Situação atual da Copel

Perde e ganha nas subsidiárias

Subsidiárias da Copel, a Copel Geração e Transmissão (GeT) e a Copel Distribuição (Dis) vivem uma situação curiosa: a crise do setor está dando muito lucro à primeira e prejuízo à segunda. No início de 2013, ao não renovar antecipadamente as concessões de algumas usinas, a Copel GeT ficou com energia de sobra por dois anos.

Em 2014, 8% da energia está disponível; no ano que vem, serão 13%. A Copel GeT pode vendê-la no mercado de curto prazo e também cobrir eventuais déficits provocados pela baixa geração de hidrelétricas e pelo atraso na usina de Colíder.

A Copel Dis, por sua vez, passou boa parte de 2013 e 2014 com 13% menos energia que a necessária para abastecer seus consumidores. Ficou “descontratada” porque, com a não adesão de algumas geradoras (entre elas a Copel GeT) à renovação de concessões, parte da energia que era das distribuidoras “sumiu”. Além disso, um leilão de energia realizado em 2013 fracassou porque o governo impôs um preço máximo que não atraiu geradoras.

Para cobrir o déficit, a Copel-Dis teve de comprar energia no mercado de curto prazo até o fim de abril deste ano, quando um novo leilão fechou o rombo das distribuidoras. Até dezembro, a empresa estará 100% contratada. Depois, terá de voltar às compras.

Defasagem

Em 2013, a Aneel autorizou a Copel a reajustar sua tarifa média em 14,61%, mas, atendendo ao governo estadual, a empresa aplicou 9,55%. Neste ano, tinha direito a 35,05%, mas repassou 24,86%. Ou seja, embora os consumidores tenham arcado com um reajuste de quase 37% em dois anos, ainda há uma defasagem a ser reposta de pouco mais de 13%. A culpa pela alta na tarifa é do uso frequente de termelétricas, cujo custo é rateado entre todos os consumidores do país, e ao fato de a Copel Distribuição ter comprado energia no curto prazo, a preços elevados.

Fonte: Gazeta do Povo

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2 respostas para Situação atual da Copel

  1. poisze56 disse:

    Apenas tentando saber melhor:
    Quando a Copel recusou a 579, foi uma decisão certa, eu presumo O que ocorreu é que com o uso das termos, a energia ficou cara uns 6 a 7 meses depois. E cara para todo mundo. Que estava descoberto e mesmo hoje quem precisar, paga mais caro. Mas foi só a Copel que ficou nessa? O descoberto iria suprir o para hoje devido a seca? Houve atrasos de entrega. Enfim, não é tão simples. Não adianta procurar um culpado, mas sim trabalhar para evitar essas ocorrências. E fazer os acertos no modelo elétrico devidos.
    Não vamos colocar questão política aqui, mas sim de engenharia e soluções.

    E agora de novo outra rereestruturação, pessoas indo sem estarem satisfeitas, outros querendo não ir ou qurendo sair e ter que ficar. A Recem estrutura não foi aceita, e agora, como o sindicato pode ajudar a empresa, ou explicar a todos o que ocorre de fato? E como ajudar aos colegas que moravam do lado de sua casa e agora mudam. Independente do que diz o contrato assinado, deveria a Copel olhar melhor os empregados. Gente escolhendo empregado, empregado escolhendo chefes melhores e assim estamos . Cade o RH nisso?

  2. vamosaluta123 disse:

    Já estou sabendo que dias 10,11 e 12 de setembro serão realizadas as reuniões para o acordo coletivo. Esse site nem isso informa. Fraquíssimo….

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