PLR/2016/17: FALTA CLAREZA SOBRE A VIABILIDADE DAS METAS ELENCADAS PELA COPEL

METAS O X 2Os sindicatos que representam os copelianos e a empresa tiveram nesse dia 11 de fevereiro, última quinta-feira, a segunda rodada de negociações para a construção de uma proposta de PLR para o período de 2016/17.

Na rodada de negociações anterior, realizada em 28 de janeiro, a Copel havia apresentado um esboço de proposta, englobando metodologia e metas para a PLR 2016/17 e, no que diz respeito ao montante a ser distribuído, sinalizado com uma projeção de distribuição de 50% de dividendos do lucro líquido aos acionistas, com a ideia de distribuir aos empregados um montante relacionado a esse percentual. Em 2015, esse montante ficou limitado a 15%. Para a PLR 2016/17, os sindicatos tentarão um avanço para 25% do que for distribuído aos acionistas.

Na rodada de negociações do dia 11/02, os sindicatos iniciaram os debates pontuando que nos dois eixos da proposta da Copel, o cumprimento de metas e o lucro líquido, não há parâmetros e nem garantias aos empregados que permitam avaliar como ficaria o pagamento da PLR. Ponderaram que a proposta precisa tornar claro e possível alcançar metas e ter projeção dos valores a receber, criando uma cadeia benéfica, que tanto melhore os resultados operacionais da empresa quanto melhore a PLR a ser distribuída.

Após as considerações feitas pelos sindicatos, feitas no período da manhã, as negociações foram retomadas no período da tarde com a presença da gerência da área financeira. Os sindicatos fizeram, então, vários questionamentos em relação aos itens que a Copel coloca como metas para o pagamento da PLR: ISQP – Índice de Satisfação da Qualidade Percebida; RPL – Rentabilidade do Patrimônio Líquido; PMSO / Receita Operacional Líquida; DPGER / Rentabilidade do Parque Gerador e ROB – Receita Operacional Bruta.

A queda do lucro líquido da Copel no terceiro trimestre e no fechamento do ano de 2015, foi o primeiro ponto dos questionamentos dos sindicatos. Os sindicatos querem saber sobre o risco de que essa queda persista em 2016, já que a Rentabilidade do Patrimônio Líquido é um item da proposta de metas da Copel, onde propõem um crescimento da ordem de 15% a 20% em relação ao ano passado.

Os sindicatos também ponderaram que o DPGER, ligado a Rentabilidade do Parque Gerador, foi impactado negativamente, com um grande efeito, no segundo semestre de 2015, especialmente no terceiro trimestre do ano. A proposta apresentada pela Copel visa o crescimento do parque gerador de energia. Os sindicatos consideram que a situação da usina GNB – Governador Ney Amintas de Barros (Segredo) não deve fazer parte do cálculo dessa meta, porque a explosão dos transformadores, ocorrida em 2015, foi um caso fortuito, não sendo justo que interfira negativamente na medição da disponibilidade do parque gerador, comprometendo uma meta, sem refletir a produtividade geral alcançada pela empresa nesse quesito.

Em relação ao ISQP – Índice de Satisfação da Qualidade Percebida, os sindicatos ponderam ser uma meta que depende da percepção do consumidor e que não é uma meta a ser cumprida diretamente pelos empregados, além de existirem vários fatores que interferem nesses resultados, como atendimentos emergenciais, comerciais e de serviços, que dependem do desempenho de trabalhadores de empreiteiras, ou seja, de serviços terceirizados.

Sobre o PMSO, que toma como base o custo com pessoal, materiais, serviços e outros, os sindicatos solicitaram da empresa uma estratificação do que se pretende para atender as metas. E em relação aos índices RPL E ROB, os sindicatos cobraram informações e projeções que podem influenciar os resultados finais no cumprimento da meta, para poderem analisar se a proposta é viável ou não.

NOVA RODADA DE NEGOCIAÇÕES, DIA 23/02

Após as discussões e diante da necessidade de informações e projeções para apurar a viabilidade das metas propostas, ficou agendada para o dia 23 de fevereiro uma nova reunião de negociações, onde a Copel apresentará informações sobre o PMSO e as previsões de balanço e projeções de lucro.

A preocupação dos sindicatos é que todas as metas colocadas estão ligadas a ações e projeções que dependem de atitudes administrativas e gerenciais da empresa. Não se tem ainda informações suficientes e clareza sobre os planos de ação.  Só tendo essas informações os sindicatos poderão avaliar as possibilidades de alcançar as metas. É o que precisa ficar claro na próxima reunião.

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