COLETIVO SINDICAL QUESTIONA DIMINUIÇÃO DE BENEFÍCIOS NO PLANO DE SAÚDE E APONTA FALTA DE TRANSPARÊNCIA DA COPEL

apagando direitosEm reunião realizada no dia 30 de novembro com representantes da Copel, os sindicatos do Coletivo Sindical criticaram a empresa pela mudança pretendida por ela, como patrocinadora, no Plano de Saúde da Fundação Copel. Para os sindicatos, essa atitude após as negociações do acordo coletivo e em final de ano, foi tomada dificultando a discussão do assunto pelos copelianos, com  ausência de transparência e dados que permitissem uma avaliação do futuro do Plano de Saúde pelos sindicatos.

Na reunião, a Copel fez uma explanação projetando os futuros custos de manutenção da participação dela como patrocinadora no Plano de Saúde na Fundação. Segundo os representantes da empresa, o valor “atuarial” atual de sua participação é de 978 milhões até o 3º trimestre de 2015, valor que no período de 2010 até 2015 cresceu em 100%. Pela projeção apresentada pela Copel, até o ano de 2040, ou seja, num período de 25 anos, o custo deste chamado “Benefício Pós Emprego”, seria de 6 bilhões, o que os representantes da Copel dizem ser insustentável.

Por conta dessa projeção, a Copel quer implantar o novo Plano de Saúde, mudando os valores de participação apenas para novos empregados que vierem a entrar na empresa. Atualmente o Empregado/Participante da ativa contribui com 20% e a Copel/Patrocinadora contribui com 80% do plano. Já o Aposentado/Participante contribui com 50% e a Copel/Patrocinadora contribui com 50%. No novo Plano de Saúde, os novos Empregados/Participantes da ativa passariam a contribuir com 50% e a Copel/Patrocinadora a contribuir com 50%. Os que vierem a se aposentar, destes novos empregados, passariam a contribuir com 100% do valor, isto é, no momento de suas aposentadorias, assumiriam todo o custo do plano de saúde.

Mesmo com as mudanças não afetando os empregados que hoje estão no quadro funcional, nem quando este forem se aposentar e nem os já aposentados, o Coletivo Sindical dos Empregados da Copel considera o novo plano uma diminuição dos direitos dos trabalhadores e uma decisão tomada com o espírito de investir menos no quadro funcional, tendência que esteve presente nas negociações do acordo coletivo, por ingerência dos interesses do governo estadual.

Os sindicatos questionaram os poucos dados para avaliar a real necessidade dessa diminuição da participação da patrocinadora e acham que com base neles não dá para concluir que essa seria mesmo uma medida inadiável, como afirma a empresa. Os sindicatos solicitaram da empresa cópia do material apresentado pela Copel, com tabelas e números para poderem estudar o assunto, se necessário com a contratação de profissional especializado na área, com o intuito de aprofundarem um ponto de vista. Cobraram da Empresa que isto poderia ter sido discutido com os Sindicatos com antecedência e consideram que a falta dessa discussão é um desrespeito as  entidades representativas dos empregados, inclusive para benefícios como o Plano de Saúde da Fundação Copel.

Para os sindicatos do Coletivo, a mudança é um retrocesso no direito já conquistado e concordar é aceitar uma mudança que causa prejuízos para os novos empregados da Copel e futuros aposentados, principalmente sem a certeza de que o que foi apresentado é a única solução, ou até mesmo se é uma solução. Para os sindicatos do Coletivo, a única certeza que temos é que a Empresa/Patrocinadora quer reduzir sua participação no plano de saúde.

A Copel apresentou na reunião apenas o crescimento dos valores aplicados por ela no plano de saúde, sem o devido comparativo com o crescimento patrimonial e financeiro da empresa ao longo destes 25 anos que foram projetados nos custos. Também foi desconsiderado o aumento dos custos na folha de pagamento da administração da Fundação Copel, bem como alguns outros gastos e investimentos que têm causado prejuízos financeiros a Fundação.

A Copel ficou de enviar os dados solicitados para avaliação pelos sindicatos e uma nova reunião poderá ser agendada para discussão. No entanto, a empresa não vai suspender a tramitação para provação de seu novo plano. Os sindicatos do Coletivo, por seu lado, vão analisar formas de lutar pelos direitos dos futuros copelianos e aposentados.

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