NOVO PACOTAÇO DE BETO RICHA QUER LIBERAR VENDA DE AÇÕES DA COPEL E SANEPAR SEM AUTORIZAÇÃO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

beto 2Na maior cara-de-pau, assim como quem não quer nada, o governador Beto Richa colocou no último artigo de um novo pacotaço de medidas – o Projeto de Lei 662/2015, que enviou na terça-feira, dia 15/09, para ser aprovado pelos deputados na Assembleia Legislativa – a revogação de um inciso da Lei Estadual 15.608 de 2007, que o obrigava a ter autorização da Assembléia Legislativa para vender ações de empresas públicas de economia mista, como é o caso da Copel e da Sanepar.

Trocando em miúdos, se ele revogar esse artigo, fica livre e desimpedido para vender as ações quando quiser. A atitude do governador revela um estilo político de tratar os assuntos importantes para o Paraná conspirando nos gabinetes, dando as costas ao povo e ao patrimônio público.

Para os sindicatos do Coletivo Sindical da Copel o projeto de Beto Richa é uma manobra política vergonhosa. Escondido em um projeto que institui um Fundo de Combate à Pobreza, incluiu artigos dando poderes ao governador para dispor do patrimônio dos paranaenses como bem entender, sem dar satisfações ao legislativo. Trata-se de um projeto “cavalo de tróia”, que esconde uma intenção maléfica dentro da promessa de combater a pobreza.

Vale lembrar que em março o Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, já havia dado entrevista ao jornal Valor Econômico, onde deixou escapar essa intenção. Beto Richa na época estava desgastado pelo movimento dos professores e servidores e declarou que não procedia essa informação e que não pensava em vender ações da Copel e da Sanepar. Mas agora fica claro que pensa mesmo em leiloar o patrimônio do Paraná para fazer caixa. E pior, quer fazer isso de modo que passe despercebido. Os sindicatos do Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Copel sempre desconfiaram dessa intenção, tanto que o lema de nossa luta nas negociações da data-base para o Acordo Coletivo de Trabalho 2015/16 é: “O Copeliano tem valor e a Copel não tem preço!!”

HORA DE MOBILIZAÇÃO

No dia 21, em Curitiba, sindicatos representantes dos trabalhadores da Copel e da Sanepar se reúnem para traçar os rumos de uma mobilização das duas categorias e da população contra a venda de ações da Copel e Sanepar e pela preservação do patrimônio público construído pelos paranaenses ao longo de muitas décadas. Também dia 21, haverá audiência pública para tratar o assunto na Assembleia Legislativa e os sindicatos estarão lá, levando esclarecimentos e colocando publicamente a posição contrária a venda de ações.

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