SINDICATOS COBRAM CUIDADOS COM A SEGURANÇA DOS COPELIANOS


Os sindicatos exigiram da Copel compromissos em relação a segurança e saúde dos copelianos, durante reunião realizada dia 26 de junho, em Curitiba, especialmente para discutir os dois assuntos. 
Confira a matéria:

ABERTURA DAS CHAVES
oprimido2Uma das principais críticas dos sindicatos a procedimentos adotados no dia a dia dentro da empresa foi a abertura das chaves feita do chão pelos eletricistas ter passado a ser procedimento corriqueiro, por razões de economia. Para os sindicatos, nas atividades de risco a preocupação principal deve ser a segurança do trabalhador, nunca qualquer outro fator. Logo no início da reunião, deixaram claro aos representantes da Copel que estavam ali buscando correções nos procedimentos, mas que tomariam todas as medidas cabíveis para a proteção dos copelianos e para evitar retrocessos nos cuidados com a segurança no trabalho.

Causou espanto aos sindicatos ouvir dos representantes da Copel que o procedimento de bater do chão, antes feita comumente apenas nas ilhas onde a presença e deslocamento de veículos é difícil, tenha deixado de ser proibido no restante do estado e se tornado comum, quase padrão. Segundo os representantes da Copel, foi uma “decisão administrativa” tomada por grupo técnico do GSST. Alegaram ainda que em todas as concessionárias há o procedimento de bater do chão e, como se fosse compensação, disseram que não haverá nenhuma punição para os trabalhadores que não quiserem realizar esse procedimento, e se por acaso for aplicada punição a trabalhadores em alguma localidade, por este motivo, garantem que ela será anulada.

A resposta dos sindicatos foi imediata e firme: consideram um equívoco essa situação onde questões administrativas se sobreponham aos procedimentos de segurança. Para os sindicatos, essa não deve nem mesmo ser uma decisão baseada na disposição ou não dos eletricistas em realizar o procedimento, mas algo que precisa estar baseado em análise de risco. Para os sindicatos, a possibilidade de o trabalhador escolher o procedimento pode levar a responsabilidade a ele, quando a segurança deve ser responsabilidade da empresa.

CIPAS

Outro alerta feito pelos sindicatos em relação à segurança no trabalho foi a falta de discussão preventiva sobre segurança no ambiente da Copel, tornando preocupante o relaxamento com os procedimentos e as normas. Nesse sentido, cobraram maior valorização das Cipas e divulgação eletrônica de informações sobre eleições e procedimentos relacionados a elas, bem como votações eletrônicas para a formação das comissões de prevenção de acidentes.

Os representantes da Copel disseram ter a mesma preocupação que os sindicatos com o enfraquecimento das Cipas, que credenciam a dois fatores: o clima de estabilidade empregatícia, afastando a participação dos trabalhadores, e um também um distanciamento dos gerentes em relação ao andamento delas. Dizendo considerar as Cipas aliadas para cuidar da segurança, os representantes da Copel prometeram como medidas realizar reuniões setoriais discutindo a segurança, o papel das Cipas e incentivando as gerências a valorizá-las no ambiente de trabalho.

SOBREAVISO E NR10

Outra das preocupações dos sindicatos com a segurança é que muitas localidades atendidas pela Copel ficam com apenas um trabalhador no plantão, sem que exista e se acione o sobreaviso, acabando muitas vezes por expô-lo, sozinho, em atividades de risco. Os representantes dos trabalhadores insistiram muito neste ponto, alertando os dirigentes da Copel para casos não chegam a seu conhecimento, em áreas grandes a serem cobertas por inspeção, onde eletricistas de plantão acabam não esperando por acompanhamento para realizar procedimentos.

A Empresa se comprometeu em reforçar providências em todas as localidades, evitando que trabalhadores atuem sozinho em áreas de risco. Será reafirmada a orientação de ser terminantemente proibido atuar sozinho nestas áreas.

CHECK-UPS PERIÓDICOS

Agilidade e maior garantia de cobertura de exames pela Copel foi outra reivindicação dos sindicatos na reunião com a Copel. O objetivo é diminuir o tempo entre agendamento e realização de exames periódicos, bem como garantir maior cobertura dos check-ups pela Copel.

Os representantes da empresa posicionaram-se dizendo que a Copel cobre os procedimentos básicos da primeira fase dos exames, e numa segunda fase os exames devem ser feitos via Fundação. O que vai ser coberto pela empresa depende dos procedimentos que forem solicitados pelo médico, que devem estar claramente justificados como de maior necessidade.

Os sindicatos solicitaram à empresa que agisse também junto à Fundação Copel em favor da qualidade de informações no site e procedimentos relativos a exames, de modo que o trabalhador não tenha dificuldades em cuidar da saúde.

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