PCCS AINDA INDEFINIDO

cade o pccsOs leitores de nosso blog estão, com razão, ansiosos por informações sobre o Plano de Cargos e Salários – PCCS, motivo de reunião entre os sindicatos e a Copel, ocorrida no dia 28 de maio, em Curitiba. A demora em informar qualquer coisa sobre o assunto vem de indefinições que estão em torno dele, da parte da Empresa, impedindo que a própria Copel possa tratar a proposta de forma sólida e definitiva.

Como a reunião se deu com Diretor Presidente da Copel Distribuição S/A e com todo seu staff, os sindicatos tinham a expectativa de ouvir e discutir o detalhamento que seria dado às carreiras profissionais e aos cargos a elas relacionados, mas tudo que puderam ouvir foi uma explanação genérica sobre como pretendem que ele funcione. Para se tornar definitiva, a proposta do Plano e as questões financeiras a ele relacionadas ainda aguardam aprovação do comitê que avalia as questões financeiras  do estado.

Os sindicatos estão no aguardo de uma nova data de reunião para tratar do assunto de forma oficial, e querem que seja apresentada para discussão a proposta de forma completa, com os detalhes que todos os copelianos esperam conhecer para poder opinar a respeito. Como ainda não tivemos retorno esperado, vamos relatar como se deu a reunião do dia 28.

EMPRESA INSISTINDO NA VELHA HISTÓRIA

A Empresa iniciou a reunião falando do PCCS de 2011, colocando que em 2011 estava preocupada com o grande número de empregados novos que estavam saindo da Copel para o mercado de trabalho. Justificou que precisava manter esses empregados em seu quadro e que por isso houve a implementação daquela política salarial. Também informou que os critérios para o funcionamento do “Novo PCCS” serão como os do PCCS de 2011: 1) Precisa ter a vaga para haver progressão; 2) O empregado precisa ter os requisitos para a progressão; 3) O Setor/Área precisa ter o recurso financeiro e, 4) A gerencia tem que aprovar a promoção salarial.

Os sindicatos lembraram que estes mesmos critérios do PCCS – 2011 foram os que contribuíram, na prática, para que ele tivesse resultado inoperante e ineficiente. Quando chegava o recurso salarial “estágios” nos vários Setores/Áreas, os gerentes ficavam confusos e não sabiam se procediam os enquadramentos caso-a-caso ou se repartiam o dinheiro em estágios para todos da equipe. Não houve recursos institucionais próprios para o PCCS, nem critérios de enquadramento transparentes, claros e aplicados universalmente em toda a Empresa, com controle da Diretoria. Os sindicatos esperam e cobram da Copel que o novo PCCS tenha as regras claras, os recursos necessários e o devido registro no Ministério do Trabalho, de forma que se torne um direito e uma segurança jurídica para os trabalhadores, o que até hoje não ocorreu.

ATESTADOS MÉDICOS NA COPEL

Aproveitando a reunião, os sindicatos cobraram a Empresa o porque em alguns casos são recusados “Atestados Médicos” dos empregados, já que todo atestado é assinado e tem a responsabilidade de um profissional médico. Obtivemos o compromisso de que todo atestado médico será acatado, sem restrições. Também foi questionado pelos sindicatos a solicitação do “Prontuário Médico” para a aceitação do atestado. Neste ponto, a Empresa manteve a exigência, alegando que solicita o prontuário para que o Setor Médico da Copel possa ter o histórico médico do empregado.

AVISO DE FÉRIAS

Outro questionamento feito pelos sindicatos na reunião foi sobre o novo formato de escalar as férias dos trabalhadores, contido no Aviso DIS-014/2015, de 03/03/2015, onde é tratada a disponibilidade do quadro de pessoal, em especial dos “eletricistas” e durante um período de seis meses, de setembro a março, é estabelecido o limite de saída de empregados em férias a 5% do quadro.

Sobre o assunto, o Diretor Presidente da Copel Distribuição, Wladimir Daleffe, assumiu a nova regra como uma imposição e uma prerrogativa da empresa, que considera necessária, por conta de ser esse um período crítico, em que não se pode liberar grande contingente de eletricistas para férias. Os sindicatos lembraram que não é só o trabalhador que tira férias, mas também sua família, pois é comum que os cônjuges e filhos programem suas férias conjuntamente e lembraram que a questão exige bom-senso, o que sempre existiu nos 60 sessenta anos da Copel, com empregados e gerencias programando férias observando as necessidades, sem que fosse necessária uma regra autoritária engessando a flexibilidade. Enfim, vamos insistir no assunto na negociação do próximo acordo coletivo.

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5 respostas para PCCS AINDA INDEFINIDO

  1. dluks82 disse:

    Que piada, se passar em um critério não passa em outro! Passar em quatro??? Será impossível! A categoria não pode aceitar isso.

    Quando o pessoal resolver buscar na justiça a isonomia salarial garantida no Artigo 461 da CLT, lei esta que já foi utilizada em Foz e, foi julgada procedente pois, a Cia não tem um PCCS homologado e, por isso não consegue justificar o porquê de empregados na mesma atividade perceberem remunerações diferentes. Então, a empresa vai sentir no bolso essa falta de vontade em valorizar seus empregados.

    Aliás, esse papo de que o carro que você usa, a casa que você mora, a comida que você come entre outras, foi a Copel que te deu não rola. A Copel não deu nada, é fruto do trabalho de cada um!

    Insistem na idéia de que estão nos fazendo favores!

  2. tecnicoadm2 disse:

    Coletivo, vale lembrar que o ACT também deverá passar pelo crivo da CCEE criada pelo Governador (conforme disposto no artigo 4º do decreto estadual: http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/listarAtosAno.do?action=exibir&codAto=135140&indice=7&totalRegistros=367&anoSpan=2015&anoSelecionado=2015&mesSelecionado=1&isPaginado=true),
    Isso não serve de alerta para já nos anteciparmos e iniciarmos as negociações do ACT 2015/2016?

  3. mariatns disse:

    O sindicato deveria pensar em acionar a empresa cobrando a equiparação salarial visto que não temos plano de cargos homologado no ministério do trabalho, e são vários casos de pessoas na mesma função a mais de dois anos com salários diferentes. Além disso, as discussões só ocorrem com quem não tem poder de decidir nada e como o colega postou a cima, as decisões passarão pelo crivo do governo, e acho que até os copelianos mais inocentes já perceberam que não irá acontecer nada que dependa da diretoria ou do governo. Mãos a obra e acionem a justiça, eles passaram e em poucos anos serão esquecidos, e nós permaneceremos até o fim sofrendo com essa falta de comprometimento com os empregados.

  4. VIU E SO GERAR UMA ANOMALIA NO SORRISO E OS VAO RESOLVER. PIADA.ISO! PREMIOS E MAIS PREMIOS? COMO?

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