados, para cumprirem os prazos na execução das tarefas, se verem forçados a atropelar os procedimentos de segurança para atender a demanda de serviços disponibilizados do otimizador.

A empresa justificou que o “Otimizador” foi implementado após muito estudo, e que está mensalmente realizando acompanhamento dos resultados. Comprometeu-se a avaliar uma forma que permita considerar as condições climáticas no sistema. Ressaltou também que os empregados podem fazer sugestões via “apoiootimizador”, onde as contribuições podem apoiar melhorias do sistema.

Em relação à segurança, a Copel informou que, pela política de segurança no trabalho, NENHUM GERENTE pode exigir o serviço sem o respeito a essas regras. Informou também que ainda que será avaliado o sistema otimizador em ralação aos tempos para a execução de cada atividade. Assumiu o compromisso de reforçar aos gerentes a orientação quanto ao cumprimento das normas de segurança. ESSE COMPROMISSO ESTÁ SENDO CUMPRIDO? VAMOS MONITORAR E COBRAR!

SUBSTITUIÇÃO DE FROTA E TERCEIRIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS:

Os sindicatos questionaram a Copel de que há veículos que estão indo e retornando das oficinas com os mesmos problemas, inclusive com custos altos de manutenção. Pontuaram que existem oficinas que estão quarteirizando a manutenção dos veículos da Copel. A Empresa informou que está previsto em contrato, que alguns serviços terceirizados por ela possam ser terceirizados pelas oficinas contratadas. Ficou de encaminhar aos sindicatos a lista destes serviços para que possam saber quais são.

Os sindicatos, é claro, não concordam nem mesmo com a terceirização de veículos, quanto mais com a quarteirização. NA NOVA REUNIÃO QUADRIMESTRAL VAMOS COBRAR A LISTA.

OBRIGATORIEDADE DE COMPENSAÇÃO DE HORAS EXTRAS E FLEXIBILIZAÇÃO DO PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS DESTINADAS PARA COMPENSAÇÃO:

Os sindicatos cobraram da empresa que existem gerentes obrigando os empregados a colocarem horas extras para compensação e também a compensarem as horas. Enfatizaram que colocar horas para compensação ou compensar as horas é uma opção do empregado, direito previsto em Acordo Coletivo de Trabalho. Somente o empregado deve decidir sobre ao destino delas, seja compensar, ou receber, seja quando compensar. Os sindicatos enfatizaram que os trabalhadores não podem ser pressionados pelas gerências nessa questão e devem ter condições de solicitar o pagamento das horas destinadas para compensação antes dos 06 (seis) meses.

A Copel ficou de analisar a forma de operacionalizar o pagamento das horas destinadas à compensação, bem como reforçar a orientação aos gestores de que cabe ao empregado a decisão de destinar ou não horas para compensação. TAMBÉM VAMOS COBRAR ISSO!

INICIO DO APONTAMENTO DE HORAS EXTRAS – ACIONAMENTO/INICIO DA ATIVIDADE:

Os sindicatos reivindicaram da empresa que o inicio do apontamento da jornada extra de trabalho (Horas Extras), nos casos em que os empregados são acionados para a atividade fora do expediente normal de trabalho, em sobreaviso ou não, seja contado do momento em que acontece o acionamento, e não o momento do acesso do empregado às instalações da Copel, seja o ambiente de trabalho ou acionamento do veículo.

A Copel assumiu de fazer uma reavaliação dessa situação incluindo, se necessário, parecer da DRI sobre o assunto. Ela ficou de repassar sua posição aos sindicatos. VAMOS COBRAR ISSO NA REUNIÃO QUADRIMESTRAL.

SOBREAVISO:

Os sindicatos cobraram da empresa que em algumas unidades os gestores fazem pressão para que o empregado, mesmo não estando na escala de sobreaviso, atenda aos eventuais chamados. Cobraram que os empregados acionados sem estarem nas escalas de sobreaviso recebam também pelo “SOBREAVISO MORAL” e não só pelas horas extras trabalhadas.

A Copel mencionou que a orientação aos gestores é para chamar para a jornada extra apenas os empregados que constam das escalas de sobreaviso e que apenas em situações excepcionais serão chamados empregados não escalados. Informou ainda que a Copel DIS estudará o número de empregados que estão sendo periodicamente acionados fora das escalas, para avaliar a necessidade de redimensionamento delas. VAMOS COBRAR SE ISSO FOI FEITO!

REFLEXOS DO DSR SOBRE O SOBREAVISO:

Os sindicatos reivindicaram que a Copel efetue o pagamento dos reflexos do Descanso Semanal Remunerado – DSR, sobre o sobreaviso, considerando que existem ações judiciais pleiteando este direito e que, numa ação proveniente de Londrina ela já foi condenada a pagar, o que indica que o entendimento deste direito já está sedimentado nos tribunais, onde se considera o devido reflexo como verba salarial.

A Copel ficou de fazer uma consulta junto ao Jurídico sobre o procedimento e posteriormente informar aos sindicatos. VAMOS COBRAR TAMBÉM ESSA PROVIDÊNCIA!

DIÁRIAS DE ALIMENTAÇÃO:

Desde as reuniões de negociação do ACT–2015/2016, houve discussão com a Copel sobre a importância de rever os valores das diárias de alimentação, que ela ficou de fazer. Os sindicatos cobraram novamente esse compromisso e a empresa informou na reunião quadrimestral de março/ 2016 que faria levantamento dos valores das diárias e informará aos sindicatos. VAMOS COBRAR ESSE PROCEDIMENTO!

ALTERAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO DOS CONTROLADORES DE SE’S:

A empresa informou que está em processo de encerramento das jornadas de trabalhos de 06 horas dos controladores de subestações, alterando-as para 08 horas. Os sindicatos reivindicaram que seja avaliada a condição de cada empregado.

GESTÃO DE CONTRATOS DE TERCEIROS:

Os sindicatos do COLETIVO CESEC são contrários a terceirização de serviços pela Copel em atividades que são fins da empresa. Cobraram dela informações sobre a gestão dos contratos com terceiros, principalmente no que diz respeito à segurança no trabalho e aos acidentes de trabalho ocorridos. Para os sindicatos, os cuidados da empresa com segurança no trabalho dos terceirizados devem ser os mesmos praticados com o quadro próprio.

Por solicitação dos sindicatos a SRH ficou de encaminhar a eles todos os  relatórios de trabalho que chegam a DIS, considerando acidentes ocorridos, com empregados próprios e terceiros, omitindo somente o nome dos empregados para evitar sua exposição.

Em sua defesa, a Copel disse na reunião quadrimestral que não faz distinção no tratamento entre os empregados do quadro próprio e do quadro dos terceirizados no quesito segurança. Afirma que antes de qualquer trabalho, os terceiros passam por verificação de todos os treinamentos, processos de integração, explicação de procedimentos de segurança, inclusive APR, além de aprenderem sobre o GSST e todas as informações necessárias ao cumprimento das normas de segurança. Argumentou, ainda, que faz investigação de campo para verificar o cumprimento das questões legais, uso de EPI’s, PPV e que será exigido que o técnico de segurança terceirizado cumpra as mesmas regras que o copeliano. Destaca que os EPI’s devem ser da mesma qualidade dos utilizados pela Copel, bem como que os cursos exigidos por Lei nas licitações deverão ter a comprovação de que foram ministrados por instituições reconhecidas. OS SINDICATOS, ALÉM DE COMBATER A TERCEIRIZAÇÃO, VÃO MONITORAR ESSE TRATAMENTO.

ASSISTÊNCIA JURÍDICA AOS EMPREGADOS:

Os sindicatos solicitaram da Copel informações sobre o andamento da implantação da  assistência jurídica aos empregados em casos onde se encontram a serviço da Copel, conforme previsto no Acordo Coletivo 2015/2016. A empresa informou que está em fase de conclusão a norma que regulamentará está cláusula e que será encaminhada aos sindicatos, assim que finalizada. VAMOS COBRAR!

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